Em Catalão, empresários fizerem uma carreata pelas ruas da cidade no final da manhã e início da tarde de ontem, domingo (21), pedindo a reabertura do comércio.
O evento ocorrido em Catalão, foi destaque do Bom Dia Goiás, jornal diário da TV Anhanguera, com abrangência em todo o Estado. De acordo com a reportagem, cerca de 200 participaram e percorreram as principais ruas da cidade.
A Associação Comercial e Industrial/Câmara de Dirigentes Lojistas (ACIC/CDL) de Catalão, informou que a carreata foi para pedir a flexibilização do decreto para que o comércio possam ser abertos, mesmo com medidas mais restritivas.
De acordo com a Secretaria de Comunicação do município de Catalão, o novo decreto deve ser publicado somente no período da tarde desta segunda-feira (22). Foto: Arquivo – Badiinho
A dúvida dos comerciantes, é com relação se permanecerá como está o atual decreto municipal que expira o seu prazo nesta segunda (22), ou se terá mudanças significativas de ampliação nas restrições, pois de acordo com eles, as expectativas são com relação a preparação ou não para a semana de jornada de trabalho, pois neste que está vigente, o comércio formal teve autorização para funcionarem no sistema de entregas de mercadorias aos clientes no balcão.
De acordo com a diretora de comunicação da Prefeitura de Catalão, Thais Simões, “depois do decreto estadual não tem como ser mais tranquilo, e que maiores informações sobre esse decreto, somente o Comitê de Enfrentamento a Covid-19 em Catalão, mas informando ela que o comitê não haviam enviado as recomendações para este novo decreto.
Continuaremos acompanhando para trazermos informações concretas sobre a publicação do novo decreto.
SUGESTÕES DE LEITURAS DE MATÉRIAS DO MESMO ASSUNTO:
Na grande Goiânia, nos horários de pico da manhã (das 5h45 às 7h15) e da tarde (das 16h45 às 18h15), o acesso de passageiros aos ônibus, terminais e estações será controlado, por meio de um bloqueio eletrônico temporário de 90 minutos. Foto: Reprodução
O transporte coletivo da Grande Goiânia terá embarque prioritário, nos horários de pico, para os trabalhadores de atividades essenciais a partir de terça-feira (23/03). A medida sanitária de enfretamento à Covid-19 foi discutida em uma videoconferência entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RedeMob Consórcio), Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Ministério Público e os prefeitos dos municípios da Região Metropolitana.
“Vamos ter coragem para enfrentar essa situação. Vejo esse controle seletivo de ter um horário para os trabalhadores de serviços essenciais como sendo possível porque as empresas de ônibus têm um sistema altamente tecnológico, capaz de fazer com que o cartão daquela pessoa deixe de funcionar na hora determinada e volte a funcionar nas demais”, disse o governador aos prefeitos.
Nos horários de pico da manhã (das 5h45 às 7h15) e da tarde (das 16h45 às 18h15), o acesso de passageiros aos ônibus, terminais e estações será controlado, por meio de um bloqueio eletrônico temporário de 90 minutos, para que somente possam embarcar os trabalhadores vinculados aos serviços e atividades consideradas essenciais. Para isso, a CMTC, em acordo com as ações do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia, criará uma resolução para o Redemob Consórcio implantar um cadastro emergencial de usuários no sistema de bilhetagem.
Quem não for dos segmentos elencados por decretos (estadual e municipal) como prioritários (saúde, alimentação, farmacêutico e industrial, entre outros) terá o embarque ou a integração liberada após o período. A validação do embarque, assim como o bloqueio temporário, será feita via cartão sitpass.
Um levantamento feito pela RedeMob mostra que aproximadamente 60% dos trabalhadores que utilizam o transporte no horário de pico não fazem parte do grupo de serviços essenciais. A medida que restringe a quantidade de usuários nos intervalos de maior fluxo está amparada nos decretos do governo estadual de número 9.653 e municipal de Goiânia de número 1757, que restringem as atividades econômicas e sociais para frear o aumento de casos de Covid-19.
