Na manhã desta terça-feira (25), um grave acidente aconteceu na BR 050, próximo ao trevo de acesso da GO que liga até a cidade de Cumari.
“colisão frontal entre um veículo de passeio e um carro forte provocou a morte de um homem de 56 anos”
Informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), revelaram que um Volkswagen Gol, com placa de São Bernardo Campo-SP, o qual viajava de Catalão, sentido a cidade mineira de Araguari, se chocou com um carro forte de uma empresa de segurança, o que causou a morte de Pedro Luiz Marchete, de 56 anos (condutor do Gol) ficou preso em meio as ferragens e morreu no local. Uma carreta que vinha logo atrás, teve grandes dificuldades para não se envolver no acidente, mas apesar de praticado uma manobra o que fez com o veículo de grande porte ficasse atravessado na pista, o condutor conseguiu evitar uma tragédia maior ainda.
“Pista ficou interditada até que limpeza fosse realizada”
Nas proximidades do acidente os dois lados da pista ficou interditada, até que operários da MGO Rodovias realizassem a limpeza do óleo que foi derramado.
Nossa reportagem tem recebido nestes últimos 10 dias, inúmeras mensagens de usuários do Pronto Socorro da Santa de Catalão, os quais estão reclamando do atendimento. No último dia 18 de novembro, uma internauta que estava no Pronto Socorro, procurou nossa reportagem, afirmando que uma criança que estava acompanhado de sua mãe, chegou com 39 graus de febre, como não tinha plano de saúde e, procurava por atendimento através do Sistema de Único de Saúde (SUS), a mulher não conseguiu atendimento para a criança.
No domingo (23), outro usuário do Pronto Socorro da Santa de Catalão, enviou um torpedo SMS para o nosso número, onde alegava a grande quantidade de gente que procurava pelo atendimento e reclamava da lentidão.
Segundo informações que circula por veículos de comunicação de Catalão, existe um impasse no repasse financeiro do município de Catalão para a Santa Casa. O comentário que a dívida ultrapassa a casa de R$. 1 milhão de reais.
Nossa reportagem também procurou a Santa Casa de Catalão, a qual disse que a anormalidade no Pronto Socorro tem ocorrido pela falta de um médico clico geral, mas juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, estão à procura de um profissional para solucionar o problema. A direção também informou, que os casos de emergências, encaminhados pelo Corpo de Bombeiros e Samu, seguem tendo prioridade pela unidade de saúde. Com relação a dívida da prefeitura, a direção também informou que a secretaria de saúde do município estará efetuando todos os repasses até a próxima semana.
“Raquel Policena, durante entrevista ao Popular: “Procedimento estético, nunca mais” (Foto Ricardo Rafael/Jornal O popular)
Foram 12 dias desde que ela foi detida, na tarde de 13 de novembro, até por volta das 16 horas de ontem, quando a prisão foi revogada pela Poder Judiciário. No escritório do advogado Ricardo Naves, no Setor Sul, onde conversou por mais de 30 minutos com o POPULAR, logo após ter deixado a cela do 14º Distrito Policial (DP), na Vila Pedroso, Raquel Policena Rosa, de 27 anos, afirmou estar arrependida dos procedimentos estéticos realizados em Catalão e Goiânia, que resultaram em indiciamento por homicídio com dolo eventual – entre três outros crimes – no inquérito sobre a morte da auxiliar de leilões Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos, há exato um mês.
O tempo na cadeia e a enorme repercussão do caso, contudo, não abalaram a vaidade da jovem, que preocupou-se durante a entrevista em apresentar-se bem para as fotos e não negou ter se submetido, ela própria, a aplicações para preenchimento dos glúteos para sentir-se mais bonita. “Que mulher não quer um bumbum bonito e durinho? Ah, eu sou vaidosa, sim, e fiz essa mesma aplicação em mim, por duas vezes. Se quiser, posso mostrar como ficou e você vai ver a marca do furinho, que ainda está aí”, sugeriu, referindo-se aos resultados, nela mesma, do mesmo produto que ela garante ter aplicado em Maria José. “Se eu soubesse que faria mal, que poderia matar, você acha que eu teria aplicado em mim, e duas vezes?”, argumentou.
