A prefeitura de Três Ranchos irá promover para mamães do município, um café da manhã especial com sorteio de vários brindes, a ser realizado a partir das 09 horas, no Ginásio Miguel Pereira Coutinho. Prefeito Hugo Deleon de Carvalho, convidou além das mamães trirranchenses, lideranças políticas da cidade do Lago Azul e o deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB).
Vítima de assaltantes que arrobaram dois bancos e agência dos Correios (Foto: André Costa)
Moradores de Ipameri, município no Sudeste de Goiás, contaram o terror de terem sido abordados e feitos reféns durante ação de bandidos na cidade. O grupo arrombou agências bancárias e lojas na madrugada do último dia 7 em ação com tiros e explosivos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO) só confirmou um caso, que foi registrado por uma câmera de monitoramento e voltou a defender que o caso não se trata de “novo cangaço”.
“Sonhei a noite inteira com o que aconteceu”, relata o mototaxista Danilo Ribeiro Luiz de Araújo, de 39 anos, que foi feito refém dos bandidos quando ia para o trabalho e viu fumaça saindo da agência da Caixa Econômica Federal (CEF).
Ao parar a alguns metros para ver o que estava acontecendo, foi abordado por dois homens armados com fuzis. “Eles mandaram descer da moto, tirar a blusa de frio e a camisa. Nunca passei por isso, nem assaltado fui”, contou.
Danilo conta que ficou sob a mira das armas por cerca de 1 hora e 15 minutos e viu praticamente quase tudo o que aconteceu. Após a explosão da CEF, o grupo seguiu para a agência dos Correios, depois para a do Banco do Brasil e por último para o Itaú. “Quando eles me abordaram a agência da Caixa já estava danificada e cheia de fumaça. Sempre que eles mudavam de agência, me mandavam na frente para ver se tinha alguma coisa, voltar e contar para eles”, explicou.
Explosão
Já um trabalhador que também foi feito de refém, e prefere não se identificar, conta que foi abordado junto a um colega de trabalho. Ele relata que estava com esse colega quando viu dois veículos pararem na porta de um dos bancos. “Eram dois carros, eles desceram e começaram a disparar. Nós corremos para os fundos do comércio e ficamos esperando eles irem embora”, conta.
Depois de cerca de 40 minutos, três criminosos entraram no comércio e chamaram os trabalhadores para os seguirem. “Nós obedecemos, com muito medo, com preocupação sobre a intenção deles”, lembra. O homem conta, ainda, que os criminosos mandaram que tirassem as camisas e seguissem um para cada esquina, perto do banco. “Fomos para os pontos indicados e ficamos com as mãos para o alto. Estávamos servindo como escudo, caso a Polícia Militar se aproximasse”, relata.
Apesar de toda a apreensão, ele lembra que um dos bandidos tentou tranquilizá-lo dizendo que não havia qualquer intenção de matá-los. “Ele dizia que era para ficar de boa, que nós não iríamos morrer. Era só para obedecer que tudo terminaria bem”, diz. O trabalhador disse que pouco mais de 20 minutos depois de ser colocado na esquina, outro criminoso ordenou que ele se juntasse ao colega, que estava na esquina oposta. “Quando corri, houve a explosão do Itaú. Nessa hora foi um susto enorme”, destaca.
Rotina
Depois de encontrar o colega, percebeu que o grupo se juntou nos carros novamente para fugir. “Foi um alívio ver que estavam indo, que aquele terror estava acabando”, relata. O homem disse que voltou para o comércio, que funciona 24 horas, e continuou o trabalho. “No primeiro momento não parecia real, era meio estranho perceber o que estava acontecendo. Muita gente começou a chegar, a ligar para saber o que havia ocorrido. A partir daí, a cidade estava praticamente toda no local”, conta.
