líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE). Foto: Reprodução
Aprovada na Câmara dos Deputados em segundo turno na última terça-feira (9), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios segue para o Senado Federal. O desafio do governo agora é evitar a redução do espaço fiscal que a proposta cria, na ordem de R$ 91,6 bilhões. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou, nesta quarta-feira (10), que a maior dúvida das lideranças é se há excesso nesse espaço criado no orçamento de 2022, e que o desafio é conversar e convencer os líderes.
“Acho que o ponto principal é esclarecer como será utilizado o espaço fiscal que se abre com a PEC dos Precatórios. Tem muita desinformação. A dificuldade é saber se o espaço que se abre é o justo, necessário ou se tem excesso. Essa é a crítica que está colocada no Senado”, afirmou Bezerra. A proposta foi aprovada na Câmara, mas sem folga. Em primeiro turno, conseguiu passar com 312 votos, uma margem de apenas quatro votos (uma PEC precisa de 308 votos para ser aprovada). No segundo turno, o governo conseguiu ampliar a quantidade de deputados favoráveis para 323.
Bezerra acredita que a proposta será aprovada também no Senado, mas admite que haverá dificuldade. No momento, os parlamentares aguardam a definição da presidência da Casa sobre como será o trâmite: se a proposta vai passar, por exemplo, pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) — que é a tendência — ou se pode ir direto para o plenário, que é o desejo do governo.
O líder do governo no Senado explicou ainda que muitas lideranças questionam o espaço fiscal aberto, alegando que vai dar força e poder ao presidente Jair Bolsonaro. “Nosso papel vai ser aprofundar esse debate com as principais lideranças, com os principais senadores, para mostrar que não existe isso, apesar de toda uma narrativa criada por aqueles que se colocaram contra a PEC”, frisou.
O governo afirma que precisa da PEC para financiar o pagamento de R$ 400 do programa social Auxílio Brasil, uma nova formatação do Bolsa Família. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito que necessita de R$ 30 bilhões para o programa. Bezerra disse que a estimativa atual é que aproximadamente R$ 50 bilhões sejam destinados ao financiamento do programa; outros R$ 25 bilhões serão consumidos com o reajuste das despesas previdenciárias e os benefícios de prestação continuada.
Bezerra ressaltou que ainda há valores destinados aos reajustes automáticos gerados pelo aumento do teto de gastos. “Quando aumenta o teto, aumenta o reajuste para saúde, educação”, explicou. O restante, segundo o senador, será um saldo pequeno usado para “reforçar as rubricas de investimento em áreas que estão precisando, como habitação e recursos hídricos”. Esses valores, segundo ele, serão direcionados diretamente aos ministérios.
“Acho que existe uma indagação se é excessivo ou não. Não tem excesso. É uma questão a se apresentar. Meu papel vai ser procurar os líderes e convencer, mostrando as informações, para que a gente eventualmente evite a redução do espaço fiscal”, afirmou, ressaltando que não há excesso no espaço aberto.
Se houver essa redução, além da perda do orçamento para o governo, há a demora para a aprovação da matéria, que precisará retornar à Câmara.
Publicado por: Badiinho Moisés/ Com informações do R7
A mineradora CMOC se comprometeu a acertar as obrigações trabalhistas com todos os funcionários demitidos, o que deve acontecer através da Justiça do Trabalho. A informação foi dita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat). Na sexta-feira (12), haverá uma audiência para homologação do acordo com a CMOC.
A promessa acontece depois de protestos e negociações. Na última quinta-feira (4), trabalhadores tentaram impedir a saída de um ônibus ocupado por um grupo de chineses membros da diretoria que seguia em direção à mineradora.
Os trabalhadores que estão em Catalão estavam sendo recebidos na sede do Simecat pelos advogados do sindicato e da CMOC para regularizar a situação.
Os colaboradores, que já estão em suas cidades de origem, também receberão o que lhes são de direito, e estão sendo orientados por telefone sobre os procedimentos necessários.
“Os colaboradores têm passado por momentos difíceis, pois a NIPLAN fez dezenas de desligamentos, mas não efetuou o pagamento de obrigações trabalhistas. Em hotéis e alojamentos, eles aguardavam os acertos. Muitos sem dinheiro para voltar para as cidades de origem. Outros deixaram Catalão, mas também não receberam os direitos pelo tempo de trabalho na NIPLAN”, disse o Simecat.
