A sessão parlamentar extraordinária que estava prevista para ser realizada na tarde de ontem, quinta-feira (27), não podê ser realizada por falta de quórum com a ausências de alguns dos 17 vereadores. Mas o que movimentou as redes sociais de internautas catalanos, foi um vídeo gravado pelos vereadores Professor Sousa Filho (PSD) e Paulo Moreira do Valer (DEM), no qual o vereador Paulinho fez acusações de que um servidor da Secretaria de Ação Social, órgão da Prefeitura de Catalão, estaria vendendo cestas básicas, as quais seriam destinadas a doações a diversas famílias do município de Catalão.
Logo após a publicação do vídeo, o caso ganhou as redes sociais, com posts falando do assunto polêmico nas páginas do Facebook e Whatsapp.
Reação da Prefeitura de Catalão
Assim que o Prefeito de Catalão em exercício, Dr. João Sebba (MDB) tomou conhecimento do fato, solicitou da Secretaria de Comunicação do munícipio confeccionasse uma nota, informando que o servidor teria sido afastado de suas funções, até que o caso fosse apurado.
A nota diz que o servidor público, ocupante de cargo comissionado, estaria se apossando de cestas básicas pertencentes ao município sem o conhecimento de seus superiores.
A decisão de afastar o servidor de suas funções até a apuração dos fatos, foi anunciada depois de uma reunião realizada entre o prefeito João Sebba e o Secretário de Administração, Nelson Martins Fayad, após terem sido surpreendidos com a propagação da notícia nas redes sociais.
Ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón. Foto: Reprodução
Na Operação Cash Delivery do Ministério Público Federal (MPF), foram cumpridos os mandados de prisão temporárias contra o ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón; o filho dele, Rodrigo Rincón; o policial militar Márcio Garcia de Moura; o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.
Segundo nota do Ministério Público Federal (MPF), a lei eleitoral não permite que Marconi Perillo seja preso entre 15 dias antes e 2 dias após as eleições. Outros 14 amandados de busca e apreensão também foram cumpridos pela Polícia Federal e MPF na manhã desta sexta-feira (28).
Dinheiro foi apreendido com motorista de Jayme Rincón. Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado.
Como parte da operação, chamada de Cash Delivery, a PF prendeu Jayme Rincon, coordenador de campanha do atual governador de Goiás e candidato à reeleição, José Elinton (PSDB). Com o motorista de Rincon, a polícia encontrou maços de dinheiro vivo.
A assessoria de imprensa do governador José Eliton e com membros da campanha dele à reeleição foram contactados, mas não haviam se manifestado a até a publicação da matéria.
Por telefone, o advogado do ex-governador Marconi Perillo, Antônio Carlos Almeida, informou que ainda não tomou conhecimento sobre a operação e que tenta contato com o cliente.
Ao todo a operação tem 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Os mandados foram autorizados pela 11ª Vara de Justiça Federal em Goiás nas cidades de Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo.
A Cash Delivery apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. A cifra investigada é de mais de R$ 12 milhões.
A operação foi baseada na delação de executivos da Odebrecht. Estão sendo investigados empresários, agentes públicos e doleiros pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Candidato ao Senado, Perillo aparecia com 29% das intenções de votoe m pesquisa Ibope do dia 21 de setembro. O ex-governador de Goiás se tornou réu no início de setembro por corrupção passiva.
Dinheiro apreendido com motorista de Jayme Rincon na operação Cash Delivery — Foto: Reprodução
Investigações
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Perillo, quando ainda era senador e depois como governador, pediu e recebeu propina para favorecer a Odebrecht em contratos e obras em Goiás. Os valores, segundo as investigações, foram de R$ 2 milhões em 2010 e R$ 10 milhões em 2014.
O MPF informou ainda que a operação desta sexta tem o objetivo de rastrear o destino da propina.
De acordo com as investigações, a propina era entregue em dinheiro em espécie e transportada em malas e mochilas. O MPF apontou que houve ao menos 21 entregas do dinheiro irregular em 2014 feitas a mando da Odebrecht para favorecer Perillo.
Também segundo o MPF, os indícios colhidos nas apurações mostram que Perillo atuava como chefe do grupo e Rincon era braço direito dele.
Operações durante a campanha eleitoral
Desde o início de setembro, candidatos nas eleições foram alvo de operações policiais e ações do Ministério Público. O corregedor nacional do MP determinou a apuração das condutas de promotores que apresentaram ações contra Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).