Vejam o acervo de fotos e vídeos do maior ataque a agências bancárias já registrada na região sudeste do Estado de Goiás, ocorrido na madrugada da última terça-feira, 08 de maio, na cidade de Ipameri Goiás. As fotos e filmagens foram feitas por moradores de Ipameri, algumas publicadas em redes sociais e outras enviadas diretamente para a produção do Blog do Badiinho.
Escadaria da rua Cristiano Viana, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, com homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL) Escadaria da rua Cristiano Viana, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, com homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL) – Danilo Verpa – 20.mar.18/ Folhapress
Rio de Janeiro – Um vereador do Rio e um ex-policial militar foram apontados por uma testemunha como mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), conforme publicado pelo jornal O Globo na noite de ontem, terça-feira (8).
O homem, que prestou três depoimentos à polícia em troca de proteção, trabalhou para um grupo paramilitar e passou detalhes de datas, horários e locais de reuniões em que Marcello Siciliano (vereador pelo PHS) e Orlando Oliveira de Araújo (ex-PM hoje preso acusado de chefiar uma milícia) teriam planejado o crime.
Segundo o jornal, a testemunha disse que presenciou quatro conversas entre o vereador e o miliciano (na época em que este estava foragido) e forneceu nomes de quatro homens que teriam sido escolhidos para matar Marielle.
Antes de acusar o suposto esquema para assassinar a vereadora, trabalhou como segurança do ex-policial militar.
O vereador Marcello Siciliano disse em nota que repudia a acusação. “Ela é totalmente falsa.” A Secretaria de Segurança do Rio não comentou a revelação feita pelo jornal.
O vereador Siciliano tem como reduto eleitoral o bairro de Vargem Grande, dominado por milícias, que cobram de comerciantes e moradores por serviços. Ele já prestou depoimento no caso na condição de testemunha.
Marielle era conhecida por denunciar abusos de policiais e milicianos no estado. Segundo O Globo, a testemunha contou que o crime começou a ser planejado em junho.
Pelo menos dois homens teriam sido mortos depois do assassinato de Marielle, como queima de arquivo. Carlos Alexandre Pereira Maria, 37, o Alexandre Cabeça, e Anderson Claudio da Silva, 48, foram assassinados pelos milicianos, segundo a acusação divulgada pelo jornal.
O corpo de Alexandre Cabeça foi encontrado em 8 de abril, mais de três semanas depois da morte de Marielle, dentro de um carro, por PMs do 18º BPM (Jacarepaguá).
Já o policial reformado Anderson Claudio da Silva foi morto com vários tiros, inclusive de fuzil, ao entrar em seu carro, na Praça Miguel Osório, no Recreio dos Bandeirantes.
Um dos carros envolvidos na ação foi visto circulando antes do crime próximo ao campo de futebol na comunidade da Merk, controlada pelo ex-policial militar.
Também nesta terça, mais cedo, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse que o cerco contra os assassinos de Marielle estava se fechando.
Ele havia participado de reunião com o chefe da Divisão de Homicídios, Fábio Carsoso, e membros da Comissão Externa da Câmara —que acompanha as investigações.
“O delegado afirmou que já tem informação suficiente para cruzar os dados e chegar aos assassinos”, afirmou. “Não só sobre os executores como também em relação aos mandantes”, acrescentou.
A morte de Marielle ocorreu em meio à intervenção federal na segurança pública do Rio. Na prática, com isso, a investigação está sob a responsabilidade do governo Michel Temer (MDB), que decretou em fevereiro a intervenção e escalou um general do Exército para o comando da inédita medida. Polícia Militar e Polícia Civil respondem diretamente aos interventores.
Desde o início, a principal linha de investigação é a de motivação política. Diferentes vereadores prestaram depoimento como testemunha —entre eles, um indiciado na CPI das Milícias, concluída em 2008, na qual Marielle atuou.
OUTRO LADO
Além de chamar a acusação de falsa, o vereador Siciliano disse que não conhece o ex-PM citado pela testemunha.