De acordo com sindicalistas, primeiro a Niplan acusou que tinha dinheiro a receber da CMOC, e que depois disso a CMOC rompeu o contrato com a empresa. A partir daí todos os demais trabalhadores foram demitidos pela Niplan. Na ocasião, os sindicatos e a mineradora chegaram a firmar um calendário de pagamento, contemplando todos os trabalhadores desligados, o que não foi cumprido pela Niplan.
Admirson Rosa Gomes, 63 anos de idade, morador de Três Ranchos, era apaixonado em pedalar e era carinhosamente chamado como ‘Vovô do Pedal’. Foto: Reprodução
Um ciclista conhecido na cidade de Três Ranchos como Tate da Bicicletaria, morreu no início da noite desta quarta-feira (10), após sofrer um grave acidente durante seu pedal na zona rural do município de Ouvidor.
De acordo com informações de colegas ciclistas que estariam com o também ciclista, Admirson Rosa Gomes, 63 anos de idade, pedalava em um local onde existe um mata-burro, e a poucos metros, uma lombada foi construída na região, e o ciclista teria provavelmente pulado essa lombada e caído de cabeça direto no mata-burro de ferro, provocando seu óbito ainda no local.
Outra informação que o Badiinho teve acesso, foi que o acidente aconteceu em um percurso que nesses últimos dias tem sido bastante utilizado por ciclistas da região, principalmente de Ouvidor e Três Ranchos, isso por decorrência para a preparação para uma competição que ocorrerá em Ouvidor nos próximos dias, e que essa lombada teria sido construída recentemente.
Admirson Rosa Gomes, era bastante popular na cidade de Três Ranchos, e como citamos no texto acima, tinha apelidos de Tate da Bicicletaria, por ter uma oficina de bicicletas na cidade, além de Vovô do Pedal, pois após ter se aposentado da Prefeitura, se apaixonou em pedalar, esporte que está bastante praticado em nossa região.
Admirson também tinha outro apelido, ‘Tate da Bicicletaria’, pois ele tinha uma oficina de bicicletas na cidade. Foto: Reprodução/Facebook
Sérgio Moro exibi ficha de filiação ao lado de lideranças do Podemos. Foto: Thati Martins
Embora tenha dito nessa quarta (10), durante ato de filiação ao Podemos, que “o Brasil não precisa de líderes que tenham a voz bonita”, o ex-ministro Sérgio Moro há meses tenta melhorar a sua dicção com sessões de fonoaudiologia e aulas de oratória. Foi o que disseram fontes ouvidas pelo portal UOL, que revelaram também a preocupação de Moro em se vestir da maneira mais adequada a cada situação. Essas fontes avaliam que o ex-ministro ainda é “muito cru”, mas humilde o suficiente para ouvir conselhos e colocá-los em prática.
A filiação de Moro ao Podemos não foi o primeiro, mas até aqui o mais importante passo da sua trajetória de candidato. A figura mais emblemática da operação Lava Jato contrariou expectativas e não pregou a união de forças políticas contrárias a Lula e Bolsonaro. Moro apresentou-se como o depositário de um projeto a ser seguido. “Aberto para adesão” da “pessoa que quiser me apoiar”, nas palavras do ex-juiz.
Moro refutou a pecha de ter feito uso político de sua caneta na Vara Federal de Curitiba, um recado que se tornou difícil de assimilar após ter tido suas sentenças contra Lula anuladas por parcialidade pelo Supremo, independentemente do mérito de acusações. Mas voltou cargas outra vez para o discurso contra corrupção.
“Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha, chega de orçamento secreto. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar o povo brasileiro”, discursou Moro para um auditório com cerca de 700 pessoas.
“Esse não é um projeto pessoal de poder, mas sim um projeto de país. (…) Se, para tanto, for necessário assumir a liderança nesse projeto, meu nome sempre estará à disposição do povo brasileiro. Não fugirei dessa luta, embora saiba que será difícil.”
Publicado por: Badiinho Moisés/ com informações do Mais Goiás
Cinco homens e duas mulheres foram presos durante a “Operação Conexão Fantasma”, deflagrada em Ipameri e cidades vizinhas. Os suspeitos são investigados por crimes de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, segundo a polícia, na manhã desta quarta-feira (10). Todos têm entre 24 e 45 anos.