No dia 4 de setembro, Haddad foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro em suposto pagamento de dívida de campanha. Na ocasião, a assessoria de Haddad disse estar surpresa com a denúncia em período eleitoral, afirmando que o delator do caso teve delações negadas pela Justiça.
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, se tornou alvo de uma ação do Ministério Público por improbidade administrativa por caixa dois. O MP acusa Alckmin de ter recebido R$ 7,8 milhões da Odebrecht na campanha de 2014. Questionado, o candidato diz que não havia fato novo, mas apenas uma conclusão equivocada e um comportamento inusual do promotor, que sugere algo que não existe.
No dia 11 de setembro, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso em uma operação do Gaeco que investiga o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção de estradas do Paraná. Richa foi solto quatro dias depois, quando conseguiu um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul, foi avo de operação da PF no dia 12 de setembro. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Azambuja, que é candidato à reeleição. A operação investiga o suposto pagamento de propina a integrantes do governo de MS em troca de créditos tributários a empresas.
Obras de extensão de canalização do córrego Pirapitinga foram retomadas no último final de semana. Foto: TV sucesso/Reprodução
As obras de extensão da canalização do Córrego Pirapitinga foram retomadas três dias depois da tragédia que vitimou fatalmente dois operários que foram levados pela forte correnteza após ter caído um volume significativo de chuva na última quarta (19).
O secretário de obras da cidade, Leonardo Martins, afirmou que houve problemas com a terraplanagem, aterros nas laterais da obra começaram a ceder, além da imensa sujeira que esparramou por todo o canteiro de obra.
Leonardo afirmou que a empresa responsável pela obra voltou a trabalhar no último sábado (22), refazendo a parte de terraplanagem e recuperando todo o serviço, para que o planejado seja seguido e a obra possa ser entregue o quanto antes.
Imagem mostra sujeiras no canteiro de obra após a chuva do último dia 19 de setembro. Foto: TV Sucesso/Reprodução
“É importante salientar que problemas teremos no futuro, e que peçamos a Deus para não mais acontecer intemperes da natureza que possam ocasionar mais tragédias como a que ocorreu no último dia 19, na qual tivemos o falecimento de dois operários. Mas problemas de enchentes, de chuvas, nós vamos ter porque vamos atravessar um período de chuva, mas a empresa está trabalhando diuturnamente para que o necessário seja feito com mais rapidez, para que não aconteça mais o que aconteceu”, disse Martins em entrevista concedida a uma emissora de TV local.
Na tarde do último dia 19 deste mês, dois operários que trabalhavam na obra de extensão da canalização da Avenida Raulina Fonseca Paschoal, morreram durante um temporal. Segundo informações concedidas pelo Corpo de Bombeiros, os dois estariam debaixo de uma ponte localizada na Avenida Margon, com os 40 mm de água que caiu em pouco mais de uma hora na cidade, o nível da correnteza do córrego subiu e arrastou os dois operários, e ambos foram localizados a uma distância de 2 e 5 km de distância da ponte.
No canteiro de obras, a chuva causou além dos estragos, muita sujeira, e em vários pontos da região central e bairros distintos, moradores registram com seus Smartphones os alagamentos em ruas, avenidas, prédios e estabelecimentos comerciais.
Mesmo com os estragos proporcionados pela forte chuva, o cronograma da obra não deve sofrer alterações e deve ser entregue em junho de 2019. Já sobre as mortes dos dois operários, a Secretária de Obras da Prefeitura Municipal de Catalão disse que está acompanhando o caso.
Secretário de Obras do município de Catalão, Leonardo Martins. Foto: TV Sucesso/Reprodução
“Nós temos as nossas exigências contratuais, e uma delas, é que empresa tenha todos os protocolos de segurança do trabalho, e queremos saber também, inclusive solicitamos resposta da empresa, o porquê que aqueles dois funcionários estavam debaixo da ponte naquele momento? Visto que temos documentação que foi apresentada para nós, informando que na medida que a chuva vem, tem que ser parado o serviço e irem todos para o canteiro de obras”, afirmou Leonardo Martins.
O Secretário de Obras disse também que a empresa está fazendo todos os levantamentos com apoio de técnicos do Ministério da Integração Nacional, tanto dos prejuízos quanto da tragédia com os operários, o que permitirá ser concedido esclarecimentos mais precisos para toda a população.