“Acho covardia tentarem me incriminar dessa forma”, disse. “Marielle, além de colega de trabalho, era minha amiga. Tínhamos projetos de lei juntos. Essa acusação causa um sentimento de revolta por não ter qualquer fundamento”.
A defesa do ex-PM, que está preso, não foi localizada. (Fonte: Folha de São Paulo).
Vereador chama de factoide depoimento de testemunha do caso Marielle
Vereador Marcello Siciliano chama de ‘factoide’ denúncia sobre morte de Marielle Franco. Foto: Reprodução/G1
O vereador Marcello Siciliano (PHS), do Rio de Janeiro, negou hoje (9) participação no assassinato da também vereadora Marielle Franco (PSOL). Uma reportagem publicada ontem (8) pelo jornal O Globo traz o depoimento de uma testemunha que acusa Siciliano e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo de terem se reunido para planejar a morte da parlamentar.
O vereador concedeu uma entrevista na manhã de hoje para rebater a acusação que chamou de factoide e afirmou ser fruto do depoimento de uma pessoa sem credibilidade, que fez um acordo para se proteger.
“Estou sendo massacrado nas redes sociais por algo que foi supostamente dito por uma pessoa que ninguém sabe a credibilidade que tem”, disse.
Siciliano também negou conhecer Orlando que está preso em Bangu e é apontado como chefe de um grupo miliciano.
Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março, com tiros disparados por ocupantes de um veículo que os seguia desde a saída da Câmara dos Vereadores. O caso está sob investigação da Polícia Civil do Rio.
O vereador Marcello Siciliano já havia divulgado uma nota noite de ontem para se defender e afirmou novamente que ele e Marielle eram amigos, apesar de correligionários da vereadora terem contestado a existência dessa relação.
Segundo o jornal O Globo, a atuação de Marielle na Cidade de Deus teria incomodado o miliciano e o vereador. Siciliano afirmou que a comunidade da zona oeste não é seu reduto eleitoral, que se concentra nos bairros de Vargem Grande e Vargem Pequena.
Siciliano disse estar chateado e perplexo e afirmou que sua atuação política pode ter incomodado.
“Peço que vocês me deem o direito de estar aqui, mais uma vez, quando isso for esclarecido.”
Saibam quais são as oportunidades de trabalho ofertadas através do Sistema Nacional de Emprego (SINE) por meio da Secretaria de Trabalho e Renda de Catalão (SETRAER). As vagas desta quarta-feira (09/05) são:
-Atendente de balcão, com experiência na CTPS em açougue, ambos os sexos; -Almoxarife, com experiência na CTPS em obras, ambos os sexos; -Auxiliar técnico em engenharia com experiência, ambos os sexos; -Empregado domestico, com experiência; -Engenheiro civil, com experiência na CTPS em edificações, ambos os sexos; -Mestre de obras, com experiência na CTPS, ambos os sexos; -Padeiro, com experiência na CTPS, masculino; -Técnico em segurança do trabalho, com experiência na CTPS em edificações, ambos os sexos; -Técnico em eletrônica, masculino.
Informações sobre as vagas, podem ser obtidas na sede da secretaria, na Avenida 20 de agosto, 1857, Centro, bem em frente a Caixa Econômica Federal.
Obs.: Algumas vagas podem ter sido preenchidas sem aviso prévio.
A partir de hoje (9) os celulares irregulares, também chamados de piratas, habilitados a partir de 22 de fevereiro, serão bloqueados no Distrito Federal e em Goiás.
A medida atende decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo a Anatel, os usuários que já têm aparelhos móveis irregulares habilitados não serão desconectados, caso não alterem o número.
A medida tem o objetivo de coibir o uso de telefones móveis não certificados, com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude. Ontem (8), véspera do bloqueio, os celulares irregulares receberam a seguinte mensagem de texto: “Operadora avisa: Este celular IMEI XXXXXXX [número do IMEI] é irregular e deixará de funcionar nas redes celulares”. IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) é o número de identificação do celular.