De acordo com a Polícia Civil, foram três inquéritos diferentes instaurados para investigar os crimes. Foram deferidos onze mandados de busca e apreensão e oito Mandados de prisão temporária.
Foto: Polícia Civil/ Reprodução
Em nota, a PC declarou que conseguiu capturar a maioria dos investigados e apreender grande quantidade de documentos e objetos e veículos valiosos como uma Mercedes Benz/C280, um Nissan Sentra, uma Mitsubishi/L200 e um Jet Ski e equipamentos eletrônicos que teriam sido usados como meio para aplicação de golpes ou lavagem do dinheiro.
Três dos suspeitos foram presos em Caldas Novas, os quais teriam conexões com os investigados que atuam em Ipameri, segundo a polícia.
As investigações ainda continuam para tentar recuperar mais valores e formar provas contra o grupo suspeito.
Depois das formalidades, o grupo foi encaminhado ao presídio, onde já está à disposição da Justiça.
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Ao participar do programa “Conversa com Bial”, na madrugada desta quarta-feira (10/11), governador defende credibilidade, tranquilidade e convergência para que Brasil possa superar crise. “Não se pode governar tensionando, não existe isso em política”, destaca. Sobre a conduta de Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, afirma que “apoio não é submissão, até porque eu tenho mais idade que o presidente. Não concordo com a contestação ao isolamento social e à utilização de vacinas. Quando ele deixa que extremos prevaleçam, não percebe que a sociedade não quer isso mais”.
O governador Ronaldo Caiado durante participação no programa Conversa com Bial: “[Bolsonaro] não se beneficiou ao criar polêmica com os governadores. Governar não é isso. É convergir, consolidar pontos que são definidores de sua gestão. Quando ele deixa que extremos prevaleçam, não percebe que a sociedade não quer isso mais”. Foto: Reprodução/Rede Globo. Durante participação no programa “Conversa com Bial”, na madrugada desta quarta-feira (10/11), o governador Ronaldo Caiado destacou a importância do diálogo como solução para os desafios enfrentados pelo país.
“O que eu prefiro é algo que traga credibilidade e tranquilidade. Você não pode governar tensionando. Governar é convergir”, disse Caiado, quando indagado por Pedro Bial sobre as eleições do ano que vem. O apresentador disse que entrevista com o Caiado faz parte de uma série realizada com as principais personalidades políticas que serão decisivas em 2022.
A capacidade de diálogo e de aglutinação de Caiado foi mostrada logo no início do programa, quando o jornalista apresentou um breve retrospecto da ascensão do líder nascido em Anápolis. Na era Sarney [ex-presidente José Sarney], o atual governador surge como liderança no Planalto Central em defesa da propriedade privada.
“Tem um ditado francês que diz que o homem que se omite de fazer política, outro faz para por ele, só que contra ele”, assinalou Caiado, durante entrevista resgatada nos idos da década de 1980, quando liderou a criação da União Democrática Ruralista (UDR) e mostrou a importância de a classe produtora rural se posicionar no cenário nacional.
Pandemia
Um dos temas do programa, que durou cerca de meia hora, foi a pandemia de Covid-19, com suas consequências sociais e econômicas. Caiado foi direto quando falou sobre suas discordâncias em relação aos protocolos adotados pelo governo federal.
“Não concordo com sua política [do presidente Jair Bolsonaro] de contestar o isolamento social e utilização de vacinas”, afirmou Caiado, que ainda disse acreditar que o número de mortos em razão do coronavírus teria sido menor se o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandeta, tivesse continuado no cargo.
“Apoio não é submissão, até porque eu tenho mais idade que o presidente”, ponderou o governador, que também condenou a disseminação do discurso dicotômico “vida versus economia.”
“Mas ele [Bolsonaro] não se beneficiou, por criar polêmica com os governadores. Governar não é isso. É convergir, consolidar pontos que são definidores de sua gestão. Quando ele deixa que extremos prevaleçam, não percebe que a sociedade não quer isso mais”, argumentou Caiado.
“O que eu prefiro é algo que traga credibilidade e tranquilidade ao País. Não se pode governar tensionando, não existe isso em política. Eu fui o primeiro a dar apoio ao presidente. Fui eleito em Goiás no primeiro turno e o apoiei no segundo. Mas apoio não significa submissão”, afirmou Caiado.
