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Caiado firma acordo com EUA e coloca Goiás no centro global dos minerais críticos

Governador Ronaldo Caiado assina memorando com o governo dos EUA visando ampliar produção de alta tecnologia de minerais críticos em Goiás. Foto: Lucas Diener

O governador Ronaldo Caiado assinou, na quarta-feira (18), em São Paulo, um Memorando de Entendimento (MOU) com o governo dos Estados Unidos voltado à exploração e desenvolvimento de minerais críticos. O acordo fortalece a cooperação entre as duas partes e projeta Goiás no cenário internacional como referência em recursos estratégicos.

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Segundo Caiado, o documento representa um marco histórico para o estado. “Esse é o acordo mais importante que Goiás já assinou do ponto de vista geoeconômico”, afirmou.

Parceria para tecnologia e valor agregado

Caiado assina memorando com os EUA e coloca Goiás no centro da disputa global por minerais estratégicos. Foto: Lucas Diener

A proposta vai além da extração mineral. O objetivo é impulsionar pesquisa, inovação e industrialização no estado. Dessa forma, Goiás busca deixar de ser apenas exportador de matéria-prima e passar a produzir tecnologia e produtos de maior valor agregado.

Além disso, o acordo prevê cooperação com universidades, centros de pesquisa e empresas privadas. A intenção é avançar no processamento de terras raras — minerais essenciais para setores como tecnologia, energia limpa e defesa.

Caiado destacou que o estado quer acompanhar países que já dominam essa tecnologia, como China e Japão, e, ao mesmo tempo, se beneficiar do conhecimento técnico dos Estados Unidos.

Cinco eixos de cooperação

Parceria com os Estados Unidos impulsiona Goiás na cadeia global de minerais críticos e tecnologia. Foto: Lucas Diener

O memorando estabelece cinco áreas principais de atuação. Primeiro, o mapeamento do potencial mineral de Goiás, com apoio técnico e pesquisas conjuntas. Em seguida, a criação de um mercado mais aberto e transparente, capaz de atrair investimentos internacionais.

Outro ponto importante é o fortalecimento do ambiente regulatório, com regras mais claras e competitivas. Além disso, o acordo inclui capacitação técnica e científica, aproximando governo, universidades e empresas.

Por fim, o eixo mais ambicioso prevê a instalação, em Goiás, de toda a cadeia produtiva dos minerais críticos. Isso inclui desde o processamento até a fabricação de produtos como ímãs de alta tecnologia.

Incentivos e base legal

O avanço do setor conta com a Lei Estadual nº 23.597/2025, que criou mecanismos para atrair investimentos. Entre eles estão as Zonas Especiais de Minerais Críticos (ZEMCs) e o Fundo de Desenvolvimento de Minerais Críticos (FEDMC).

Além disso, o governo pode conceder incentivos fiscais e simplificar processos administrativos para projetos que gerem empregos e promovam transferência de tecnologia. No entanto, todas as iniciativas devem respeitar critérios ambientais e sociais.

Goiás ganha destaque internacional

Acordo histórico pode transformar Goiás em polo industrial de terras raras e atrair bilhões em investimentos. Foto: Lucas Diener

O acordo ocorre em meio à crescente disputa global por minerais críticos, fundamentais para a transição energética e o avanço tecnológico. Nesse cenário, os Estados Unidos buscam diversificar fornecedores, e o Brasil surge como parceiro estratégico.

Goiás, por sua vez, ganha protagonismo. O estado já abriga a única operação comercial de terras raras do país, localizada em Minaçu, pela mineradora Serra Verde, que conta com financiamento norte-americano.

Além disso, novos investimentos avançam em outras regiões. Em Nova Roma, o setor deve receber cerca de R$ 2,8 bilhões, com geração de milhares de empregos. Já em Iporá, há previsão de investimentos de R$ 550 milhões para exploração mineral.

Participação em fórum internacional

Caiado também participou do Fórum EUA-Brasil sobre Minerais Críticos, realizado em São Paulo. O evento reuniu autoridades, empresários e representantes do governo norte-americano.

Durante o encontro, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a importância do acordo. Segundo ele, o Brasil tem a oportunidade de, pela primeira vez, desenvolver toda a cadeia produtiva dos minerais dentro do próprio território.

“Vamos deixar de exportar apenas matéria-prima e passar a produzir tecnologia e produtos finais”, afirmou.

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