A pesquisa foi destacada pelo secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, que articulou a ação junto ao sistema de transporte coletivo. “Isso nos dá uma segurança que realmente há espaço para essa restrição. É uma ação que não impedirá a pessoa de se locomover normalmente, ela só deverá fazer isso em outro [caso não seja trabalhador dos serviços essenciais].”
O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, falou sobre a importância da restrição. “Todos nós sabemos que o transporte hoje é um gargalo que temos. Essa medida está mostrando o cuidado que temos com a nossa população. Sabemos que não agradamos a todos, mas estamos fazendo o nosso melhor, e esse melhor agora é a pessoa ficar em casa e não sair andando por aí se tiver sintomática.”
COMO SERÁ
Somente terão acesso aos ônibus, nos horários restritos do pico da manhã e do pico da tarde, os passageiros vinculados aos serviços e atividades essenciais que tiverem feito previamente um cadastro emergencial pelo site www.rmtcgoiania.com.br\embarqueprioritario. O portal é acessível por computadores e celulares.
Ao acessar o site, o trabalhador deve clicar na aba cadastro, digitar o número do CPF e escolher e escolher a atividade essencial que ele faz parte, com base nos decretos estadual ou municipal. Em seguida, o usuário deverá anexar/escanear o documento que comprove o trabalho na categoria definida. Valerá carteira de trabalho ou crachá. Quem não tiver o documento, poderá fazer uma justificativa.
Por fim, basta clicar no termo de aceite, declarando que aquelas declarações são verdadeiras. O cadastro deve ser feito com pelo menos uma hora antes do embarque, para garantir a liberação nos validadores eletrônicos para embarques de passageiros, tanto nos ônibus quanto nos terminais e estações. A validação será feita por meio dos cartões de Sitpass, que já possuem previamente o CPF do usuário.
Além dos trabalhadores dos serviços essenciais, também poderão se cadastrar as pessoas que estiverem em alguma atividade essencial, como por exemplo se dirigindo a uma unidade de saúde, desde que tenha feito o cadastro com uma hora de antecedência. A cobrança das passagens a bordo dos ônibus pelos motoristas, também nos acessos de solo nos terminais e estações, fica suspensa nos intervalos determinados.
SEGURANÇA
A ação conta com parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). “Nós estamos parceiros totais dessa luta. Já determinei ao Batalhão de Eventos que deem apoio aos fiscais nos terminais”, disse o secretário da SSP, Rodney Miranda. Ele orientou a prefeitos e prefeitas que precisarem de apoio que procurem o comandante do batalhão do município. Não só em relação ao transporte coletivo, mas também para inibir festas e baladas.
PASSO A PASSO DO CADASTRO
1. Entrar no portal por computador ou celular 2. Preencher com os dados do CPF e o ramo de atividade essencial que deverá ser selecionado numa lista 3. Adicionar a imagem do documento de trabalho (carteira de trabalho, crachá ou declaração do empregador 4. Caso não tenha comprovação, o usuário deve escrever uma justificativa para o pedido 5. Aceita que leu e concorda com o termo de acesso e adesão 6. Clica em finalizar o cadastro 7. Uma hora depois seu cadastro será liberado para viajar nos horários de pico.
“A situação é complicada e exige a atenção de todos. A pandemia não acabou. A Covid mata!”, informou a prefeitura em nota. Foto: Prefeitura de Caldas Novas/Reprodução
A Prefeitura de Caldas Novas iniciou na última sexta-feira (19/03), obras para abertura de covas no cemitério municipal por causa da pandemia da Covid-19. “A pandemia não acabou. A Covid mata!”, informou a administração municipal em nota.
De acordo com a prefeitura, os leitos de UTIs estão lotados, além disso, há filas para internação. Dados do boletim epidemiológico de sexta-feira (19/3), apontam que a cidade já conta com 5.737 casos confirmados, 115 óbitos e 230 casos ativos.
Ainda na sexta-feira (19/3), o secretário de Obras de Caldas Novas, Clécio Guimarães de 52 anos, morreu vítima da Covid-19. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora Aparecida e não resistiu às complicações da doença.