Prefeito em exercício, Dr. João Sebba ao lado de membros da Associação de Moradores do Castelo Branco e Adjacências. Foto: Secom – Catalão
Numa reunião que aconteceu na tarde da última segunda-feira (24) no Centro Administrativo Érico Meireles o prefeito em exercício João Sebba assinou documento que concede autorização de uso de imóvel público à Associação dos Moradores do bairro Castelo Branco e Adjacências.
A Associação dos Moradores do bairro Castelo Branco e Adjacências estava sem um espaço para realizar suas atividades e agora já conta com uma área que será preparada para abrigar a sede da entidade. O prédio que fica na Rua 93 esquina com a Rua 106, número 09 no Castelo Branco é o mesmo onde antigamente funcionava o Posto Policial do bairro, e onde foi também o Centro de Inclusão Digital “Guilherme das Neves”.
Imóvel localizado na Rua 93, no bairro Castelo Branco, foi construído pelo ex-prefeito Eurípedes Pereira onde funcionou como Posto Policial, posteriormente todos eles foram transformados em Centros de Inclusão Digital. Foto: Arquivo – Blog do Badiinho
De acordo com o documento não haverá necessidade de pagamento pelo uso do imóvel, mas a associação ficará responsável por cuidar e arcar com todas as despesas e manutenção.
Para o prefeito João Sebba “é motivo de muita honra e prazer poder atender esse pedido com a sensibilidade do vereador em prol da associação que tanto vem ajudar a população carente daquela região. Parabenizo a diretoria e desejo que recebam essa cessão de uso para continuar exercendo importante trabalho a favor da comunidade”, disse.
O vice-presidente da associação Márcio Gonçalves agradeceu a confiança e parceira já adiantando que a partir de agora o atendimento ao público será retomado. “É uma parceria maravilhosa. Estávamos sem uma sede e agora vamos voltar a funcionar no mesmo local de antes. Lá vamos ter condições de atender melhor o morador e de lá também vamos distribuir as funções de trabalho entre os onze membros da nossa diretoria”, destacou.
O termo de autorização de uso do bem público tem vigência até 31 de dezembro de 2020.
Escrito por: Redação/Com informações da Secom – Catalão
Os trabalhadores do setor privado poderão contar com uma nova opção de crédito a partir de hoje (26), o empréstimo consignado com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. De acordo com o Ministério do Trabalho, por enquanto, apenas a Caixa Econômica Federal oferece a linha de crédito, que poderá ser solicitada em qualquer agência do banco público.
Outras instituições financeiras também poderão disponibilizar a nova linha de crédito, desde que sigam as regras estabelecidas.
O crédito está disponível para 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os juros não poderão ultrapassar 3,5% ao mês, percentual até 50% menor do que o de outras operações de crédito disponíveis no mercado, informou o ministério. O prazo de pagamento será de até 48 meses (quatro anos).
O uso do FGTS como garantia para o crédito consignado proporciona juros mais baixos para os tomadores, porque os recursos da conta do trabalhador no fundo cobrirão eventuais calotes, o que reduz o risco para os bancos e permite à Caixa oferecer empréstimos com taxas menores.
Segundo o ministério, os valores emprestados dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perder o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.
Desde 2016, a Lei 13.313 previa o uso de parte do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A modalidade, no entanto, não deslanchou porque a falta de regulamentação não trazia segurança para os bancos. As instituições financeiras só eram informadas do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que poderia servir de garantia.
Mudança
Para dar maior garantia aos bancos, no mês passado foi feita uma nova regulamentação da modalidade de crédito e a Caixa criou um sistema que permite fazer a reserva de valores da conta do FGTS como garantia ao contrato consignado.
O valor reservado como garantia do empréstimo permanecerá na conta do FGTS do trabalhador, rendendo normalmente, até a quitação do empréstimo. A garantia será usada caso o empregado seja demitido sem justa causa e o banco não tenha mais como descontar as parcelas do crédito consignado do salário.
Foto: João Sérgio/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO.
Baixe o aplicativo e tenha uma ferramenta que o ajuda não só a economizar na hora de abastecer como também permite fiscalizar as irregularidades nos preços de combustíveis. Esse foi o convite feito ao consumidor goiano na última terça-feira (25/9), pelo Ministério Público e a Universidade Federal de Goiás (UFG), no evento de lançamento do aplicativo Olho na Bomba, voltado para dispositivos móveis. Concebido num projeto conjunto pelas duas instituições, a ferramenta traz uma série de funcionalidades que auxiliam o consumidor em seu processo de compra de combustível e também contribuem para o sistema de fiscalização e combate a abusos e irregularidades nesse mercado.
