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Presidente da Goinfra explica desapropriações da GO-330 em Catalão e destaca critérios técnicos e legais

Eliane Simonini defende as desapropriações da duplicação da GO-330, reforça diálogo com moradores e garante continuidade da obra entre Catalão e Ipameri. Fotomontagem: Blog do Badiinho

A presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Eliane Simonini, afirmou que o órgão mantém diálogo permanente com os proprietários atingidos pelas desapropriações necessárias para a duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri. A declaração ocorreu durante entrevista concedida à Rádio Cultura após a manifestação promovida por moradores e produtores rurais na última semana.

Segundo Eliane Simonini, a duplicação da rodovia representa uma obra estratégica para o desenvolvimento da região. Além disso, ela destacou que a Goinfra conduz todo o processo com base em critérios técnicos e legais. Ao mesmo tempo, reconheceu os impactos enfrentados pelos moradores e garantiu que a agência continua aberta ao diálogo.

Goinfra detalha situação das desapropriações

De acordo com a presidente, a obra prevê 46 desapropriações ao longo do trecho. Atualmente, a equipe da Goinfra já concluiu 22 processos administrativos. Além disso, nove proprietários seguem em fase de negociação e podem chegar a um acordo. Por outro lado, 15 ainda demonstram insatisfação com os valores apresentados e avaliam recorrer ao Poder Judiciário.

Eliane ressaltou que já recebeu representantes dos moradores em mais de uma ocasião. Da mesma forma, reafirmou que novas reuniões podem acontecer sempre que houver necessidade.

Avaliações seguem critérios técnicos

Ao comentar os questionamentos sobre os valores das indenizações, a presidente explicou que equipes especializadas realizam estudos detalhados de cada imóvel. Para isso, os técnicos analisam fatores como localização, relevo, benfeitorias, construções existentes e demais características das propriedades.

Além disso, Eliane destacou que a desapropriação segue regras específicas previstas na legislação. Por essa razão, o processo não funciona como uma negociação imobiliária convencional. Ainda assim, os proprietários podem apresentar documentos e informações que contribuam para uma nova análise dos laudos.

Presidente descarta audiência pública

Durante a entrevista, representantes dos moradores solicitaram a realização de uma audiência pública em Catalão. No entanto, Eliane afirmou que a legislação não prevê esse procedimento para processos de desapropriação.

Mesmo assim, a presidente garantiu que continuará recebendo os proprietários e suas comissões. Dessa forma, a Goinfra pretende analisar cada situação individualmente e buscar soluções dentro dos limites legais.

Obra seguirá normalmente

Por fim, Eliane Simonini reafirmou que a duplicação da GO-330 continuará avançando. Segundo ela, o projeto possui todas as licenças necessárias e atende às exigências ambientais e jurídicas.

Além disso, a presidente informou que a agência já iniciou os trâmites para efetuar os pagamentos referentes aos acordos firmados. Enquanto isso, as equipes seguem trabalhando para garantir o andamento da obra e manter o diálogo com os proprietários atingidos.

“Estamos de portas abertas para conversar quantas vezes forem necessárias. Entretanto, a obra precisa avançar porque representa desenvolvimento para toda a região”, afirmou Eliane Simonini.

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