Em nota, a prefeitura da cidade lamentou a morte do servidor e decretou luto oficial. “A Prefeitura de Caldas Novas decreta, nesta sexta-feira, 19, luto oficial de três dias pelo falecimento do servidor Clécio Guimarães.”. Ele deixa esposa e três filhos.
PREFEITURA DE CALDAS NOVAS EMITE NOTA SOBRE AMPLIAÇÃO DO NÚMERO DE COVAS NO CEMITÉRIO
A Prefeitura de Caldas Novas ressalta que por mais triste e devastadora que seja a realidade em que nos encontramos hoje, deve ser mostrada.
Nesta sexta-feira, dia 19 de março de 2021, estamos com as UTIs lotadas, filas de internação e muita tristeza. A tentativa, por meio de decretos, é conter um vírus mortal. É preciso ter sensibilidade com o sofrimento dessas famílias.
Infelizmente, tivemos que direcionar nossas equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Rural para ampliar o Cemitério Municipal de Caldas Novas. O nosso desejo era que essas equipes estivessem atuando para o bem-estar e conforto da população.
A situação é complicada e exige a atenção de todos. A pandemia não acabou. A Covid mata!
A Prefeitura de Caldas Novas reitera que o objetivo do governo não é causar pânico e amedrontar, mas sim conscientizar toda a população de que o único inimigo em questão é o vírus.
Ideia é que, com decisão, maior número de pessoas sejam vacinadas. Foto: Reprodução
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, autorizou a utilização imediata de todas as vacinas contra a covid-19 que foram entregues aos estados e municípios. Inicialmente, a orientação do Ministério da Saúde foi pela manutenção de estoques para aplicação da segunda dose dos imunizantes, mas, diante da confirmação de entregas semanais pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Butantan, a medida foi tomada para ampliar o número de vacinados em todo o país.
A recomendação também vale para as 5 milhões de doses que serão entregues neste final de semana pelos dois órgãos. Segundo a pasta, a liberação das doses que seriam mantidas em estoque estava em estudo há duas semanas e foi implementada após o aceleramento da produção nas duas instituições brasileiras com a chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado.
“Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo mais vidas” disse o ministro.
Governador Ronaldo Caiado e secretário estadual da Saúde, Ismael Alexandrino, recebem novo lote de vacinas contra Covid-19: repasse pelo governo federal aos Estados será semanal, a partir de agora. Foto: André Saddi/Reprodução
O governador Ronaldo Caiadorecebeu, neste sábado (20/03), mais um lote de vacinas contra a Covid-19. No total, 129,1 mil doses chegaram à Central Estadual de Rede de Frio, unidade ligada à Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), em Goiânia. Com o compromisso assumido pelo novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de repasse semanal às unidades federativas a partir de agora, Caiado anunciou que a quantidade desta remessa possibilitará o avanço da imunização no Estado, com a inclusão de pessoas com 70 anos no grupo prioritário.
“Com essa autorização [do governo federal] para que possamos usar 100% das doses, porque eles garantem o envio do próximo lote no decorrer da semana e, consequentemente, a segunda aplicação, nós recebemos a remessa com maior volume para o D1 [dia 1 da vacinação]”, explicou Caiado.
O governador listou também as vantagens de vacinar mais pessoas ao mesmo tempo, principalmente os grupos vulneráveis, como os idosos. “Isso faz com que, nos próximos dias, essas pessoas já comecem a produzir imunidade e também tenham uma capacidade melhor de resistir caso venham a se contaminar”, exemplificou.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Ismael Alexandrino, o atual lote vai propiciar a imunização de idosos de 70 anos, podendo chegar a 68 anos, na capital; e de cidadãos a partir de 65 anos, no interior. “Quanto mais pessoas desta idade vacinadas, diminui a possibilidade de agravamento dos casos”, ressaltou.
Esta foi a nona remessa encaminhada pelo Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI), ao Estado de Goiás. Do total de vacinas, 115,6 mil doses são da CoronaVac, fabricadas pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, e 13,5 mil do consórcio Oxford/AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
BALANÇO
Com mais esse carregamento, Goiás acumula 847.780 doses de vacinas recebidas contra a Covid-19. São 715,2 mil da CoronaVac e 132,5 mil da AstraZeneca. Levantamento oficial e preliminar realizado pela SES-GO apurou que, referente à primeira dose, já foram aplicados 324.481 imunizantes em todo o Estado. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 103.742 pessoas.