A reportagem conferiu. Depois da longa conversa, já na hora da despedida, ali mesmo, na sala de reuniões, na presença – mas não na frente – do advogado Tadeu Bastos Roriz e do fotógrafo Ricardo Rafael. Raquel ergueu a parte de trás do vestido preto curto e mostrou o bumbum: “Aperta para ver como ficou durinho… Não está bonito?”, perguntou, orgulhosa, emendando que não teria feito o procedimento em suas clientes sem antes experimentá-lo em si mesma e se certificar do resultado final. “Já propusemos fazer uma análise do produto que apliquei aqui e do que apliquei na Maria José. É o mesmo; tudo igual. Eu não tive a intenção de matá-la, não sou esse monstro que estão dizendo que eu sou”, desabafou, ao lembrar o pedido dos advogados que a representam para que conste do processo um laudo técnico de comparação entre as duas substâncias.
Apesar dos mais de dez dias na cadeia, Raquel estava arrumada – embora tenha feito questão de chamar a atenção para o quanto estava abatida. Sem maquiagem – o que a incomodava um pouco -, o rosto ostentava óculos de grau de grife, da marca Vogue. Os cabelos, compridos, amarrados em um rabo de cavalo, não tinham mais o aplique “para dar volume” – a jovem informou tê-lo doado para pacientes com câncer. As unhas das mãos, curtas, estavam bem feitas, pintadas com um esmalte claro, cobertos com um toque de glitter. Nos pés – também esmaltados -, uma sandália rasteira com pedras, compondo com o pretinho nem tão básico assim – com detalhe em tule transparente nas costas e no decote -, curto, deixando à mostra as pernas torneadas.
“CIRCO”
“Isso tudo virou um circo! Minha vida deu uma reviravolta enorme, eu estou sofrendo, minha família está sofrendo. Tenho um sobrinho que me tem como mãe; ele está sendo apontado na escola. Dizem: ‘Sua tia matou uma mulher’. Não sou uma assassina, não sou um monstro ”, repetiu Raquel Rosa. “Por que não mostram a Raquel que eu sou de verdade?”, lamentou a jovem, que, do escritório dos advogados, em Goiânia, seguiu, por volta das 18h30, para Catalão, cidade onde vive e é bastante conhecida, distante cerca de 250 quilômetros da capital. “Só quero estar com a minha família, na minha casa. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo diferente.”
Daqui para a frente, Raquel garante que não quer mais atuar na área da estética – para a qual diz ter formação em cursos livres. Também não deve retomar a venda de semi-jóias que fazia antes. “Procedimentos estéticos, nunca mais! Quero voltar para o meu curso de Arquitetura e Urbanismo (abandonado depois de concluir o primeiro período, em Uberlândia) e seguir com a minha vida”, sublinha, dizendo estar ciente das acusações que pesam sobre ela, mas ter “fé em Deus” para enfrentar tudo.
O rosto da jovem se ilumina quando perguntada a respeito do relacionamento com o professor de línguas Fábio Justiniano Ribeiro, de 33 anos, também indiciado no inquérito sobre a morte de Maria José.
Advogado vai tentar reverter indiciamento
“Foto Reprodução O popular”
Para o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, que determinou, na tarde de ontem, a revogação da prisão preventiva de Raquel Policena Rosa, ela “não representa uma ameaça à ordem pública”. Depois de conseguirem o habeas corpus, os advogados da jovem pretendem, agora, reverter o indiciamento por homicídio com dolo eventual para homicídio culposo. “Foi exatamente isso que ocorreu: imprudência, imperícia. É claro que a Raquel não teve a intenção de matar Maria José nem assumiu risco pela morte dela”, destaca o advogado Ricardo Naves.
