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Congresso aprova novas normas para proteger menores na internet

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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei que estabelece novas regras para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O debate ganhou força após o influenciador Felca divulgar um vídeo denunciando a exposição precoce de menores nas redes sociais. A repercussão provocou reação de parlamentares e da sociedade civil. Como resultado, a votação foi acelerada. O Senado decidiu de forma simbólica, sem contagem de votos. Apenas Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Luís Carlos Heinze (PP-RS) votaram contra.

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O “ECA Digital”

O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-ES), ficou conhecido como “ECA Digital”. Isso porque leva para o ambiente virtual os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O texto impõe às plataformas digitais o chamado “dever de cuidado”. Desse modo, elas terão de criar mecanismos para prevenir crimes como pedofilia, exploração sexual e abusos ligados ao uso excessivo da internet.

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Além disso, as empresas deverão permitir o acompanhamento parental das atividades, restringir contatos entre adultos e menores, limitar o tempo de uso e bloquear conteúdos inadequados. Contas de crianças só poderão ser abertas com a vinculação a um responsável legal, que terá acesso ao histórico e às configurações.

Regras de privacidade e publicidade

As mudanças também atingem a privacidade. A partir da sanção, redes sociais precisarão adotar o nível máximo de proteção de dados para crianças e adolescentes. Assim, a coleta abusiva de informações pessoais ficará proibida.

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Enquanto isso, plataformas com conteúdo adulto terão de utilizar sistemas confiáveis de verificação de idade. Já os jogos eletrônicos não poderão oferecer loot boxes, porque esses recursos se assemelham a apostas.

No campo da publicidade, o texto estabelece limites claros. Estão proibidos anúncios baseados em perfis emocionais ou comportamentais. Além disso, as empresas não poderão criar perfis comerciais voltados a menores. Conteúdos que envolvam exploração sexual deverão ser removidos imediatamente e informados às autoridades competentes.

Fiscalização e punições

As plataformas que tiverem mais de 1 milhão de usuários menores precisarão divulgar relatórios semestrais sobre denúncias e medidas de proteção.

Em caso de descumprimento, as punições serão severas. As empresas poderão receber advertências, multas de até R$ 50 milhões por infração e até suspensão temporária das atividades no Brasil.

Por fim, fabricantes de dispositivos eletrônicos conectados à internet terão que alertar sobre os riscos digitais para crianças e adolescentes.

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Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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