A agência reguladora decidiu fazer o bloqueio em novembro do ano passado, e a iniciativa no Distrito Federal e em Goiás será um teste para avaliar o impacto real da medida.
Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com o que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de o aparelho ser irregular.
A estimativa é de que um milhão de novos aparelhos irregulares entrem nas redes das prestadoras mensalmente.
Outros estados
Em setembro, as mensagens começarão a ser enviadas para aparelhos habilitados no Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, na Região Sul e nos demais estados da Região Centro-Oeste.
As mensagens aos usuários de aparelhos irregulares serão encaminhadas a partir de 23 de setembro deste ano e o bloqueio dos aparelhos começará em 8 de dezembro. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados depois de 23 de setembro nesses estados.
Em seguida, virão os aparelhos da Região Nordeste e demais estados das regiões Norte e Sudeste. O encaminhamento de mensagens aos usuários começará em 7 de janeiro do ano que vem e o impedimento do uso dos aparelhos irregulares, no dia 24 de março.
Celulares estrangeiros
Celulares comprados no exterior vão continuar funcionando no Brasil, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros equivalentes à agência reguladora. Um celular só é considerado irregular quando não possui um número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, associação global de operadoras.
O IMEI DB, como é chamado, é acessado por fabricantes, operadoras e agências reguladoras de todo o mundo, razão pela qual aparelhos que são certificados em qualquer país têm o IMEI inserido lá.
Não serão considerados irregulares os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados no Brasil, tenham por origem fabricantes legítimos.
Câmeras de monitoramento externa de Ipameri, mostra momento em que um dos assaltantes conduz uma pessoa, possivelmente um refém. (Foto: Reprodução).
Região vítima de arrombamento de bancos tem menos policiais que a média do Estado
Imagens de câmera de segurança de dentro de uma agência mostra ação dos assaltantes na madrugada (Foto: Reprodução)
Região onde está município que teve bancos e lojas arrombados por explosivos em ação violenta tem proporção de PMs inferior à registrada em Goiás. Secretaria não divulga números.
A cidade de Ipameri, no Sudeste do Estado, viveu momentos de terror na madrugada desta terça-feira (8) ao ser saqueada por 11 homens que utilizaram explosivos para arrombar e roubar três agências bancárias, uma dos Correios e uma joalheria. A região, que inclui os municípios de Campo Alegre e Urutaí, possui um efetivo de 48 policiais militares, um para cada 765 habitantes. A média de Goiás é de 493 pessoas para cada servidor, uma diferença de 272 habitantes a mais para cada policial .
Os dados sobre o efetivo de Ipameri estão em relatório do Ministério Público de novembro do ano passado. O promotor da cidade, Leandro Franck de Oliveira Avila, explica que esse número é flutuante. “Nos últimos anos nós tivemos vários policiais que aposentaram, que foram reformados”, explica.
O titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), Irapuan Costa Júnior, reconhece que os bandidos escolhem as cidades menores para esse tipo de crime por terem um menor efetivo policial. “Eles estão fugindo porque nas cidades maiores a resposta (policial) é muito mais alta. A inteligência do crime também funciona e eles viram que era mais seguro sair de seu Estado, assaltar uma pequena cidade fronteiriça e voltar ao seu Estado”, pontua.
Durante coletiva na manhã de ontem, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), coronel André Avelar, não quis responder qual era o efetivo policial em Ipameri atualmente ou quantos agentes estavam presentes no momento do ataque. “Até por uma questão estratégica, não nos convém responder em números. A PM trabalha ostensivamente e mantém policiais em grupos táticos à altura para dar as devidas respostas.”
O coronel também falou sobre o fato de a corporação não ter dado uma resposta imediata ao crime. “Uma troca de tiros entre 11 indivíduos e a PM poderia colocar em risco outras pessoas. A ação lá foi intensa, mas felizmente não tivemos vítimas”, defende.