Na entrevista ao POPULAR, Raquel Rosa praticamente manteve o que disse em seu segundo depoimento à delegada Myriam Vidal, titular do 17º Distrito Policial (DP), que concluiu e remeteu à Justiça, na última sexta-feira, o inquérito sobre a morte da auxiliar de leilões Maria José Brandão, vítima de embolia pulmonar menos de 24 horas depois de ter se submetido a um procedimento para aumento dos glúteos com a jovem. No caso, ela e o noivo, Fábio Justiniano Ribeiro, foram indiciados por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), exercício ilegal da Medicina, lesão corporal e distribuição de produtos farmacêuticos adulterados ou sem procedência. O processo foi remetido ao Judiciário sem a conclusão dos laudos periciais e do Instituto Médico Legal (IML).
Segundo Raquel, ela nunca teria se apresentado como biomédica e só realizou as aplicações em cinco mulheres – incluindo Maria José -, além dela mesma. A jovem alega, ainda, que decidiu fazer os procedimentos depois de ter passado por um curso livre de Bioplastia Estética em Mogi Guaçu (SP), durante 15 dias, entre 18 de agosto e 5 de setembro passado – entretanto, uma denúncia anônima foi feita, no dia 10 de julho, à Vigilância Sanitária de Catalão relatando a prática da atividade por ela, em centros de estética locais.
HIDROGEL
“Eu saí do curso em Mogi Guaçu me sentindo capacitada para realizar o procedimento por conta própria. Não teria pago quase R$ 2 mil, além de gasolina e estadia, se fosse para auxiliar algum médico”, declarou Raquel Rosa à reportagem, rebatendo as afirmações do coordenador e instrutor de cursos no Instituto Folha Verde – Escola de Formação de Terapeutas e Centro Aplicado de Estética e Saúde Integral, Carlos Firmino. Sobre o produto, ela também diz ter adquirido em São Paulo, de um vendedor, nas proximidades do local do curso. “Eu comprei hidrogel de poliamida. Foi o que apliquei inclusive em mim”, argumentou.
Quanto à parceria com a carioca Thais Maia da Silva, de 28 anos – citada por testemunhas, ouvida pela polícia na semana passada e que admite ter realizado o procedimento para aumento de glúteos em 20 mulheres goianas -, Raquel afirma que as duas se conheceram pela antiga rede social Orkut, em 2008, quando teria feito uma aplicação de Metacril com a esteticista, cujo resultado gostou. “Tenho fotos com ela em Caldas Novas e em outros locais. Neste ano (2014) ela me procurou dizendo que estava trabalhando com o Aqualift e se ofereceu para aplicar em mim, mas que só compensaria vir para Goiânia se eu tivesse outras clientes para ela. Aí eu juntei um grupo e a coisa virou uma bola de neve.”
“MT .40 Tauros Famae, policiais militares da PRE estão aptos para o seu manuseio”
Aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de novembro, no stand de tiro da Polícia Militar de Catalão, localizado no Clube da Vale Fertilizantes, as aulas de instrução e habilitação de 60 policiais militares rodoviários, para manuseio da Metralhadora ponto 40 Tauros Famae.
“Aulas de instrução foi para 60 policiais militares”
A arma é muito potente, de uso individual, que os policiais agora irão utilizá-la nas funções do dia a dia, garantido uma proteção maior aos nossos cidadãos. Finalizou o Subtenente Gilson da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Catalão.
Juiz alegou que soltura ‘não representa uma ameaça à ordem pública’. Ela responde por homicídio após mulher morrer ao tentar aumentar bumbum.
