5 de outubro de 2015

Em Catalão, mobilização contra as demissões continua

Escrito por: Juliana Barbosa/Assessoria de Imprensa SIMECAT

Foto: Comunicação/SIMECAT

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Nesta segunda-feira (05), o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) continua comandando movimentos de protesto contra a demissão em massa ocorrida na Mitsubishi. Na última sexta-feira, a montadora desligou cerca de 400 trabalhadores sem comunicar previamente ou negociar outra alternativa com o Sindicato. No mesmo dia, os metalúrgicos demitidos realizaram um ato de protesto na BR-050.

Durante esta manhã, o SIMECAT realizou na porta da fábrica uma assembleia com a participação de demitidos, ativos e a comunidade. O movimento contou com o apoio de dirigentes sindicais de diversas partes do País. Os portões permanecem interditados ao longo do dia.

Já às 14h30 haverá uma audiência entre o Sindicato e a Mitsubishi com mediação da Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT). A tentativa será de reverter as demissões. Em acordo feito anteriormente, os metalúrgicos tinham garantia de emprego até 31 de outubro. “Não aceitamos a forma como a Mitsubishi agiu. Ela infringiu o acordo e também não nos chamou para conversar. Isso é injusto e uma falta de respeito com o trabalhador”, exclama o presidente do SIMECAT Carlos Albino. A audiência será realizada no prédio da Vara do Trabalho de Catalão, no Centro.

No final da tarde, às 17 horas, o Sindicato também vai realizar uma caminhada em favor do emprego e do Brasil. A concentração será no Posto JK e depois deve percorrer as principais ruas da cidade. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para essa situação que vai refletir negativamente em todos os setores. Mais de 1 milhão de reais poderá deixar de circular na cidade. “Cadê a responsabilidade da Mitsubishi com a cidade?”, questiona Albino.

A demissão em massa ocorreu logo após o lançamento da Campanha Salarial, feito no dia 30 de setembro. Essa é a segunda demissão em massa, em pouco mais de três meses. Em julho, a montadora demitiu cerca de 180 funcionários. Através de um acordo, o SIMECAT conseguiu a reintegração de alguns portadores de deficiência. Para os demitidos, o Sindicato conquistou um abono de R$ 3 mil, a prorrogação do vale alimentação por dois meses e cursos gratuitos no Senai.