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19 de novembro de 2015

Aumenta possibilidade de greve na Segurança Pública de Goiás

Escrito por: Samuel Straiotto/Diário de Goiás

Foto: Reprodução

Reunião

Líderes de 14 entidades, reunindo a Polícia Civil e Polícia Militares de Goiás (PM GO), que representam o funcionalismo público na área da Segurança, estiveram reunidos no fim da tarde da última quarta-feira (18), com o chefe de gabinete do governador Marconi Perillo (PSDB), Frederico Jayme. Os sindicalistas foram solicitar uma audiência com o chefe do executivo e apresentar posições das categorias. O Estado sinalizou que não pagará parcelas da reposição salarial prevista para este fim de ano.

Durante a reunião com Frederico Jayme, os servidores mostraram a necessidade de o governo pagar a segunda parcela da reposição salarial na ordem de 12,33%, nos meses de novembro (Polícia Civil) e dezembro (demais categorias da Segurança). O governo do Estado comunicou a intenção de pagar a parcela somente em 2018, o motivou que os trabalhadores se mobilizassem em conjunto.

“Vai haver um colapso”, disse o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (UGOPOCI), Ademar Luiz, sobre a greve geral da Segurança Pública, e o governo foi alertado disso. A paralisação só não acontecerá se o governo abrir uma “porta de negociação”. “Ele vai ter que decidir, a hora de negociar é agora. A pauta da assembleia é greve”, avaliou o presidente, referindo-se ao governador de Goiás, Marconi Perillo.

Um fato destacado pelo presidente da UGOPOCI é a união entre as 14 entidades da Segurança Pública, pois raramente a ação conjunta chegou a tantas entidades com um discurso e com um objetivo tão bem definido.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (SINPOL), Henrique César, foi informado às categorias que o governo atravessa dificuldades financeiras. Foi dito ainda que se tentará uma audiência com o governador antes da próxima terça (24), data de uma assembleia das categorias.

Os servidores da Segurança Pública do Estado de Goiás pretendem realizar assembleia geral unificada no próximo dia 24, terça-feira, em frente à Assembleia Legislativa, para avaliar a possibilidade de uma greve geral das categorias.

O pagamento do reajuste para todas as categorias (policiais civis, militares, bombeiros, papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais e outros) foi definido em três Leis – 18.419/14, 18.421/14 e 18.475/14 – aprovadas pela Assembleia Legislativa e sancionadas pelo governador Marconi Perillo.

O comitê das categorias é composto pelas seguintes entidades: Sinpol, Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ACS), Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Goiás (Assof), Associação das Pensionistas da PM/BM de Goiás (APPB), Associação dos Peritos Criminais e Médicos Legistas (Aspec), Associação dos Militares Inativos de Goiás (Amigo), União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás (Sinsepgo), Associação dos Servidores do Sistema Prisional de Goiás (Aspego), Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Adpego), Sindicato dos Peritos Criminais e Médicos Legistas de Goiás (Sindperícias) e Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Appego).

A assessoria de imprensa da governadoria informou que será verificada pelo chefe de gabinete Frederico Jayme, a possibilidade de marcar uma audiência entre o governador e as categorias da Segurança Pública.