“Raquel estava presa desde o último dia 13” (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A falsa biomédica Raquel Policena Rosa, de 27 anos, foi solta, na tarde desta segunda-feira (24), do 14º Distrito Policial de Goiânia, onde estava presa havia dez dias. Ela e o namorado, o professor de idiomas Fábio Justiniano Ribeiro, de 33, são acusados da morte da ajudante de leilão Maria José Medrado, de 39 anos, após uma aplicação para aumentar o bumbum.
O juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, determinou a revogação da prisão nesta tarde, alegando que a soltura “não representa uma ameaça à ordem pública”. Raquel deixou a delegacia, por volta de 16h15, junto com o seu advogado, Ricardo Naves, e seguiu para Catalão, no sudeste de Goiás, onde mora. Fábio já respondia o processo em liberdade.
Raquel foi detida no último dia 13, em Catalão. Desde então, ela estava em uma cela do 14º Distrito Policial de Goiânia. A prisão foi pedida pela delegada Myrian Vidal, titular do 17º DP e responsável pelo caso. Ela diz que a falsa biomédica planejava voltar a realizar os procedimentos, mesmo sendo investigada.
“Ela [Raquel] teria dito a algumas mulheres que faria o retoque assim que a poeira abaixasse e que a mídia deixasse de falar do assunto”, disse a delegada, no dia da prisão.
Inquérito
Raquel e Fábio foram indiciados por quatro crimes na morte de Maria José: homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), exercício ilegal da profissão, lesão corporal e distribuição de produtos farmacêuticos sem procedência. O processo foi remetido ao Judiciário na sexta-feira (21), mesmo sem a conclusão dos laudos periciais e do Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com a delegada Myrian Vidal, embora os laudos que comprovem a causa da morte da ajudante de leilões não tenham ficado prontos ainda, existem “indícios fortes” que comprovam que o óbito de Maria José foi provocado pelo procedimento. “Existem indícios de que a morte da Maria José está ligada à aplicação de hidrogel, que provocou a embolia pulmonar. Diversas outras vítimas da Raquel apresentam os mesmos sintomas relatados pela vítima”, explicou Vidal.
O homicídio foi considerado doloso, pois, segundo a responsável pelo caso, o casal assumiu o risco da morte de Maria José ao não aconselhar que ela procurasse um médico rapidamente ao começar a se sentir mal.
Morte
“Maria morreu um dia após fazer aplicação com Raquel” (Foto: Arquivo Pessoal)
Maria José morreu no dia 25 de outubro, um dia depois de fazer a segunda aplicação de hidrogel no bumbum, em uma clínica de Goiânia. Após se sentir mal, ela foi internada no Hospital Jardim América, em Goiânia, e morreu na madrugada seguinte, com suspeita de embolia pulmonar.
Em áudios conseguidos com exclusividade pela TV Anhanguera, Maria relatou à Raquel que sentia dor no peito e falta de ar. É possível notar que a paciente estava ofegante e fraca, mas a responsável pela aplicação descartou riscos e orientou a vítima a comer “uma coisinha salgada”. Momentos depois, Maria José encaminhou uma mensagem escrita dizendo: “Tenho medo de AVC [Acidente Vascular Cerebral]. Minha mãe morreu cedo disso”.
Nesse momento, Raquel deu uma risada e descartou a possibilidade de paciente sofrer do problema. “AVC não dá falta de ar não. AVC é no cérebro, não dá falta de ar. Pode ficar tranquila. Você fuma? Alguma coisa assim? Você costuma praticar atividade física? Pode ficar tranquila que tem a ver com a tensão, não tem nada”, disse.
As fortes chuvas que caíram em Catalão neste último sábado (22), ainda rende assunto, internautas ainda continuam enviando fotos dos estragos ocasionado nos locais de alagamento da cidade.
“Com forte chuva, asfalto da avenida 20 de agosto ficar bastante danificado”
Na avenida 20 de agosto, uma internauta enviou fotos dos buracos que foram abertos devido à grande enxurrada.
