O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta quarta-feira (8), após participar do evento Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, Caiado afirmou que uma eventual candidatura do parlamentar favoreceria a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o pré-candidato, uma disputa de Flávio Bolsonaro dividiria os votos da oposição. Com isso, Lula teria mais chances de conquistar um novo mandato.
“Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula. A verdade é essa. A candidatura dele está sendo construída como a que o PT deseja”, declarou.
Conduta ética será decisiva
Além das críticas, Caiado afirmou que a eleição de 2026 dependerá não apenas da força política dos candidatos, mas também da avaliação do eleitorado sobre a trajetória ética de cada um.
Segundo ele, o candidato que chegar ao segundo turno precisará demonstrar credibilidade e capacidade para enfrentar Lula.
“O grande divisor de águas vai ser a conduta moral de envolvimento com corrupção”, afirmou.
Caiado critica atuação de Flávio nos Estados Unidos
Durante a entrevista, Caiado também criticou a participação de Flávio Bolsonaro em uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington. O encontro discutiu a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Na ocasião, o senador defendeu o adiamento da decisão para depois das eleições brasileiras. No entanto, Caiado classificou essa posição como prejudicial aos interesses do país.
“É inaceitável. Você tem que estar dentro do jogo para saber o peso disso para o país”, afirmou.
Em seguida, o ex-governador voltou a defender que o Brasil busque o fim definitivo da ameaça de taxação, e não apenas um adiamento.
“Nossa preocupação é o Brasil como um todo, não um período eleitoral. Não podemos criar um falso positivo para a população. Não seremos tributados até a eleição? Depois aceitaremos? Não!”, declarou.
Tarifa segue em discussão
Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos continua analisando a proposta de criar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A audiência realizada pelo USTR integra essa investigação e reuniu representantes do setor produtivo e autoridades dos dois países.
Agora, o governo norte-americano deverá anunciar, nos próximos dias, se manterá ou não a proposta de taxação sobre as exportações brasileiras.