Escrito por: Redação/Com informações da Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
A experiente radialista Joana Darc, é a nova comandante do Jornal da Sucesso FM 97,5. Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
O Jornal da Sucesso ganhou uma nova voz, e nada melhor do que uma voz feminina neste mês dedicado as mulheres, e desde a última segunda-feira (15/03), quem comanda as notícias o radiojornalismo, é a experiente e competente Joana Darc, que coleciona passagens pelas emissoras Liberdade FM, nos anos do Senhor Bento Rodrigues de Paula, um catalano que sempre valorizou os profissionais locais, os ouvintes, e as tradições culturais da nossa cidade.
Joana Darc também já teve passagens pela emissora Cultura, quando ainda era AM. Afastada dos microfones, Joana Darc superou um grave problema de saúde, com fé se restabeleceu, investiu por um período nas redes sociais, e agora, está de volta fazendo o que mais gosta, que é o radiojornalismo.
Desejamos sucesso a nossa amiga comunicadora, colega de profissão, e parabenizamos a diretora da emissora, Lirian Almeida, por valorizar os diamantes que nossa cidade possui, como a Joana, e destacando que o caminho para o sucesso é esse mesmo!
Só lembrando que o Jornal da Sucesso, com a Joana Darc, vai ao ar de segunda a sexta, das 11h às 13h, na Sucesso FM 97,5.
“Projeto “Faça Uma Criança Feliz” continua, e doações continuam chegando na redação do Badiinho. Foto: Badiinho Filho
Divulgado no início do mês de março, a redação do Blog do Badiinho já recebeu diversas doações de refrigerantes, caixas de leite, sucos, achocolatados, biscoitos, bolachas, deixadas na redação, doações que contribuirão e muito para o projeto, porém, ainda falta bastante para chegarmos no nosso objetivo, que atingirmos um número significante de crianças em nossa cidade. Para isso, precisamos da sua doação!
O “Projeto Faça Uma Criança Feliz”, é uma iniciativa do Blog do Badiinho, que teve o apoio do Guaraná Amazonas, Ultra Power Energético, e o São João Mix. Com R$ 20 reais você poderá fazer uma criança feliz, pois foi esse o valor de cada kit que o São João Mix, parceiro do projeto, fez para conseguirmos o maior número de doações.
SOBRE O PROJETO “FAÇA UMA CRIANÇA FELIZ”
O objetivo da campanha é levar um kit de guloseimas as crianças carentes de Catalão, já que estamos num momento delicado para nós adultos e também para as crianças que ficam ansiosos e ociosos em casa, sem falar que consomem mais e muitos pais não tem condições de levar nem o básico para dentro de casa.
NOSSO KIT TERÁ:
-1 Refrigerante 2lts ;
-1 PT Bolacha Rosquinha 700gr;
-2 Bolacha Recheada;
-2 Achocolatado em pó ou 200 ml;
-2 CX Gelatina 100 GR;
-1 SC Bala GR;
-2 lt de Leite.
AJUDE A MONTARMOS ESSES KITS, DOANDO QUALQUER VALOR PELO PIX: 92423680163
Observação: A entrevista foi feita pelo Jornal O Popular, veículo de comunicação de Goiás pertencentes ao Grupo Jaime Câmara, e foi publicada na sua edição da última sexta-feira (19/03).
Para o governador Ronaldo Caiado (DEM), crise na economia e avanço de óbitos não têm origem em “decreto que foi publicado ou deixou de ser publicado”, mas no vírus; “e não há remédio a não ser vacina”, disse. Foto: Reprodução
O governador Ronaldo Caiado fala sobre o decreto que determinou a adoção do regime 14 dias por 14 dias em todo o Estado. Segundo Caiado, o decreto atual, que no entendimento do governo deve prevalecer sobre as regras instituídas pelos municípios, ocorre pela situação de calamidade com que se encontra não só Goiás, mas no Brasil inteiro. “Se eu, como governador, me omitisse neste momento, e amanhã acontecesse em Goiás o que aconteceu em Manaus, eu seria duramente penalizado”, diz, ao justificar a mudança de posição, uma vez que vinha deixando a cargo dos prefeitos a responsabilidade por estabelecer as regras em seus respectivos municípios. Caiado também negou que faça perseguição política a prefeitos.