Na Rua Francisco Victor Rodrigues, no Bairro Santo Antônio, se um morador quisesse ver a porta da sua casa livre da grande quantidade de terra que se acumulou desde a chuva de sábado (22), ele teria que desembolsar e pagar para limpar. E foi o que ele fez.
Destaque nacional
Quem assistiu a edição do Jornal Hoje, da Rede Globo, viu Catalão sendo destaque novamente. No momento em que se divulgava o clima tempo dos estados brasileiros, a apresentadora destacou o temporal, dando destaque maior para a queda de uma construção de 700 metros, no Setor Flamboyant. Assista o vídeo abaixo.
“Rua Contorno no Copacabana, moradores solicitam instalação de lombada”
Os moradores da rua do Contorno, no Setor Copacabana, estão reclamando da falta de uma lombada na rua, pois segundos os moradores, a via está parecendo mais uma pista de corrida, devido ao excesso de velocidade dos condutores que trafegam pela rua. Segundo uma moradora, já foi feito mais de três ofícios, os quais foram encaminhados a Superintendência Municipal de Trânsito de Catalão (SMTC) para que seja instalado a lombada, mas até hoje não foram atendidos.
Iluminação
Outra grande reclamação é a quantidade de lâmpadas queimadas no setor, assunto já abordado aqui e que se segue sem ser solucionado.
“Rua 08, no bairro Teotônio Vilela”
A mesma reivindicação por troca de lâmpadas é feita por moradores dos moradores da rua oito, no bairro Teotônio Vilela, próximo a Escola Municipal Nilza Aires, que a um bom tempo estão no escuro.
“Acidente entre dois veículos aconteceu na GO 330 entre Catalão/Ouvidor”
O acidente aconteceu na noite de sábado (22), por volta das 19h, onde uma Toyota Hillux, saiu captou após se envolver em uma saída de pista com uma Van. Segundo o Tenente Franco do CBM, equipes foram designadas para atendimento do acidente, porém apenas um condutor de um dos veículos estava no local, mas sem apresentar ferimentos aparentes, recusando atendimento da equipe de resgate do Corpo de Bombeiros. Já o outro condutor não se encontrava no local.
PM registra tentativa de homicídio
Neste final de semana, a Polícia Militar registrou uma tentativa de homicídio, ocorrida no bairro São João, onde segundo informações do Tenente Silva, onde um homem tentou tirar de uma mulher.
O tenente Silva também deu destaques para outras ocorrências de lesões corporais e outra de furto de uma motocicleta. Ouçam entrevista.
“Tenente Silva”
Corpo de Bombeiros tiveram bastante trabalho por decorrência das fortes chuvas
Já por parte do Corpo de Bombeiros, vários atendimentos após a forte chuva que caiu no último sábado (22), entres elas, a de um senhor que caiu dentro de uma fossa, que cedeu no memento da chuva de sábado, na avenida José Marcelino, no bairro Castelo Branc. O Sargento Franco do 10º BBM, destacou também inúmeras ocorrências de trânsito. Ouçam entrevista abaixo.
Fora de cena, sem participação nas eleições deste ano e aparentemente sem ambições políticas, registrado na história por um governo regular, o ex-governador Alcides Rodrigues (ex-PP, hoje no PSB) teve as contas de 2010 aprovadas por unanimidade pela Assembleia Legislativa na última quarta-feira.
Seria uma votação de rotina não fosse o barulho que se fez em 2011 por conta desse balanço de 2010. E ainda a demora nesse julgamento na Assembleia.
Para quem não se lembra, vale refrescar a memória. As contas de 2010 tiveram relatório favorável à rejeição em decisão inédita do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO), por 5 votos a 1, em maio de 2011, mesmo período em que a Assembleia criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os problemas financeiros do Estado, chamada de “CPI do Rombo”.
O TCE apontou cinco irregularidades – nenhuma muito diferente do que já havia ocorrido em governos anteriores -, como não pagamento dos salários do funcionalismo no último mês do mandato, descumprimento de metas fiscais e não aplicação de 0,25% da receita em pesquisa agropecuária.
