O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou a suspensão da homologação dos concursos públicos realizados em Catalão após denúncias de supostas irregularidades nas provas e na análise de recursos administrativos.
A medida atinge os concursos regidos pelo Edital nº 01/2025, referentes aos certames nº 02/2025 e nº 03/2025, promovidos pela Prefeitura de Catalão, Câmara Municipal, Fundo Municipal de Saúde (FMS) e Fundação Aroeira.
A promotora de Justiça Ariete Cristina Rodrigues Vale, da 5ª Promotoria de Justiça de Catalão, assinou a recomendação após receber denúncias sobre possível reaproveitamento de questões e falhas no sistema recursal da banca organizadora.
Prefeitura afirma que seguirá recomendação
Em entrevista ao Blog do Badiinho, o procurador jurídico do município, Dr. Celso Calixto, afirmou que a Prefeitura recebeu a recomendação “com naturalidade” e confirmou que seguirá a orientação do MPGO.
Segundo ele, o município ainda não homologou o concurso e pretende analisar todos os pontos levantados antes de concluir o processo.
“Vamos analisar ponto por ponto para buscar solucionar cada um deles de forma satisfatória”, afirmou o procurador.
Além disso, Celso Calixto informou que a Prefeitura já entrou em contato com a banca organizadora e marcará uma reunião presencial para discutir os questionamentos.
MPGO aponta possíveis irregularidades
O Ministério Público identificou questões supostamente copiadas de provas aplicadas por outras bancas organizadoras, principalmente no concurso do Fundo Municipal de Saúde para o cargo de fisioterapeuta.
Além disso, a promotoria apontou repetição de questões de conhecimentos gerais entre provas aplicadas em concursos diferentes.
De acordo com o MPGO, a situação pode comprometer a igualdade entre os candidatos, já que parte deles poderia ter tido acesso prévio ao conteúdo das provas.
Outro ponto investigado envolve a análise dos recursos administrativos. Candidatos relataram respostas padronizadas e ausência de fundamentação individualizada.
Município admite possibilidade de anular questões

Durante a entrevista, Celso Calixto afirmou que a banca organizadora analisará a possibilidade de anular questões caso as irregularidades sejam confirmadas.
“Anular algumas questões talvez seja necessário”, declarou o procurador.
Por outro lado, ele afirmou que, neste momento, não existe previsão de anulação completa dos concursos.
Prefeitura pede tranquilidade aos candidatos
O procurador jurídico pediu calma aos candidatos e afirmou que a Prefeitura buscará soluções legais e transparentes para os problemas apontados.
Além disso, ele orientou os participantes a acompanharem as informações pelos canais oficiais do município e da Fundação Aroeira.
Segundo Celso Calixto, os concursos envolveram cerca de 25 mil candidatos. Por isso, ele considera natural o surgimento de questionamentos em um processo dessa dimensão.
O MPGO estabeleceu prazo de 10 dias para que os órgãos responsáveis adotem providências e apresentem manifestação oficial sobre o caso.