“1989 e 2022*
Ao exibir momentos da primeira campanha presidencial pós ditadura militar, em que Caiado se apresentou como candidato [eleição vencida por Fernando Collor de Mello], Pedro Bial destacou o perfil do governador de Goiás, que, de forma indireta, já falava em terceira via em 1989. O jornalista trouxe o assunto para 2022, fez um paralelo com o atual momento político brasileiro e pediu a opinião de Caiado sobre o presidente Bolsonaro.
“Reconheço as ações de apoio que vieram [do governo federal] para a educação e saúde. Eu transformei a educação em Goiás e não vou dizer que isto foi apenas por apenas um esforço fiscal do Estado”, pontuou. “Mas ao invés de ter um discurso de dizer ‘o que eu levo para os Estado, [ele] cria polêmica com todos os governadores”, continuou.
“Eu gostaria que o presidente entendesse que pedir desculpas, reconhecer excessos e, ao mesmo tempo colocar na mesa de negociação o presidente do Supremo, do Congresso, da Câmara, MP [Ministério Público], as entidades de classe, e abrir um diálogo neste momento, é muito melhor do que caminhar para um processo de enfrentamento ou provocações”, enfatizou Caiado.
Queda de braço
“O que não pode haver é queda de braço entre os Poderes, porque não sai solução convergente”, afirma Caiado. “O governo falha quando, em vez de buscar parceria, quer impor uma tese em relação a outra. É verdade que o mercado está nervoso e que é preciso salvar a população com o auxílio emergencial. Mas não é necessário agir com esse tipo de sentimento”, resumiu.
“Estou falando de algo que não é teórico, mas prático: reunir os Poderes para resolver a situação. Cada um abriu mão de uma parcela e hoje voltamos à vida normal. Então, o que faltou foi capacidade na construção de uma solução mais sensata”, argumentou.
Sobre o ministro da Economia, Paulo Guedes, Caiado disse que “as pessoas, para assumir um cargo, têm de conhecer a máquina pública, o Congresso Nacional. Também precisa lidar com os outros Poderes. A partir daí tem de ser um ministro com o pé no chão. Não adianta criar teses que não possam ser implantadas. Tem de ser objetivo, não pode perder tempo”, destacou.
“Sendo assim, o governo tem de saber priorizar e ter metas. Paulo Guedes tem espírito público e quer trazer melhoras para o País, mas não entendeu a máquina pública nem o Congresso. Isso fez com que chegássemos ao ponto em que estamos”, avaliou o governador.
União Brasil
Caiado defendeu candidatura própria à Presidência da República nas eleições do ano que vem ao falar sobre o novo partido que ajudou a criar, o União Brasil, resultado de fusão do DEM com PSL. “Virá dentro de um cronograma, sem suprimir etapas. A primeira foi a fusão, agora tem sido a consolidação nos Estados. Consequentemente, a próxima é a apresentação de um nome para disputar as eleições nacionais em 2022”, informou. “Agora, é preciso conversar política. Para a massa do bolo crescer, é preciso fermento. E esse fermento são os formadores de opinião. Eles alavancam a campanha majoritária”, pontuou.
Sobre a política externa do Brasil, Caiado afirma que a agricultura e a pecuária foram duramente penalizadas. “O que temos de mostrar ao mundo é que temos o Código Florestal mais moderno que existe. E posso dizer, porque participei de forma ativa na construção desse código. Sabemos o que é preservação. Excessos existem, mas precisamos é de não bater de frente”, afirmou.
“Como diz o mineiro, se come mingau quente é pela beirada, pelo meio do prato se queima a boca. Estamos combatendo a fome, estamos produzindo com tecnologia. Um grão de soja hoje tem mais tecnologia do que um Smartphone. Podemos ampliar ainda mais nossa produção sem assorear rios, destruir florestas. Temos o suficiente para ampliar cada vez mais a produção”, destacou o governador.
Constituinte
Sobre a luta na Constituinte, Caiado disse que “somos pessoas que se dedicam ao trabalho e à produção, mas também pessoas cultas, preparadas e estudiosas, que sabem debater. Precisávamos sair da retaguarda, da omissão. Você nunca me viu insurgir sobre os Poderes constituídos nem contra decisões judiciais. Preservamos o direito de propriedade nas votações do Congresso Nacional.”
