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Ginecologista investigado por estuprar pacientes é preso em Goiás

Vinte mulheres denunciam ginecologista preso por abusos em Goiás - Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (23), o ginecologista Marcelo Arantes, investigado por estuprar pacientes em Goiânia e Senador Canedo. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo cumpriu o mandado de prisão preventiva.

Ao todo, 20 mulheres denunciaram o médico por abusos cometidos em clínicas onde ele atendia. Dessas, 12 vítimas foram identificadas em Senador Canedo.

Denúncias começaram em 2017

A primeira denúncia surgiu em 2017, em Senador Canedo. Em seguida, outro caso foi registrado em Goiânia, em 2020. Já os demais crimes teriam ocorrido entre 2025 e 2026, nas duas cidades.

Segundo as vítimas, o médico cometia os abusos durante consultas, após conquistar a confiança delas. Assim, a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, afirma que o comportamento do investigado apresenta características de um “predador sexual”.

Conselho suspendeu atuação do médico

Dessa forma, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) suspendeu, no dia 16 de abril, o direito de atuação do profissional. Inicialmente, cinco mulheres formalizaram denúncias de abuso sexual durante consultas.

Marcelo Arantes atua como ginecologista há mais de 20 anos e é especializado em reprodução humana. Após a divulgação da identidade e da foto do médico, autorizada pela Polícia Civil, o número de denúncias aumentou de cinco para 20.

Casos investigados

Relatos das vítimas

Em um dos casos, a vítima afirmou que levou a filha para acompanhá-la durante a consulta, na tentativa de evitar abusos. Porém, mesmo assim, segundo a delegada, o médico não se intimidou e praticou atos libidinosos.

Defesa critica exposição do caso

Antes da prisão, o advogado Rodrigo Lustosa criticou o que chamou de “linchamento moral” contra o cliente. Pois, ele afirmou que a exposição do caso na mídia desrespeita princípios do direito.

Além disso, o defensor declarou que “a simples narrativa de um fato não significa que ele tenha acontecido ou que tenha ocorrido exatamente como relatado”.

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