O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado afirmou neste sábado (16) que um dos maiores desafios de sua pré-campanha é ampliar o nível de conhecimento do eleitorado brasileiro sobre seu nome.
Durante entrevista concedida à Rádio 94 FM, em Dourados (MS), Caiado citou dados da mais recente pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, ele ainda é desconhecido por 53% da população brasileira. Por isso, o governador afirmou que pretende intensificar agendas e ampliar sua presença em diferentes regiões do país.
“Estamos construindo palanques em todos os Estados do Brasil e consolidando apoios importantes. Além disso, estamos fortalecendo nossa presença no Sul e no Sudeste. O Centro-Oeste já me conhece mais, mas o desafio agora é fazer com que o restante do país conheça o Caiado”, declarou.
Segurança e educação como vitrines
Durante a entrevista, Caiado destacou áreas da gestão em Goiás que pretende apresentar nacionalmente ao longo da pré-campanha. Entre os principais pontos citados estão os resultados na segurança pública, alfabetização infantil e combate ao crime organizado.
Além disso, o governador ressaltou a política de atração de investimentos para Goiás. Segundo ele, o Estado conseguiu ampliar a geração de empregos e fortalecer setores produtivos nos últimos anos.
Ao mesmo tempo, Caiado voltou a criticar pontos da reforma tributária aprovada no país. De acordo com ele, o modelo poderá prejudicar estados do Centro-Oeste, especialmente aqueles com forte produção agropecuária e industrial.
“Pretendo rever pontos da reforma tributária que retiram cada vez mais recursos dos estados produtores para beneficiar estados que não têm o mesmo potencial produtivo”, afirmou.
Defesa de mais autonomia para estados
Outro tema defendido por Caiado foi a descentralização administrativa. Segundo o governador, uma eventual gestão presidencial teria como foco ampliar a autonomia de estados e municípios.
Ainda durante a entrevista, o pré-candidato afirmou que pretende reduzir a concentração de decisões em Brasília. Com isso, os estados teriam mais liberdade para legislar e administrar políticas regionais.
“A ideia de ‘menos Brasília e mais Brasil’ será colocada em prática. Quero dar mais poderes para que os estados tenham maior liberdade para legislar sobre suas próprias matérias”, concluiu.



