anuncie

29 de dezembro de 2020

PIRES DO RIO: HOMEM É PRESO SUSPEITO DE ESPANCAR A MULHER ATÉ A MORTE PORQUE ELA NÃO QUERIA TER FILHOS

Segundo delegado, homem confessou o crime e afirmou que ficou nervoso ao saber que a vítima estava tomando ‘remédio para aborto’. Ele foi detido enquanto tentava fugir. Júlio Dutra de Souza confessou ter matado a mulher em Pires do Rio, Goiás — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Uma mulher de 36 anos foi encontrada morta dentro de casa na madrugada desta terça-feira (29), em Pires do Rio, sudeste goiano. Segundo o delegado Marcos Vinícius Freire, responsável pela investigação, o marido da vítima confessou o crime. Júlio Dutra de Souza, de 33 anos, foi preso pela Polícia Militar em Vianópolis, a 85 km da cidade onde morava com Cibele Alves Rodrigues.

Até a última atualização desta reportagem, o suspeito não havia apresentado defesa.

Já na delegacia, o suspeito disse, informalmente, que empurrou a mulher e que ela bateu a cabeça no box do banheiro. “Ele disse que queria ser pai e ficou nervoso, pois a mulher estava tomando remédio para aborto”, comentou o delegado.

De acordo com o major Anderson Augusto Tavares, comandante do 11º Batalhão da PM, o crime aconteceu por volta das 5h. A vítima foi encontrada pelos policiais na cama do casal, já sem sinais vitais.

Ainda segundo o major, o suspeito disse que ligou para uma pessoa logo após o crime dizendo que tinha matado a mulher. Ele foi preso enquanto tentava fugir.

“Ele disse à nossa equipe que tem parentes em Luziânia, então acreditamos que ele estava tentando ir para lá quando foi pego”, disse.

Vizinhos relataram à PM que o relacionamento do casal era “muito conturbado” e que as agressões eram corriqueiras. À TV Anhanguera, uma pessoa, que não quis se identificar, disse, por mensagem, que a vítima estava constantemente com os braços e olhos roxos.

De acordo com o delegado Marcos Vinícius Freire, já existia uma denúncia formal de que a vítima estava sendo agredida, mas a mulher negou o fato. “Ela disse que o pai estava inventando essa história pq não gostava do marido. Além disso, não havia lesões no corpo, inviabilizando o prosseguimento”, explicou.

O caso é investigado como feminicídio, que prevê de 12 a 30 anos de prisão em regime fechado.

Escrito por: Redação/G1 Goiás