Sobre a renegociação de dívida do governo anterior, Caiado disse que “dilapidaram as finanças do Estado”. Segundo ele, “tive de assumir o que foi praticado lá atrás. Então, eu cumpro o teto de gastos, tenho de cumprir”.
Para o governador, o não pagamento dos precatórios reflete na economia dos Estados que têm a receber e contam com isso como parte do orçamento. “A ansiedade está muito grande, pessoas com dificuldade de manter a família, inflação cada vez maior”.
Caiado afirmou que “não dá para governar sozinho. Governo com os presidentes da Assembleia, do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, com prefeitos e deputados. Tudo isso para decidir sobre as matérias”. Segundo ele, “é o diálogo sobre o que podemos ceder para atender o que é mais emergencial”.
Publicado por: Badiinho Moisés/Com informações da Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
A eventual aprovação da PEC dos Precatórios pelo Congresso (Câmara e Senado) deve acelerar a avaliação do projeto de lei que estende a desoneração da folha de pagamentos dos 17 setores que mais empregam no país até 2026.
O projeto de lei está parado na CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e a presidente do colegiado, deputada Bia Kicis (PSL-DF), condiciona o andamento da tramitação à aprovação da PEC. Se o projeto de lei não for aprovado até o fim do ano, as empresas beneficiadas passarão a pagar mais imposto sobre a folha de pagamentos, o que tende a gerar demissões nesses setores.
Para o autor do projeto e líder do DEM, deputado Efraim Filho (DEM-PB), a aprovação da PEC dos Precatórios deve ajudar na aprovação do projeto que estende as desonerações, mas um não deve ser vinculado ao outro.
“Claro que a aprovação dos precatórios ajuda bastante, mas não é vinculativa. Há alternativa para a desoneração ser aprovada mesmo sem a PEC, mas esperamos que as duas possam caminhar conjuntas e em paralelo facilitando a aprovação porque o maior desafio do Brasil é preservar os empregos e gerar mais oportunidades para 2022”, disse ao R7 Planalto.
Ele lembra que já apresentou uma tese que a extensão das desonerações não furaria o teto de gastos. “É um tema que tem apelo social e seria inadimíssivel que a saída do governo fosse aumentar impostos num momento em que se espera a retomada econômica. Como vou aumentar a carga tributária num momento em que se espera retomada? Será que o governo arcaria com o ônus de ser responsável pela demissão em massa de cerca de meio milhão de trabalhadores?”
Caso o projeto continue parado na CCJ, os parlamentares favoráveis ao texto pretendem aprovar um requerimento extrapauta para que o relatório do deputado Marcelo Freitas (PSL-DF) seja votado no colegiado.
“A gente tem que avançar. É preciso decidir no voto. Não dá pra segurar isso engavetado. Vamos levar ao voto e contar com a aprovação da maioria, ir ao Senado, também aprovar e esperar a sanção presidencial”, afirma o líder.
Reforma do IR
A intenção do governo federal era bancar uma ampla de desoneração sobre a folha de pagamentos com os recursos que viriam da tributação dos lucros e dividendos, prevista na reforma do Imposto de Renda. A reforma do IR, no entanto, está parada no Senado após aprovação na Câmara em 1º de setembro.
Com a matéria parada, o plano B do governo foi condicionar a tramitação da extensão das desonerações de 17 setores à aprovação da PEC dos Precatórios, que abrirá espaço fiscal para o Auxílio Brasil, emendas e também desonerações.
Tramitação do PL
Em 15 de setembro, o projeto foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação e no dia 04 de outubro foi apresentado o parecer no relator na Comissão de Constituição e Justiça, Marcelo Freitas.
Publicado por Badiinho Moisés com informações do R7
O novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) entrou em vigor em abril de 2021. A Lei que regia as normas de trânsito foi criada em 1997 e, desde lá, passou por várias mudanças. Originalmente, o limite de pontos de infração para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) era de 20. Contudo, o novo CTB estabeleceu novos patamares de pontuação, além de outras alterações.
Mudanças recentes
As alterações no CTB continuam, mesmo após a atualizações das regras em abril. Em outubro foi sancionada a lei que aumenta de 10% para 12,5% os limites de peso por eixo de ônibus e de caminhões. A lei determina novas condutas para fiscalizar os veículos. O ato será feito quando o bruto for igual ou inferior a 50 toneladas.