Efetivo
O coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), promotor Luciano Miranda, disse que estão em curso investigações e a preparação de procedimentos para cobrar a falta de policiamento nas cidades menores e mais distantes da capital. “O interior é totalmente desprovido de policiamento, nós temos localidades em que uma só viatura circula durante o plantão”, contou.
Nesses casos, segundo o promotor, a cidade fica totalmente sem policiamento, quando o único carro policial do plantão precisa fazer algum flagrante na delegacia. “Sendo que há localidades que essa delegacia mais próxima fica a cerca de 150 km de distância. A viatura tem que se deslocar e enquanto isso a cidade fica sem nenhum policial naquele período”, exemplifica. A reportagem tentou contato com o delegado titular do Grupo Antirroubo a Banco, Samuel Pereira Moraes, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
A SSP-GO informou que apesar da ação desta madrugada, Ipameri teve queda nos índices criminais no primeiro semestre. Segundo dados do Observatório de Segurança Pública da pasta, as ocorrências de homicídio caíram 23,53%, de tentativa de homicídio 21,4%, de roubo a transeunte 21,43%, de furto em comércio 5,6%, de veículo 21,18%, de transeunte 16,67%, na zona rural 22,97%.
SSP diz que não é novo cangaço
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) defende que a ação que aconteceu em Ipameri, no Sudeste do Estado, onde um grupo saqueou bancos e comércios utilizando explosivos na madrugada de ontem, não pode ser chamada de “novo cangaço”. Muito recorrente no ano de 2016, a atividade criminosa aterrorizou municípios com ações espetaculosas, com reféns e tiroteios. Durante coletiva na manhã de ontem, a posição da SSP-GO foi que o caso não poderia ser chamado de “novo cangaço” por não ter tido reféns durante a ocorrência. A pasta garante que desde 2016 não há esse tipo de ação criminosa. No entanto, testemunha ouvida pela TV Anhanguera disse ter sido feita refém durante as ações dos bandidos em Ipameri. Já em Silvânia, no dia 6 de janeiro, bandidos chegaram a matar um refém quando tentaram arrombar uma agência bancária da cidade. Três suspeitos também morreram na ação. A reportagem voltou a questionar a SSP-GO com essas informações e a pasta defendeu que o “novo cangaço” é um tipo de estratégia específica utilizada pelos criminosos, diferente das que aconteceram ontem e nos últimos meses. Essa estratégia consistiria em bloqueio de ruas, tomadas de reféns com cordão de proteção e emprego de violência com tiros. No caso de Ipameri os bandidos chegaram a queimar uma caminhonete na rodovia durante a fuga. A secretaria diz que não houve registro de refém na ação de ontem.
O arrombamento de agências bancárias vem apresentando queda nos últimos anos. Entre janeiro e 8 de maio de 2016 foram registrados 34 arrombamentos, no mesmo período do ano passado foram 41 e neste ano, até agora, 14.
Em seu discurso na cerimônia de lançamento do programa Mais Segurança no mês passado, o governador José Eliton (PSDB) citou o fim do “novo cangaço” como uma conquista do Estado e citou os casos. “Eu não me esqueço que em 2016 ocupava, dia sim, dia não, os crimes que ficaram conhecidos no passado como cangaço novo.”
Atualmente, presos indiciados por participarem do novo cangaço então presos em presídios com regime semelhante ao de segurança máxima.
Mineiros
Horas depois do crime, a SSP-GO anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar os ataques em Ipameri. Segundo o secretário Irapuan Costa Junior, grupamentos como Bope, Graer e COD, da Polícia Militar, e o Grupo Antirroubo a Banco (GAB), da Polícia Civil, estão mobilizados no município.
Em coletiva de imprensa, Irapuan afirmou que, com base nas investigações preliminares, já está convencido que os criminosos que atacaram Ipameri são de Minas Gerais. As apurações apontaram que o bando seria originário de Paracatu, no Estado vizinho, cujas forças de segurança também estariam empenhadas na busca pelo bando.