O procurador-geral de Justiça, Aylton Vechi, disse que o decreto do Estado é soberano e o município pode apenas restringir ainda mais as normas já estabelecidas. No primeiro dia de decreto, a polícia militar agiu para fiscalizar comércios que desobedeciam o decreto do Estado em Pirenópolis e em Aparecida de Goiânia, mas alegavam seguir normas municipais. Essa vai ser a ação do Estado, agir por meio da polícia militar?
Goiás age baseado naquilo que o relatório epidemiológico está demonstrando. Em Goiânia, 93% dos contaminados estão infectados com a variante de Manaus. Então é uma situação totalmente diferente, muito mais agressiva, com uma capacidade de transmissibilidade muito maior. Então a medida que nós estamos tomando é para que a população nos ajude. Não é fazer de um momento delicado como este campanha eleitoral. Não é querer fazer concessões à procura de voto. Essas concessões estão fazendo com que haja uma maior proliferação do vírus. E se nós não temos leitos suficientes, não é justo que o decreto não valha para todos os municípios do Estado de Goiás. Se você tem uma demanda maior do que a ofertada de leitos de UTI, nós temos que ampliar nossos leitos de enfermaria para que sejam leitos críticos. Estou pedindo aos prefeitos que transformem suas UPAs em UPAs Covid-19, ampliando cada vez mais os atendimentos. Então, nesta hora, que se tem é um pedido da nossa polícia, em cada uma das cidades do Estado, para conscientizar as pessoas, pedindo a eles que fechem ali o estabelecimento. Mas hora alguma existiu alguma atitude que não fosse de conscientização. Você não vê um caso no Estado que tenha causado qualquer constrangimento. O que o policial militar levou ao cidadão foi a responsabilidade dele em ajudar num momento crítico pelo qual passa o Estado de Goiás. Mas infelizmente, no município de Aparecida de Goiânia é crítica. Como tal, como é que vai ter dois protocolos, se o protocolo lá é muito mais flexível e, ao mesmo tempo, não tem leitos para atender as pessoas que foram contaminadas? Então a hora não é de queda de braço, nem de disputa eleitoral, a hora agora é de salvar vidas.
O senhor diz que não quer politizar o debate e que a orientação foi de que a polícia agisse em todos os municípios. Mas por que essa fiscalização só foi feita ontem em Aparecida e Pirenópolis, onde os prefeitos são seus adversários políticos?
Realmente, você está tirando uma conclusão em cima de uma permissa errada. O que está acontecendo é que, em todas as cidades, onde as pessoas não estão cumprindo o decreto, a polícia está caminhando pelas ruas, impedindo que aqueles estabelecimentos que não são atividades essenciais, fechem as portas. Não tem A ou com B. Então eu não estou entendendo a formulação da pergunta. Se tem uma pessoas lá dizendo ao comerciante que feche seu estabelecimento, porque aglomeração aumenta a transmissibilidade de um vírus, qual é o lado negativo disso? Porque isso pode ser perseguição a alguém? Nós estamos trabalhando para salvar vidas. Então quer dizer o certo é fazer aglomeração? O policial está salvando vidas, está pedindo para as pessoas terem consciência neste momento, é mais um processo educativo. Com é que isso pode ser visto como se fosse uma retaliação a A ou a B? Se fosse isso eu não teria repassado 15 respiradores que foram para Aparecida nesta semana, quando me pediram. Então me parece que o objetivo dessa pergunta é torcer para que haja mais gente dentro das lojas e mais disseminação do vírus. Nós temos que enfrentar o vírus, esse é o nosso inimigo.
Governador, mais foi apurado que pelo menos 10 municípios vão descumprir o decreto estadual. Então é justamente o que o Estado vai fazer em relação a esses 8? Porque somente esses 2 foram alvos?
