2 de dezembro de 2015

Os perigos das seis barragens de rejeitos das duas mineradoras de Catalão

Escrito por: Badiinho Filho/Com informações da matéria da TV Anhanguera/Catalão GO

Fotos: Reprodução 

Distrito de Bento Rodrigues devastado pela lama após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais. Foto:Corpo de Bombeiros/MG
Distrito de Bento Rodrigues devastado pela lama após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana MG. Foto:Corpo de Bombeiros/MG

Os brasileiros acompanharam pela imprensa nacional uma das maiores tragédias ambientais ocorrida em nosso país, provocado pelo rompimento da barragem de fundão da empresa Samarco de propriedade da Vale e a Anglo Australiana BHP. O rompimento causou a destruição do distrito de Bento Rodrigues, em Marina MG na tarde do dia 05 de novembro.

O rompimento da barragem provocou não somente mortes e destruição das casas de Bento Rodrigues, causou prejuízos ambientais incalculáveis, e talvez em alguns locais irreparáveis. Basta fazer a busca pelo Google, para encontrar o sofrimento da população de Bento Rodrigues, Mariana MG e algumas cidades do Espirito Santo, como o desabastecimento de água potável em Colatina, cidade de mais de 120 mil habitantes, provocada pela poluição do Rio Doce, que provou a morte de toneladas e toneladas de peixes. A lama tóxica da barragem chegou até o oceano no litoral capixaba.

O risco em Catalão

Rpresas de rejeito II
Na região de Catalão e Ouvidor exitem seis barragens de rejeitos das duas mineradoras (Foto: TV Anhanguera Catalão GO)

Há mais de 10 anos atrás umas das seis barragens de rejeito das mineradoras de Catalão se rompeu depois de não suportar a intensidade das chuvas e rompeu, a lama de rejeito desceu inundando fazendas, provocando ferimentos em um homem por ter sido arrastado pela correnteza. Na região de Catalão e Ouvidor exitem seis barragens de rejeitos das duas mineradoras, as quais depositam os produtos descartados no processo de produção de fosfato e nióbio.

Na semana passada a TV Anhanguera de Catalão, afiliada da Rede Globo, mostrou o rastro de destruição provocado pelo rompimento da barragem, fazendo com que a inundação chegasse a 100 metros do leito do córrego mais atingido, arrancando a mata exiliar, matando peixes, destruição de lavouras, casas ficaram submersas. Segundo a reportagem da emissora, cerca de 200 famílias vivem próximas as barragens de rejeito e em caso de rompimentos, os moradores estão na rota de inundação. Assim como o desastre em Marina MG, não foi divulgado as consequências do maior desastre ambiental de nossa região. 

Barragem estourada
Há mais de 10 anos atrás umas das seis barragens de rejeito das mineradoras de Catalão se rompeu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera Catalão GO)

O Corpo de Bombeiros inspecionam todas as barragens de rejeito da região, o trabalho é preventivo e realizado uma vez por ano. “Vários aspectos são inspecionados, o potencial de risco, e a finalidade dela”. Major Warley Martins, comandante do 10º BBM em Catalão, o qual disse também em entrevista à TV Anhanguera, que devido a estrutura ser considerada muito mais técnica, e a avaliação técnica foge da competência do Corpo de Bombeiros, pois não possuem técnicos capacitados para avaliar a estrutura da barragem. O Corpo de Bombeiros disse também que a inspeção deve ser feita pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Procurados para saber quando foi feito a última vistoria nas barragens de Catalão, o DNPM não respondeu a solicitação da TV.

A produção também disse que entrou em contato com as duas mineradoras, as quais a Anglo American não quis se pronunciar, apenas a Vale Fertilizantes afirmou que a estrutura da barragem está dentro das normas exigidas pela lei, e disse ainda que deu entrada na Defesa Civil de Catalão a um plano de atendimento a emergências, mas o que assistimos na tragédia de Mariana MG é que a fiscalização e acompanhamento dessas barragens é ineficiente é completamente ineficiente.