O secretário também diz acreditar que a ação em Ipameri durou muito tempo porque os criminosos não estavam conseguindo uma quantia significativa de dinheiro. “Eles foram a uma agência, foram a outra e outra, depois aos Correios. Como não conseguiram, foram para a joalheria”, relatou. Segundo ele, existe a possibilidade de que os próprios bancos estejam deixando uma quantia reduzida de dinheiro em suas agências. As instituições financeiras não comentam o assunto.
Moradores relatam terror
(Foto: Corpo de Bombeiros de Goiás)
Os moradores de Ipameri relataram momentos de terror na madrugada de ontem com a ação dos ladrões. Enquanto uma parcela dos criminosos arrombava os estabelecimentos, outro grupo se dividiu em vários pontos efetuando disparos para o alto, provocando pânico na população local. A ação durou cerca de uma hora.
Um morador que pediu para não ser identificado contou que estava dormindo em casa, com a esposa e três filhos, quando acordou com o barulho dos disparos, por volta da 1h30. “Eles estavam atirando para o alto. Não miravam em carros ou pessoas. O armamento era pesado. Após a fuga deles, dava para ver as cápsulas no chão”, contou.
Ele relatou ter visto que os criminosos estavam em uma Toyota Hilux e em um Hyundai i30. O primeiro veículo foi incendiado na GO-330, como forma de impedir a perseguição policial. “Eles ainda jogaram tachinhas e pregos na estrada.”
Além da caminhonete, os criminosos também atearam fogo na entrada da agência do Banco do Brasil, que estava vedada por tapumes após ter sido alvo de outra ação do gênero em 21 de dezembro do ano passado.
O morador ouvido pela reportagem ressaltou que a ação deixou a cidade em pânico. “Dei conta de fechar o olho era por volta de 5 horas. Quando foi 7 horas, levantei para trabalhar”, disse. “Tenho amigos que moram na região dos bancos, eles estavam apavorados com os filhos chorando.”
A recepcionista Luma Raísa Borges Rodrigues afirmou que mora longe dos locais onde foram realizadas as explosões, mas mesmo assim foi acordada pelo barulho. “Foi um tiroteio sem cessar. Parecia que tinha muitas pessoas, porque soltavam as bombas e davam tiros”, contou.
A caixa de supermercado Ivânia José Cândido também estava dormindo quando o tumulto começou. “Eu acordei assustada quando os tiros começaram e abri a janela. Como moro em um local mais alto, vi a fumaça e a poeira subindo”, relatou.
Um comerciante, que preferiu não se identificar por medo, disse que os moradores estavam se sentindo coagidos. “Deram tiros nos quatro cantos. Ficou todo mundo quietinho dentro de casa, como se estivesse na Cisjordânia”, comparou. “Foi uma coisa inédita em uma cidade pacata como a nossa.”
Além do pânico, o presidente da Associação Comercial e Industrial e da Câmara dos Dirigentes Lojista de Ipameri, Bartolomeu Honório do Nascimento, teme que o crime possa acarretar, inclusive, prejuízos aos comerciantes locais. A movimentação nas ruas estava aquém do rotineiro, o comércio ficou vazio durante a manhã de ontem. A interdição dos bancos também causava incômodo, ainda que lá também existam uma agência lotérica e agências dos bancos Sicredi e Bradesco. “Vamos ter que procurar outros municípios para honrar nossos compromissos”, lamentou.
A prefeita Daniela Vaz (PSDB), porém, garantiu que a situação não deve gerar inconveniências para os servidores do município. De acordo com ela, normalmente os funcionários recebem seus salários no último útil dia do mês, pela Caixa Econômica Federal. “Tenho convicção de que até lá a situação já estará resolvida”, pontuou. Procurada pela reportagem, a instituição financeira informou que espera que o atendimento na agência do município já esteja funcionando até a sexta-feira (11).