Com o aplicativo, o usuário poderá se localizar em um mapa GPS e identificar os postos de combustíveis que estão ao seu redor e seus respectivos preços. Poderá, ainda, traçar rotas para qualquer destino do Estado de Goiás e receber informações sobre os postos existentes no caminho, com destaque aos preços mais baixos e mais altos. Outras funcionalidades, como escolha de postos favoritos e visualização de preços em forma de lista por cidades, também constarão da ferramenta.
Caso o consumidor constate divergência entre o preço apresentado no aplicativo e aquele efetivamente cobrado, poderá também realizar denúncia pelo Olho na Bomba, que estará habilitado a ler o QRcode da nota fiscal para compará-la com o preço informado pelo estabelecimento ao MP-GO. O download do aplicativo é gratuito e está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android desde a manhã de ontem, terça-feira (25).
Todas essas funcionalidades disponíveis no app foram detalhadas na apresentação feita no evento pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e Terceiro Setor, promotor Rômulo Corrêa de Paula, idealizador do Olho na Bomba, e pelo professor Marcelo Quinta, do Instituto de Informática da UFG, que coordenou o projeto na universidade. Ambos procuraram explicar, de forma simples e didática, como utilizar bem o aplicativo e usá-lo a favor do consumidor.
Coube a Rômulo Corrêa explicar a funcionalidade das denúncias. Ele observou que, da forma com que foi pensado o app, ele dá poder ao próprio consumidor de apontar as irregularidades e relatá-las diretamente ao MP, com o envio da imagem do QRcode da nota fiscal, o que gera uma segunda via do documento para verificação da instituição. “Essa ferramenta (o Olho na Bomba) é uma plataforma única que consolida e expõe os preços cobrados em todos os estabelecimentos revendedores de combustíveis de Goiás. E ela, a um só tempo, concretiza, para o consumidor o direito de informação e de escolha, bem como cria, para o Estado, um banco de dados contendo o histórico de preços, o qual, agregado a uma ferramenta de análise, poderia detectar condutas anticoncorrenciais e abusivas praticadas pelos fornecedores”, pontuou o promotor.
Obrigação legal
O coordenador do CAO, ao fazer o resgate de todo o processo de elaboração do aplicativo, ressaltou como um de seus diferenciais o fato de os postos serem obrigados a comunicar ao MP, pela plataforma do Olho na Bomba, eventuais alterações de preços nos combustíveis, o que só foi viabilizado com a entrada em vigor da Lei Estadual nº 19.888/2017. Neste sentido, enfatizou ter sido essencial o apoio do governo do Estado, que enviou o projeto de lei, e da Assembleia Legislativa, que aprovou a norma.
O promotor também destacou o caráter inovador do aplicativo, que sinaliza uma sintonia do MP com os tempos modernos, em que a principal ferramenta de acesso digital da população brasileira é o smartphone. “É uma nova tendência do Ministério Público, de estar atento aos avanços tecnológicos em busca de melhorias para a sociedade”. E reforçou a amplitude do seu alcance para a população, já que as informações do app abrangem os postos de combustíveis de todo o Estado.
Cidadania
A preocupação em atender aos interesses da população e de estar a serviço da melhoria das condições de vida da comunidade foi um ponto ressaltado também nas falas do procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto, do professor Marcelo Quinta e do secretário de Projetos Especiais da UFG, Manoel Rodrigues Chaves. Benedito Torres enfatizou que sempre defendeu que um MP social, que tenha como foco trabalhar para melhorar a vida do cidadão. “Esse projeto é um instrumento que vai colaborar para o alcance da cidadania”, reiterou.
Como coordenador do projeto na UFG, Marcelo Quinta enfatizou a oportunidade que ele representou de poder se engajar em algo com propósito, em uma iniciativa que pode significar melhoria na realidade da população. Conforme observou, esse tipo de projeto implica não apenas uma possibilidade de aprendizado e produção de conhecimento para a universidade, mas resulta em um retorno social do investimento feito pela sociedade numa instituição de ensino.
Ao falar um pouco da parte técnica do projeto, o professor explicou que a ideia é torná-lo acessível a todos. Assim, foi pensado um aplicativo leve (3MB no sistema Android), que pudesse ser “baixado” em qualquer tipo de smartphone. E fez um convite ao público: “Usem essa ferramenta não com o propósito pessoal, mas como um instrumento de cidadania. E critiquem, façam sugestões, ajudem a aprimorá-la”.
