InícioOperação Cash Delivery: após ação da PF em endereços...
- Anúncio -

Operação Cash Delivery: após ação da PF em endereços de Marconi Perillo, Governo de Goiás anuncia troca na presidência da Agetop

Preso em operação da PF, Jayme Rincon deixa presidência da Agetop — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

O Governo de Goiás informou na tarde desta quarta-feira (3) que fez uma mudança na direção da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). O atual Procurador-Geral do Estado, Luiz Cesar Kimura, assumirá à presidência no lugar do então comandante, Jayme Rincón, responsável também pela coordenação da campanha do atual governador, Zé Eliton (PSDB), candidato à reeleição, e que foi preso há menos de uma semana durante a deflagração da Operação Cash Delivery.

A ação deteve ainda outras quatro pessoas e fez buscas em endereços do ex-governador de Goiás e atual candidato ao senado, Marconi Perillo (PSDB). Na ocasião, mais de R$ 1 milhão foi apreendido.

- Anúncio -

No comunicado do Gabinete de Imprensa, consta que, após convite de Zé Eliton, Kimura “assume amanhã [quinta-feira, 4] a presidência da Agetop”. Por sua vez, o procurador Murilo Nunes Magalhães passa a comandar a PGE.

Ainda conforme a nota, “os decretos de nomeações serão publicados amanhã no Diário Oficial do Estado”.

- Advertisement -

Em sua audiência de custódia Jayme Rincón disse que se mantinha na presidência da Agetop, embora tivesse anunciado afastamento para poder coordenar a campanha de Zé Eliton.

O site G1 Goiás, que publicou a notícia, disse que entrou em contato com as assessorias de imprensa do Governo de Goiás e da Agetop, por email, às 12h35 desta quarta-feira (3) e aguarda retorno.

Dinheiro apreendido com motorista de Jayme Rincon na operação Cash Delivery — Foto: Reprodução

 

Prisões

Cinco pessoas foram presas durante a operação, deflagrada na última sexta-feira (28). Além dele, Márcio Garcia de Moura – policial militar e motorista de Rincón – tiveram a prisões temporárias convertidas em preventivas, ou seja, por tempo indeterminado.

Já nos do empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e do engenheiro civil e filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincón, a prisão temporária foi prorrogada por mais cinco dias.

Somente o advogado Pablo Rogério de Oliveira foi solto.

Todos os envolvidos sempre negaram envolvimento com o suposto esquema criminoso. A operação investiga o recebimento de propina de R$ 12 milhões durante as duas últimas gestões de Perillo à frente do governo do estado, em troca de favorecer empreiteiras em contratos.

No pedido para autorização dos mandados, a PF afirmou que não solicitou a prisão de Perillo por causa da lei eleitoral. A legislação determina que candidatos não podem ser presos 15 dias antes do pleito, a não ser em flagrante. Esse prazo começou a contar no dia 22 de setembro.

A Polícia Federal convocou o ex-governador para prestar esclarecimentos sobre as investigações. Porém, a defesa pediu que isso acontecesse após as eleições. Durante a operação, os celulares de Marconi Perillo e da esposa, além do computador da filha, foram apreendidos.

Tabela que mostra supostos repasses de propina ao ex-governador Marconi Perillo — Foto: Reprodução/TV Globo

Investigações

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Perillo, quando ainda era senador e depois como governador, pediu e recebeu propina para favorecer a Odebrecht em contratos e obras. Os valores, segundo as investigações, foram de R$ 2 milhões em 2010 e R$ 10 milhões em 2014.

Na denúncia, Marconi Perillo é citado como líder do esquema. Jayme Rincón é apontado como braço-direito do ex-governador, responsável pela entrega do dinheiro solicitado pelo político. O filho de Jayme, Rodrigo Rincón, teria colaborado diretamente com o recebimento do dinheiro, tendo sido beneficiário de parte dos pagamentos.

Além disso, os policiais militares Sergio Rodrigues de Souza (falecido) e Márcio Garcia de Moura teriam transportado o dinheiro conforme pedidos de Marconi, assim como Pablo Rogério de Oliveira e Carlos Alberto Pacheco Junior.

Ao todo, foram cumpridos 14 de busca e apreensão. A ação ocorreu em cinco cidades – Goiânia (GO), Pirenópolis (GO), Aruanã (GO), Campinas (SP) e São Paulo (SP). Foram apreendidos R$ 80 mil na casa de Jayme Rincón. Outros R$ 940.260, na casa do motorista dele.

De acordo com as investigações, a propina era entregue em dinheiro em espécie e transportada em malas e mochilas. O MPF apontou que houve ao menos 21 entregas do dinheiro irregular em 2014 feitas a mando da Odebrecht para favorecer Perillo.

Também segundo o MPF, os indícios colhidos nas apurações mostram que Perillo atuava como chefe do grupo e Rincón era braço direito dele.

Foto de arquivo de 12/06/2012 de Marconi Perillo durante depoimento no Senado, em Brasília — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Escrito por: Redação/Fonte: G1-Goiás

Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

- Anúncio -

Inscreva-se para Ficar por Dentro das Novidades!

spot_img

- Anúncio -

spot_img

- Anúncio -

spot_img

- Anúncio -

- Anúncio -

- Anúncio -

- Anúncio -

spot_img

- Anúncio -