Comerciante está indignado
Diego Rodrigues Cirino, o dono da ótica e joalheria Ouro Mil, o estabelecimento mais prejudicado com a ação dos criminosos, está indignado e perplexo com o ocorrido. A loja, que também vende relógios, semijoias, prataria, alianças e troféus, já havia sido assaltada em outras ocasiões, mas nunca havia sido alvo de uma ação como essa. “Os relógios foram quase todos, ficaram só sete. Quebraram os vidros, levaram semijoias, pratas, alianças, coisas que nem sei”, afirmou Diego. Ele ainda está fazendo um levantamento de tudo que foi furtado, mas já estima o total do prejuízo: R$ 40 mil.
De acordo com Diego, os criminosos não chegaram a usar explosivos em sua loja. “Foi um arrombamento com pé-de-cabra e alavanca”, declarou Diego. Segundo ele, só o conserto da porta de vidro ficará em R$ 830; a vitrine, que foi estilhaçada com um disparo de arma de fogo, R$ 1.170.
O comerciante conta que descobriu o ataque à sua loja ainda durante a ação dos criminosos. “Um amigo me avisou na internet. Ninguém consegue nem imaginar o meu sentimento na hora”, disse.
Observação: todas as matérias são destaques na capa do site do Jornal O Popular, da Organização Jaime Câmara.
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Acidente aconteceu no final da tarde de ontem, terça-feira (08). Foto: Reprodução/Divulgação PRF
A comunicação da Polícia Rodoviária Federal de Catalão (PRF), informou que o veículo vinha de Cristalina-GO sentido a Uberlândia-MG, quando na altura do km 313, por volta das 17h da tarde de ontem, terça-feira (08), quase área do antigo posto Cana Brava, a 32 km de Catalão e próximo a divisa Goiás com Minas Gerais, o segundo reboque veio a pender para o lado direito, fazendo que todo o conjunto viesse a tombar e colidir com a defensa metálica ali existente. A carga, de soja em grãos, derramou no acostamento e para fora da pista, totalmente.
O condutor do veículo, um senhor de 39 anos, morador de Cristalina/GO, sofreu lesões leves, apenas algumas escoriações na perna, e foi encaminhado para Catalão/GO pela equipe de resgate da concessionária da BR 050. O veículo permanece no local, sobre o acostamento, e deverá ser retirado na manhã de hoje, quarta-feira (09).
No local o trânsito está fluindo normalmente e conta com sinalização indicando o acidente. Foto: Reprodução/Divulgação PRFNo local o trânsito está fluindo normalmente e conta com sinalização indicando o acidente. Foto: Reprodução/Divulgação PRF
Doutor Jean Carlos Arruda, delegado responsável pela 9ª DRPC, em Catalão. (Foto: Reprodução/J.A).
“A Polícia Civil está iniciando as investigações do fato ocorrido aqui, assim como aquele fato ocorrido em Aparecida de Goiânia e o confronto em Três Ranchos também ainda estão sob investigação. Por hora, a Polícia Civil acredita que é prematuro para fazer qualquer afirmação, seja que tenha ou não, ligação os dois fatos. Merece reforçar que realmente foi uma ação muito ousada, por considerar que a cidade de Ipameri é uma cidade de porte médio, tem uma estrutura razoável de segurança, e entretanto, essas quadrilhas não vêm se preocupando mais com isso e vem realizando essas ações nas cidades, causando terror e deixando prejuízos as instituições e a toda a sociedade”, disse em entrevista para uma emissora de TV de Catalão, o delegado responsável pela 9ª Delegacia de Polícia Civil (9ª DRPC), Dr. Jean Carlos Arruda.
Ipameri é atacada por assaltantes especializados em roubo a bancos
Vejam em nossa Fan Page como a cidade de Ipameri amanheceu nesta terça-feira (08):