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TCM barra criação de cargos e multa prefeito por apadrinhamento em Rio Verde

Uma representação do Ministério Público de Contas revelou uma manobra administrativa em Rio Verde para abrigar apadrinhados políticos em funções que deveriam ser técnicas. A gestão municipal criou 378 novas vagas comissionadas com base em uma lei complementar de 2025, mas não definiu critérios claros de atuação.

Segundo o órgão, a medida inflou o quadro de assessores da Prefeitura. Diante disso, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) barrou a prática, classificando a estratégia como desvio de finalidade e afronta ao princípio constitucional do concurso público.

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O prefeito Wellington Carrijo recebeu multa administrativa e terá que apresentar um plano para desligar os servidores comissionados.

Estrutura permitia contratações sem critérios

O problema central, de acordo com o Ministério Público de Contas, está na Lei Complementar nº 400/2025. A norma criou uma estrutura com centenas de cargos de chefia e assessoramento, mas não especificou as competências técnicas exigidas.

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Com isso, a prefeitura passou a contratar livremente para funções operacionais e burocráticas, ignorando a exigência de concurso público. Além das novas vagas, o levantamento identificou mais de 500 cargos sob suspeita, considerando estruturas herdadas de gestões anteriores.

O relator do caso, conselheiro Francisco José Ramos, acolheu o parecer técnico e reforçou que a prática compromete a legalidade da administração pública.

Tribunal impõe fiscalização até 2027

A decisão do TCM vai além da suspensão das contratações. O órgão determinou fiscalização permanente sobre a gestão municipal até o fim de 2027.

Além disso, proibiu novas nomeações para os cargos questionados. O tribunal também responsabilizou o prefeito pela prática considerada antieconômica.

Agora, a administração deverá apresentar um cronograma para desligar os comissionados. A medida precisa ocorrer de forma gradual para evitar prejuízos aos serviços públicos.

Concurso público será obrigatório

Para regularizar a situação, o município terá que reestruturar o quadro de servidores. O TCM deixou claro que a solução passa pela criação de cargos efetivos por meio de lei e pela realização de concurso público.

Dessa forma, a prefeitura deverá substituir os comissionados por profissionais selecionados com base no mérito. A decisão busca impedir o uso da máquina pública como instrumento de articulação política.

Maria Eduarda Furtado
Maria Eduarda Furtado
Graduanda em Letras Português/Inglês pela UFCAT, editora e redatora da empresa Badiinho Publicidades e produtora de jornalismo da emissora de rádio Cultura 101.1 FM, em Catalão (GO).

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