Fiscalização
Já a superintendente do Procon Goiás, Darlene Costa Azevedo Araújo, sublinhou que o aplicativo terá impacto decisivo nas atividades de fiscalização, já que permitirá suprimir etapas nesse processo, a partir do envio do QRcode da nota fiscal pelo denunciante. Isso porque, antes, era necessário, a partir da denúncia, ir ao local apontado, fazer um auto de constatação e só depois a autuação do estabelecimento. Agora, com o app, já é possível essa autuação direta, o que vai simplificar o processo, facilitar o trabalho dos órgãos de controle e ampliar o alcance da atuação do Procon para todo o Estado.
“Essa ferramenta é um marco na história. Agora, é vida nova para a fiscalização”, salientou Darlene, anunciando que está sendo viabilizado um convênio para possibilitar que os cerca de 30 Procons municipais possam atuar também nesta esfera.
Campanha
No evento, também foi feito o lançamento da campanha publicitária de divulgação do aplicativo, concebida pelo CAO Consumidor e a UFG com o apoio e assessoramento do Núcleo de Publicidade e Marketing da Assessoria de Comunicação Social (Ascom). O chefe do núcleo, Wesley César, mostrou algumas das peças, que serão divulgadas em TVs, rádios, internet, redes sociais e, agora, também em cinemas.
Ainda como uma inovação na estratégia de publicidade, o MP mobilizou um grupo de influenciadores digitais para ampliar o alcance da divulgação do aplicativo. A ideia é que a notícia do app chegue ao usuário por meio das redes sociais desses influenciadores. Assim, o CAO Consumidor e a UFG entregaram no evento certificados esse grupo em reconhecimento ao apoio prestado.
Humor e música na divulgação
Um dos momentos mais descontraídos do evento foi a apresentação do personagem Benzeno, criado também como uma estratégia publicitária para o aplicativo. Numa encenação do comediante Nikolas Adami, o personagem divertiu o público, com seu jeito direto e informal de frentista, dando o recado sobre a importância da utilização do Olho na Bomba.
A programação contou ainda, na recepção ao público, com uma apresentação musical do grupo Chama Q Noix.
Escrito por: Redação/ Ana Cristina Arruda – Fotos: João Sérgio/Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)
Evento que reuniu órgão da Segurança Pública foi realizado na manhã desta quarta-feira (26), no auditório da ACIC/CDL. Foto: Reprodução
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, apresentou hoje (26), no Auditório da ACIC/CDL os índices de criminalidade de Goiás e de Catalão, revelando queda nos números, dentro do Plano de Segurança “Goiás Mais Seguro”.
No comparativo de janeiro de 2017 a agosto de 2018, as estatísticas revelam aumento em todas as ações integradas das forças de segurança: Cumprimento de Mandado de Prisão (113,28%) Foragidos Recapturados (45,51%) Abordagens Policiais (55,26%) Ações Policiais (64,04%) Prisão em Flagrante (5,00%) Inquérito concluído com autoria (133%) Ações Preventivas Comunitárias (4,99%), Laudos de Criminalística (2%) Visita Comunitária (49,39%) e 42 toneladas de drogas foram apreendidas no período.
Delegado Regional da 9ª DRP, Jean Carlos Arruda, representando o Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, destacou a grande diminuição do número de homicídios em Catalão. Foto: Reprodução
Em sua fala, o Delegado Regional da 9ª DRP, Jean Carlos Arruda, representando o Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, destacou a grande diminuição do número de homicídios em Catalão e a importância do trabalho integrado das forças de segurança para o cumprimento das metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança Pública. De sua vez, o Coronel PM Márcio, Subcomandante-Geral da Polícia Militar, parabenizou as forças policiais da região pelo trabalho e frisou a dedicação das corporações, em conjunto com a comunidade, na diminuição da criminalidade.
Já o Comandante-Geral do Bombeiro Militar, Coronel Márcio Morais, que representou o secretário de Segurança Pública, Irapuan Costa Júnior, agradeceu o empenho de todos os integrantes das corporações componentes do sistema de segurança pública e enalteceu o apoio recebido da sociedade nas ações que culminaram na redução dos índices de criminalidade de Catalão e de Goiás.
Durante a solenidade, foram homenageadas pessoas da sociedade e instituições que contribuem com as forças de segurança no combate à criminalidade. Falaram pelos homenageados o Secretário Municipal de Educação, prof. Leonardo Santa Cecília, e o Juiz titular da Vara Criminal, Dr. André Luiz Miguel.
