A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da 2ª Delegacia Distrital de Polícia (2ª DDP) de Catalão, vinculada à 9ª Delegacia Regional de Polícia (9ª DRP), cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o blogueiro Elias Pires Monteiro, de 39 anos.
Ele é investigado, em tese, pelos crimes previstos no artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável) e no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (armazenamento de material pornográfico envolvendo criança ou adolescente).
Investigação e primeiras diligências
As investigações começaram no dia 13 de março de 2026, quando a Polícia Civil realizou diversas diligências. Na ocasião, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e aplicaram medidas cautelares contra o investigado.
Essas ações ocorreram após representação da autoridade policial e autorização do Poder Judiciário. Posteriormente, com o avanço das investigações e a coleta de novos elementos informativos, a Polícia Civil solicitou novamente medidas judiciais.
Diante dos indícios reunidos, o Judiciário decretou a prisão preventiva do investigado.
Posição de confiança para se aproximar das vítimas
De acordo com a investigação, o suspeito exercia função de liderança de jovens em uma instituição religiosa no município de Catalão. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava essa posição de confiança e ascendência moral para se aproximar de crianças e adolescentes.
Inicialmente, o investigado estabelecia vínculos emocionais com as vítimas. Depois, evoluía o contato para condutas de natureza sexual.
Material encontrado em celular
Durante as diligências, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Na ação, apreenderam um aparelho celular que passou por análise pericial.
A perícia identificou vídeos, fotografias e conversas de conteúdo sexual envolvendo uma vítima menor de idade à época dos fatos. Além disso, os investigadores encontraram outros elementos que indicam a possível reiteração das condutas investigadas.

Identificação de várias vítimas
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil identificou diversas vítimas, todas menores de idade na época dos fatos.
Os relatos apontam um padrão de atuação caracterizado por aliciamento, manipulação psicológica e abuso da confiança das vítimas e de seus familiares.
Segundo os investigadores, o suspeito utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para iniciar contato com as vítimas. Gradualmente, ele levava as conversas para conteúdos íntimos.
Ademais, algumas vítimas relataram episódios de abuso presencial.
Gravidade das condutas
De acordo com a Polícia Civil, o caso apresenta gravidade concreta devido à pluralidade de vítimas, ao modus operandi reiterado e ao risco de reiteração criminosa.
Outro fator considerado foi a facilidade de acesso do investigado a menores por meio de plataformas digitais.
Além disso, os investigadores constataram que o suspeito mantinha armazenado material pornográfico envolvendo menor de idade em dispositivo pessoal. Esse tipo de crime possui natureza permanente, o que evidencia a contemporaneidade dos fatos.
Divulgação da imagem para identificar novas vítimas
O Poder Judiciário também autorizou a divulgação da imagem e da identidade do investigado. A decisão possui caráter excepcional e tem como objetivo possibilitar a identificação de outras possíveis vítimas.
Segundo a Polícia Civil, crimes dessa natureza costumam envolver silêncio, medo e vulnerabilidade por parte das vítimas.

Fundamentação legal da divulgação
A divulgação ocorre exclusivamente para fins investigativos e de proteção. A medida busca incentivar que eventuais vítimas procurem as autoridades e contribuam para o esclarecimento completo dos fatos.
A providência possui respaldo na Lei nº 13.869/2019, na Portaria Normativa nº 02/2020/DGPC e na Portaria nº 547/2021/DGPC.
Compromisso da Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás reafirmou o compromisso com o combate rigoroso aos crimes contra crianças e adolescentes. Segundo a corporação, esse tipo de conduta recebe tratamento prioritário, com investigação aprofundada e responsabilização dos autores.


