7 de abril de 2020

RONALDO CAIADO ADMITE FLEXIBILIZAR DECRETO POR REGIÃO DO ESTADO

Caiado diz que pode liberar Sul goiano do isolamento mais cedo; em entrevista ao Roda Viva. Foto: Roda Viva – TV Cultura/Reprodução

CORONAVÍRUS – COVID-19| O governador Ronaldo Caiado (DEM) admitiu a possibilidade de flexibilizar as medidas de isolamento no combate ao coronavírus conforme situação de cada região do Estado, a depender da quantidade de registros de casos. Em entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, na noite de ontem, segunda-feira (06), o governador afirmou que a região Sul do Estado pode ter liberação antes do fim do decreto.

“A região do Entorno do Distrito Federal é a que mais me preocupa pela contaminação em Brasília, que é comunitária disseminada. Já a região Sul do Estado eu talvez vou poder abrir mais cedo”, disse.

O discurso do governador vai na mesma direção da proposta feita ontem pelo Ministério da Saúde, de redução do isolamento em algumas regiões a partir do dia 13 de abril. O decreto em Goiás prorrogou as medidas até o dia 19. O MS aponta regiões que não comprometeram mais do que metade da capacidade de atendimento instalada antes da pandemia.

Em dia de corda-bamba do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o governador goiano defendeu a permanência do titular da pasta e disse que “é inaceitável politizar um problema de saúde”. “Ainda bem que não tivemos hoje nenhuma mudança no Ministério da Saúde. Seria preocupante. Precisamos ter um comandante que conheça bem (o problema do coronavírus).

Amigo e muito próximo a Mandetta, Caiado foi questionado sobre a possibilidade de o ministro ser candidato na eleição de 2022. “Conheço bem o Mandetta. Posso dizer que na cabeça dele não passa hora alguma essa perspectiva de ser candidato. A paixão dele é a medicina”.

Apesar do rompimento com o presidente Jair Bolsonaro no dia 25 de março e de algumas críticas ao comportamento dele em meio à pandemia, Caiado foi ameno no tom e evitou ataques mais duros. Poupou o presidente quando questionado sobre os posts dos filhos e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, à China; fake News; falta de condolências de pessoas mortas pelo vírus; e do perfil do presidente na contramão da ciência.

 

Escrito por: Redação – Fabiana Pulcineli/O Popular