Eu repito, todos os municípios no Estado estão recebendo, tanto por parte dos nossos policiais militares, civis, como também do Ministério Público, orientação no sentido de fechar o comércio para nos dar 14 dias para que a gente possa reduzir o número de pessoas nos leitos dos hospitais, e abrir um pouco de leitos de UTI, para podermos voltar, daqui 14 dias, gradualmente, a liberar as nossas atividades econômicas. E, junto com isso, fazendo vacinação. Os outros municípios serão tratados da mesma forma. O comandante da regional recebeu a mesma ordem por parte do comandante da polícia, Coronel Bruno. Então não tem esse processo politização, de maneira alguma. Nunca vi que salvar vidas possa caracterizar perseguição política.
No ano passado, a política era de que os prefeitos estariam livres para regulamentar as normas das suas respectivas cidades. Mas porque só agora o Estado em entendeu que o decreto estadual é soberano sobre os decretos municipais?
Porque, como governador do Estado, cabe a mim, me curvar às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte reconheceu, em um primeiro momento, que os Estados e municípios têm direito concorrente para elaborar seus protocolos, dentro de critérios. Depois, quando houve o agravamento do quadro da pandemia no Estado de São Paulo, algumas prefeituras tentaram utilizar essa mesma decisão, e o atual presidente do STF, ministro Luiz Fux, deu um despacho muito claro. No momento em que o Estado está em situação de calamidade, como é a situação que está hoje Goiás e todo o Brasil, o decreto estadual prevalece sobre os decretos municipais. Neste momento é permitido aos prefeitos que ampliem as restrições. Mas o que não pode é flexibilizar, sendo que ele não tem leitos para oferecer e a estrutura estadual está sobrecarregada.
A questão é que esse entendimento do STF existe desde o ano passado e, naquela época, o Estado deixou a responsabilidade nas mãos dos municípios. Isso não foi a forma do Estado lavar as mãos?
No ano passado, Goiás não estava em situação de calamidade. Quando você declara calamidade é porque chegou a um limite de estrutura, tanto de leitos quanto de equipes de saúde capazes de atender à população atingida. Se eu, como governador, me omitisse neste momento, e amanhã acontecesse em Goiás o que aconteceu em Manaus, eu seria duramente penalizado. Então eu tenho que tomar as minhas decisões de acordo com aquilo que é o laudo epidemiológico do Estado. Hoje, por exemplo, é um dia triste, porque o Estado ultrapassa 10 mil vidas perdidas para a Covid-19. Mas tem gente que quer politizar o debate. Bloquearam as rodovias e o caminhão que abastece oxigênio em Bela Vista chegou lá poucos minutos antes de esgotar o oxigênio. Quem provocou o problema na economia e no avanço de óbitos não foi decreto que foi publicado ou deixou de ser publicado. Quem provocou tudo isso foi o vírus, e não há remédio a não ser vacina. Mas enquanto ela não chega, precisamos de isolamento social. Agora, tem governante que se curva à pressão de empresários e é tutelado pela pressão de alguém que tem mais poder do que ele. Aí não é problema meu. Goiás tem governador independente.
O senhor mencionou o protesto que bloqueou a BR nesta semana contra as medidas de fechamento. Esse movimento é composto por pessoas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro. Quer dizer, não é o presidente de quem o senhor é aliado, que está politizando o debate? Qual a sua postura diante desse comportamento dele?
Cabe a mim, no Estado de Goiás, como governador tomar medidas para que prevaleçam as regras a que estamos submetidos, que são regras que a ciência determina, que o quadro epidemiológico nos orienta para fazer. Agora, essas pessoas querem obstruir rodovias, fazer manifesto, mas prejudicando a chegada de oxigênio, por exemplo. A democracia acolhe as manifestações desde que não haja prejuízo de terceiros. Tantos outros estão fazendo carreatas, sem máscaras, sem nada, enquanto estou aqui tentando arrumar leitos para que pessoas, quando forem contaminadas, possam ser atendidas. A vida é assim.
