O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, confirmou nesta terça-feira (12) que seguirá proibida a entrada de parlamentares armados no plenário da Casa. A declaração ocorreu após o deputado estadual Major Araújo (PL) pedir autorização especial para portar arma durante as sessões.
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O requerimento foi apresentado dias depois da discussão entre Major Araújo e o deputado estadual Amauri Ribeiro (PL). O confronto aconteceu na última quinta-feira (7), durante uma sessão ordinária da Alego. Na ocasião, os parlamentares trocaram ofensas e ameaças. Por isso, a presidência encerrou a sessão antes do horário previsto.
Ao comentar o pedido, Bruno Peixoto descartou qualquer mudança nas regras internas da Assembleia. Segundo ele, a proibição vale para todos os deputados.
“A regra hoje é que ninguém pode entrar armado no plenário. Isso vai continuar apesar do pedido dele”, afirmou o presidente da Alego. Em seguida, ele reforçou a decisão. “Está determinantemente proibido e não será liberado a este ou àquele parlamentar portar arma de fogo em plenário”, declarou.
Além disso, Bruno Peixoto informou que acionou a Corregedoria e o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa para acompanhar possíveis representações relacionadas ao episódio.
De acordo com o presidente da Casa, o vice-presidente corregedor, deputado Júlio Pina, e o presidente do Conselho de Ética, Charles Bento, deverão conduzir as análises com rigor e rapidez.
Enquanto isso, a crise entre os deputados ganhou repercussão nos bastidores da política goiana. O episódio também aumentou o debate sobre segurança e comportamento parlamentar dentro do plenário da Alego.