Foi um alvoroço que durou quase um ano, com acusações de déficits gigantescos e discursos de terra arrasada. Ao fim, a CPI entregou relatório favorável à rejeição das contas e, em abril de 2012, a Comissão de Finanças, Tributação e Orçamento do Legislativo seguiu a posição do TCE, também a favor da rejeição.
Desde então, o processo não andou. Ficou à espera das conveniências políticas do grupo governista, a saber se Alcides registraria candidatura, se participaria da campanha, se ressuscitaria os ataques ao governador Marconi Perillo (PSDB). Nada disso aconteceu e os mesmos deputados que defenderam a rejeição das contas antes agora relevaram as “graves infrações” apontadas.
Os mesmos conselheiros que defenderam o endurecimento do tribunal diante de recorrentes ilegalidades, com uma mudança de postura justamente no julgamento das contas de 2010, posteriormente recomendaram aprovação das contas de 2012 de Marconi com oito ocorrências de irregularidades e 12 recomendações ao governo.
Para aprovar os relatórios das contas de Marconi de 2011 a 2013, incluindo aquele das amplas ressalvas de 2012, era preciso julgar as contas engavetadas de 2010. E, além do fato de Alcides ter sumido da cena política e não ser mais uma pedra no sapato do tucano, como foi nos anos em que governou o Estado, a oposição, mesmo sendo minoria, prometia barulho em relação às contradições no julgamento das duas contas.
Não valia a pena rejeitar contas de Alcides a essa altura porque ele não apresenta ameaça nem está mais no alvo. Agora os alvos são outros. A exemplo do ex-candidato ao governo Antonio Gomide (PT), que teve as contas de 2010 à frente da prefeitura de Anápolis julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), quatro dias antes das eleições em primeiro turno e que pode, por isso, ficar inelegível por oito anos.
Que a Assembleia faça o jogo político é natural. Mas os dois pesos e duas medidas, o estica e puxa de prazos por conveniência, a revisão de regras e as mudanças de postura dos tribunais de contas pegam muito mal para uma instituição que deveria primar pela fiscalização e pelo julgamento de contas conforme “parâmetros técnicos, conforme disposição de normas constitucionais e legais”, como estabelece a Constituição.
“É melhor deixar na conta da Assembleia Legislativa o julgamento político”, alertou o ex-conselheiro Carlos Leopoldo Dayrell durante julgamento das contas de Alcides de 2010. Foi o único voto contrário à rejeição. Se tivessem seguido o conselho do ex-colega, não ficaria tão feio para o TCE essa decisão da Assembleia.
De qualquer forma, é preciso parar de ver com naturalidade essas artimanhas dos tribunais. Além de serem alvos de dezenas de denúncias de ilegalidades e de questionamentos em relação à nomeação dos conselheiros, ainda entram no jogo político de forma muito escancarada e sem nenhum constrangimento.
As indicações políticas e as práticas ultrapassadas nos tribunais – não só em Goiás, mas em todo o País – continuam sendo um grave problema ao bom funcionamento das instituições. É uma mudança que precisa ser defendida pela população, da mesma forma como se fala tanto na reforma política.
“Sem lugar de escoamento, água da chuva adentrou estabelecimento comercial”
Nossa reportagem recebeu na tarde de hoje, fotos da situação que ficou o Catalão Shopping durante a forte chuva deste último sábado. A água invadiu o hall de entrada e acabou inundando algumas lojas e até um supermercado.
“Água acumulada na via causo dano aos trilhos, nas proximidades ao Shopping”
Outra situação de risco é com relação aos trilhos do Trem de Ferro, que ficou danificado após a forte chuva. Os comerciantes pedem que algumas medidas sejam tomadas por parte das autoridades competentes, para que se evite os transtornos durante o período chuvoso, que apenas começou.