Mas essas pessoas são instigadas por discurso que vem do próprio presidente da República. O senhor não acha que essas falas dele atrapalham o trabalho dos governadores no combate à Covid-19?
Esse julgamento será feito por todos os brasileiros. Nós temos uma conduta. O Fórum de Governadores tem uma conduta. Estamos trabalhando de forma conjunta para tomarmos medidas que sejam coerentes e com base científica em todos os Estados que estão vivendo uma situação como a nossa hoje. E, ao mesmo tempo, ampliando as nossas conversações para adquirirmos vacinas. Mas sempre respeitando o Plano Nacional de Imunização. Então, o que cabe a mim, nesta hora, é buscar aquilo que é melhor para poder poupar vidas. E não deixar com que essas pessoas, totalmente desvirtuadas de uma realidade que estamos vivendo, que o mundo inteiro está passando, tragam mais prejuízos ao nosso Estado de Goiás.
Como está esse processo de aquisição das vacinas? O senhor já falou que se o Estado conseguir comprar os imunizantes, eles seriam rateados com o governo federal. O senhor continua com essa ideia? E como estão as conversas entre os governadores quanto a essa aquisição?
Primeiro, que isso não é uma ideia. Isso é uma lei. Ela já existe há 57 anos. Política de saúde pública tem que ser feita de forma igualitária. A Constituição Federal assim determina. Essa é uma regra dos Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns acham que deve sobreviver quem mora no Estado ou município que é o mais rico. Mas eu acredito que, como é o compromisso de todos nós governadores, ao adquirirmos as vacinas, vamos fazer com que todos sejam repassadas para o Plano Nacional de Imunização. Nenhum Estado vai se beneficiar do seu poder financeiro para criar amanhã uma ruptura daquilo que nós chamamos de União Federativa. Nós temos responsabilidade com 220 milhões de brasileiros. Então, você vê que eu não mudo meu discurso hora nenhuma. Fui o primeiro governador a pedir um crédito extraordinário na Assembleia Legislativa para compra de imunizantes. Mas jamais que a vacina poderia ser concentrada apenas onde ela é comprada. Mas, sim, dentro de uma norma, que não pode ser quebrada no Brasil.
Como o senhor avalia o trabalho do governo federal para compra de vacinas? O senhor acha que está sendo suficiente?
Nós temos a chegada de um ministro (da Saúde, Marcelo Queiroga), que eu conheço, já esteve comigo aqui, é um médico, uma pessoa extremamente competente, e que acredito que, por ser médico e entender melhor da estrutura do SUS, dará uma dinâmica maior nesse processo de atendimento às pessoas. Amanhã mesmo eu vou pedir aos prefeitos que os agentes comunitários de saúde, que já foram vacinados, que tenham uma meta, bem ousada, no sentido de começar a andar casa a casa, para levar um oxímetro, que é coisa tão fácil, para ver ali como é que está, realmente, a concentração de oxigênio, podem tirar a pressão, a temperatura do paciente. Então, vamos atuar de forma conjunta.
Além da espera pelas vacinas que estão sendo compradas pelo governo federal, o Estado tem alguma conversa avançada para compra direta de imunizantes?
Lógico que nós temos, já fizemos contato com vários laboratórios. Mas a verdade é que o momento tem demonstrado que as indústrias estão mais comprometidas com a venda do Governo Federal. Todos nos recebem bem, são extremamente educados, mas sempre dizendo que os compromissos já estão firmados para atender chefes de governo, ou seja, de países, e que, quem sabe, depois de passarmos por esse momento, eles poderão nos oferecer algum lote de vacinas.
O governo federal, quando o ministro ainda era Luiz Henrique Mandetta, abriu o Hospital de Campanha de Águas Lindas, que foi desativado na gestão do ministro Eduardo Pazuello. O senhor chegou a tratar desse assunto com Marcelo Quiroga, para de repente retomar esse Hospital de Campanha aqui em Goiás? Ou o senhor pretende abrir uma unidade do Estado na Região do Entorno do Distrito Federal?
