O Governo de Goiás decretou estado de emergência em saúde por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e do aumento na ocupação de leitos de UTI. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (15).
Com o decreto, o governo determinou a criação do Centro de Operações de Emergência em Saúde por Srag (Coe-Srag). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) vai coordenar o centro e concentrar ações de enfrentamento à doença.
Além disso, durante a vigência da emergência, a SES poderá comprar insumos e materiais de saúde com mais agilidade. Também poderá contratar serviços específicos para atender à demanda provocada pela síndrome.
Embora o decreto permita maior rapidez nos processos, a dispensa de licitação não será automática. Ela só ocorrerá quando houver justificativa e interesse público.
A Secretaria de Saúde também poderá estabelecer critérios para diagnóstico da Srag e definir novas regras para o enfrentamento da doença. Ao mesmo tempo, o governo autorizou a contratação de servidores temporários e o remanejamento de profissionais entre unidades de saúde.
Em relação aos casos, a SES registrou 2.560 ocorrências da doença em 2026. No mesmo período de 2025, o número foi maior, com 2.909 casos. Portanto, apesar da emergência, não houve aumento em comparação ao ano anterior.
Por outro lado, a cobertura vacinal segue baixa no estado. Apenas 8,69% da população se imunizou contra a influenza, com cerca de 115 mil doses aplicadas. A doença é uma das principais causas da Srag. A vacinação continua disponível na rede pública, principalmente para os grupos prioritários.
Por fim, o decreto não estabelece prazo para o fim do estado de emergência.


