Estado contabilizou 125 focos entre 17 e 23 de agosto, contra 455 no mesmo período de 2025; apesar da redução, estiagem prolongada mantém risco de incêndios
Goiás registrou uma queda expressiva nos focos de queimadas durante a terceira semana de agosto. Entre os dias 17 e 23 de agosto de 2026, o Estado contabilizou 125 focos, contra 455 no mesmo período de 2025. Portanto, a redução chegou a aproximadamente 72,5%. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), divulgou os dados no Informativo nº 34/2026.
Além disso, o levantamento aponta redução no acumulado de agosto. Neste ano, Goiás soma 514 focos de queimadas, número que corresponde a 58,08% dos 885 focos registrados em agosto de 2025.
Na Região Sul, por exemplo, o número caiu de 130 focos em agosto de 2025 para 47 em 2026. Já entre os dias 17 e 23, a região contabilizou apenas 12 focos, contra 85 no mesmo intervalo do ano passado.
Municípios com mais focos
Apesar da redução estadual, alguns municípios ainda concentram grande número de ocorrências. No acumulado de agosto, São Domingos lidera o ranking estadual, com 51 focos. Em seguida aparecem Flores de Goiás, com 31, e Vila Propício, com 27. Niquelândia e Vila Boa somam 21 focos cada. Mineiros aparece com 11.
Por outro lado, ao considerar apenas o período entre 17 e 23 de agosto, Padre Bernardo ocupa a primeira posição, com 12 focos. Logo depois aparecem Vila Propício, com nove, além de Mimoso de Goiás, São João d’Aliança e Vila Boa, com oito cada.
Estiagem aumenta risco de incêndios
Embora Goiás tenha reduzido os focos de queimadas, a estiagem ainda exige atenção. Até 24 de agosto, algumas regiões acumulavam mais de 70 dias sem chuva significativa. Segundo o Cimehgo, o período de estiagem varia entre 61 e 74 dias, conforme a região.
Além disso, Goiás não registrou chuvas significativas entre os dias 17 e 23 de agosto. Consequentemente, o tempo seco e a falta de precipitação favorecem a propagação do fogo, principalmente em áreas com vegetação seca.
Por isso, o Cimehgo mantém o acompanhamento das condições favoráveis aos incêndios. O órgão destaca ainda que, neste período, a maioria das queimadas tem origem em ações humanas. Dessa forma, a Semad reforça a importância da conscientização ambiental para evitar novos incêndios nas cidades e no campo.
Fonte: Cimehgo/Semad, com informações do satélite de referência do INPE.