Não toquei nesse assunto, porque o ministro tomou posse recente. Esse Hospital de Campanha foi construído pelo Governo Federal, mas no fim de outubro, recebemos um comunicado do ex-ministro Pazuello, que aquele hospital seria desativado e desmontado. Aquilo era determinação, porque muitos acreditaram que não teríamos mais uma segunda onda. Agora, nós, do Estado, não desativamos nenhum leito. E, o mais importante, todo o dinheiro gasto foi para hospitais que são construídos com bases sólidas. Ou seja, hospitais que têm construção de concreto. Nós não investimos em nenhuma instalação provisória. Nós investimos naquilo que, se Deus quiser, quando isso passar, possa continuar atendendo a população do Estado de Goiás em cirurgias eletivas, de emergência, no pronto-socorro, na policlínica e outros.
O senhor disse em outras entrevistas que há uma conversa com o Judiciário para evitar que sejam expedidas decisões favoráveis para que segmentos de atividades não-essenciais possam abrir. Mas nós vimos algumas determinações nesse sentido ao longo da semana, em favor de certos setores, como o da construção civil. Como o Senhor vê isso?
Cabe a mim aguardar a decisão final do Poder Judiciário. O que nós temos visto é que o Tribunal de Justiça de Goiás tem demonstrado, em todas as suas ações, total compromisso com a vida, e, ao mesmo tempo, com a diminuição da transmissibilidade do vírus. Como tal tem dados pareceres favoráveis à manutenção do decreto. Mas essa é uma questão que saia da minha alçada, é do Poder Judiciário, e eu aguardarei, tranquilamente, o julgamento dessas matérias pelo tribunal.
Ainda sobre os municípios, o senhor falou das ações da polícia militar, mas o Estado pretende tomar alguma medida administrativa em relação aos prefeitos que insistirem em descumprir o decreto estadual?
Essa ação está sendo conduzida pelo Ministério Público neste momento.
Sim, por meio de ações judiciais, mas queremos saber se o senhor estuda tomar medidas administrativas.
Eu não vou descriminar A ou B, do ponto de vista administrativo. Eu nunca fiz isso na minha vida. Pelo contrário, enviei 15 ventiladores para Aparecida, atendemos o município de Inhumas, em situação difícil, abrimos leitos em Iporá, estamos ampliando o hospital em Jaraguá. Lá em Luziânia, que é outro prefeito que disse que não vai cumprir, estamos com 50 leitos de UTI. Ampliamos os leitos em Formosa. Independiente da posição da posição do prefeito, o governo do Estado não é propriedade do governador. Ao governador cabe ter diretrizes e pedir que as pessoas nos apoiem nos momentos mais delicados. É o que eu tenho feito. Eu trato igualitariamente as pessoas, a campanha eleitoral é em 2022.
Observação: A entrevista foi feita pelo Jornal O Popular, veículo de comunicação de Goiás pertencentes ao Grupo Jaime Câmara, e foi publicada na sua edição da última sexta-feira (19/03).
Um homem de 40 anos de idade, identificado como Fernando Gomes Pacheco, morreu em capotamento na GO 330, entre Catalão e Ouvidor na madrugada de hoje, sábado (20).
A comunicação do Corpo de Bombeiros de Catalão, informou que a equipe de resgate foi acionada para atender a um capotamento de veículo de passeio na GO 330, após o aeroporto, no sentido Catalão ao município de Ouvidor.
Os bombeiros informaram que no local, já estava presente duas viaturas da Polícia Militar, sendo uma delas da Polícia Rodoviária Estadual, a qual informaram que não havia vítimas presas nas ferragens, mas sim, uma vítima ejetada a aproximadamente 10 metros distante do veículo.
Após a informação dos policiais rodoviários, os bombeiros localizaram a vítima que já estava sem vida. Os militares do 10º BBM de Catalão designados para atender a ocorrência, também fizeram uma varredura em um raio de 20 metros do local do acidente, afim de encontrar outras vítimas, porém, não encontram, sendo encontrado somente o condutor do veículo.
Os policiais da PRE, fizeram o acompanhamento até a chegada do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo.
Vítima foi identificada como Fernando Gomes Pacheco, 40 anos de idade, e era natural e residente de Ouvidor. Foto: Reprodução