Conforme dados da SSP/GO, levando em consideração o período entre janeiro e ago/set de 2017 em comparação com o mesmo período de 2018, as reduções no ESTADO DE GOIÁS e em CATALÃO foram as seguintes:
Secretario de Saúde diz que Hugo funciona normalmente e não há risco de interdição — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Após o Ministério do Trabalho pedir a interdição do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) devido à falta de medicamentos e insumos, o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, afirmou, nesta quarta-feira (26), que a unidade funciona normalmente. Ele ressaltou que não há risco de interdição.
“O hospital funciona na mais absoluta normalidade, com 95% de ocupação, todos os 57 leitos de Unidade de Terapia Intensiva ocupados e a lavanderia funcionando sem problemas, lavando 5 toneladas de roupas por dia”, relatou.
A Superintendência Regional do Trabalho no Estado de Goiás (STRE/GO) pediu, na segunda-feira (24), a interdição das atividades médicas, de enfermagem e farmacêuticas do hospital após uma auditoria. Segundo o documento, a unidade sofre com falta de medicamentos e insumos que “colocam em risco grave, iminente e recorrente” a vida dos profissionais que atual no local.
Uma enfermeira afirmou que faltam antibióticos, remédios como dipirona, soro, seringa e agulhas. O problema, segundo o relato, gera até mesmo “cancelamento de cirurgias”. Além disso, quando não há um item específico, eles tentam ajudas para outro similar.
Sobre a falta de insumos registrada, o secretario definiu como um problema pontual. “Problemas pontuais existem, mas os medicamentos foram comprados na segunda feira, parte deles já chegou e o restante chega até sexta”, disse.
O secretario completou ainda que houve um exagero nos relatos feitos sobre os problemas da unidade. “O clima eleitoral exacerba a situação. As declarações feitas não condizem com a situação que encontramos nessa visita”, afirmou.
Irregularidade de repasses
Para discutir os problemas da unidade, integrantes de vários órgãos participaram, na tarde de segunda-feira (24) de uma audiência com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO).
Na ocasião, o diretor administrativo da instituição, Franco Monteiro Xavier, disse que o hospital tem um déficit mensal de R$ 2 milhões. Segundo ele, o problema acontece devido à “irregularidade nos repasses pelo Estado de Goiás” para a Instituto Gerir, Organização Social (OS), que administra o Hugo. De acordo com Xavier, a situação provoca um déficit de R$ 14 milhões ao longo do ano.
Em relação à irregularidade nos repasses, o secretário de Saúde alegou que, nesta semana, já foram feitos três repasses de verba para a OS, totalizando R$ 5 milhões. O dinheiro deve ser usado para a aquisição de medicamentos, insumos e outras necessidades do hospital.
Um estudo da Revista The Lancet apontou que esta é a primeira causa de demência entre os adultos maiores de 65 anos. Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (26/09), é lembrado o Dia Nacional dos Surdos. A data criada em 29 de outubro de 2008 tem como principal objetivo gerar reflexão sobre os direitos e inclusão das pessoas com deficiência auditiva. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de nove milhões de brasileiros têm deficiência auditiva.
Para lembrar a data, o médico renomado Fayez Bahmad Jr, do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (Iborl) ressalta a importância do tratamento da perda auditiva em idosos. Um estudo recente da Revista The Lancet apontou que a surdez é a principal causa de demência nessa faixa etária.
O especialista alerta que depois dos 65 anos, a audição pode apresentar algum grau de diminuição, principalmente em frequências agudas/altas. Esse processo recebe o nome de presbiacusia e pode afetar tanto homens, quanto mulheres.
“Ao sinal de qualquer alteração na audição, o paciente deve procurar um médico otorrinolaringologista para iniciar o tratamento”, pontua. Ele complementa que nos casos de perda auditiva leve a severa é preciso fazer uso de aparelho auditivo. Já a perda de audição neurossensorial profunda bilateral, que é causada por danos no ouvido interno ou no nervo que liga com o cérebro, pode levar à cirurgia de implante coclear.
A prevenção, segundo o especialista é a “fuga” dos ruídos intensos durante a vida ativa, e claro, o tratamento precoce, caso haja algum sintoma.
“A perda auditiva em pacientes idosos é muito prevalente e comum e deve ser tratada o quanto antes para melhor adaptação e menor prejuízo social”, destaca Fayez Bahmad Jr.