Veículos não adaptados ao transporte de biodiesel, mas que transportam esse produto também entram na lei. Eles terão seus limites de tolerância aumentados de 5% para 7,5% no peso bruto total ou total combinado. A nova legislação prevê que o condutor parado pela fiscalização poderá seguir viagem. Isso ocorre caso a irregularidade não possa ser corrigida no local ou o veículo ofereça condições de segurança para circular.
Para liberar o condutor, a autoridade de trânsito deverá, no entanto, reter o Certificado de Registro Veicular (CRV). Será concedido até 15 dias para que a pessoa regularize a situação. Essa concessão não vale para veículos que não estejam registrados e licenciados. Também não se aplica a veículos de transporte pirata de passageiros ou produtos.
“Tivemos também mudanças em relação ao processo administrativo de trânsito […] como o prazo máximo para expedição da notificação da penalidade, no caso de multas e processos de suspensão e cassação, com prazo máximo de 360 dias, e temos algumas regras do processo administrativo que entrarão em vigor em 180 dias ou apenas em 2024″, explicou Júlio Vermodes, assessor da presidência do Detran, em entrevista à Rádio Jovem Pan.
Quantas multas posso tomar?
Agora o direito de dirigir é suspenso quando:
– O motorista atinge 20 pontos, com duas ou mais infrações gravíssimas;
– 30 pontos, com uma infração gravíssima;
– 40 pontos, sem nenhuma infração gravíssima ou se exercer atividade remunerada.
Consultas
É possível consultar todos os dados referentes à CNH do condutor no site do Detran de seu estado. Em área específica, o condutor pode acompanhar o andamento dos processos, inclusive o de suspensão.
Como consultar os pontos da CNH em SP?
No Estado de São Paulo, por exemplo, a consulta pode ser realizada pelo aplicativo do Poupatempo:
1º- Abra o aplicativo do Poupatempo (iOS ou Android);
2º- Vá ao rodapé, ao lado direito e clique em “Serviços”;
3º- Acesse o botão “CNH” e, depois, “Demais serviços de CNH”;
4º- Vá em “Informações e pesquisas” e, em seguida, em “Pontos na CNH”;
5º- Digite o número da CNH e data de nascimento;
6º- Aperte o botão “Concluir”;
7º- Pronto, será exibido o total de pontos nos últimos 12 meses.
Publicado por Badiinho Moisés com informações do Capitalist
Quatro ladrões tentaram saquear avião de Marília Mendonça durante a madrugada de sábado (06/11). Foto: Reprodução/CBMMG
A polícia impediu, no último sábado (6/11), que ladrões roubassem pertences das vítimas da queda do avião da cantora Marília Mendonça, que matou a artista e outras quatro pessoas, em Caratinga, na Região do Rio Doce, na última sexta-feira (5/11). Além da cantora morreram o produtor Henrique Ribeiro; o tio e assessor da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Medeiros Júnior; e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A tentativa de roubo ocorreu de madrugada, e o local era vigiado por militares.
Desde o acidente, a Polícia Militar montou um esquema para vigiar o local do acidente, em primeiro lugar, para que não houve a desconfiguração do local onde o aparelho caiu, o que atrapalharia o trabalho dos peritos. Em segundo lugar, justamente para afugentar ladrões que poderiam querer tirar proveito da situação.
Na primeira noite, três policiais militares foram colocados de prontidão no local da queda do avião. Segundo os policiais que estavam de guarda, quatro homens desceram a encosta, em direção ao avião, um deles com uma lanterna na mão. A presença da polícia, porém, parece não ter intimidado os ladrões, que desceram a cachoeira, aproveitando da escuridão, com o intuito e saquear o interior do avião.
Ao perceber a aproximação dos criminosos, um dos soldados da PM no local apontou uma espingarda de balas de borracha e começou a atirar.
O ricochete das balas de borracha, na fuselagem do aparelho assustou os ladrões, que fugiram. Houve uma tentativa de perseguição mas os ladrões conseguiram escapar. Foi iniciada uma investigação para tentar descobrir os autores da tentativa de roubo.
Foi feita uma checagem nos hospitais de Caratinga, e farmácias, para se saber se alguma pessoa chegou ferida por um tiro de bala de borracha. No entanto, nenhuma informação foi obtida.
Publicado por: Badiinho Moisés/Jornal Estado de Minas