Uma das principais mudanças no cadastro de empresas no Brasil entra em vigor a partir de julho de 2026. A Receita Federal passará a emitir novos CNPJs com letras e números, substituindo o modelo composto apenas por números. Apesar da novidade, a principal informação para os empresários é tranquilizadora: quem já possui empresa aberta não precisará alterar o CNPJ.
Como será o novo CNPJ
O novo formato mantém os 14 caracteres já conhecidos. No entanto, as 12 primeiras posições poderão combinar letras e números. Apenas os dois dígitos verificadores finais continuarão sendo exclusivamente numéricos.
A Receita Federal adotou a mudança por meio de instrução normativa para ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novos registros. Assim, a medida responde ao crescimento contínuo do número de empresas no país.
Empresas devem adaptar os sistemas
Segundo o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), a mudança é técnica, mas exige atenção das empresas. Sistemas de gestão, emissão de notas fiscais, cadastros, plataformas financeiras e ERPs precisarão reconhecer tanto os CNPJs exclusivamente numéricos quanto os novos CNPJs alfanuméricos.
“O empresário não precisa se preocupar em trocar o CNPJ da sua empresa. Quem já está formalizado continuará utilizando o mesmo número normalmente. O maior desafio está na adaptação tecnológica dos sistemas utilizados pelas empresas e pelos escritórios de contabilidade, para que eles consigam processar corretamente os dois formatos sem gerar falhas em cadastros, emissão de documentos fiscais ou obrigações acessórias”, explica o presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro.
Orientação é buscar apoio da contabilidade
O CRCGO orienta os empresários a conversarem com seus contadores e verificarem junto aos fornecedores de softwares se as atualizações necessárias já foram concluídas ou estão em andamento.
A recomendação vale, principalmente, para empresas que utilizam sistemas de emissão de notas fiscais, integração bancária, faturamento, folha de pagamento e gestão financeira.
Marcelo Cordeiro ressalta que a contabilidade terá papel fundamental durante o período de transição.
“O contador será o principal aliado das empresas nesse processo. Além de acompanhar as mudanças promovidas pela Receita Federal, ele poderá orientar sobre eventuais adequações nos sistemas e ajudar a prevenir problemas operacionais. Trata-se de uma modernização importante do cadastro nacional das empresas, e uma boa preparação garante que essa mudança aconteça de forma tranquila.”
Dois formatos vão coexistir
Embora a Receita Federal passe a emitir os novos CNPJs a partir de julho, os dois formatos deverão coexistir por tempo indeterminado. Por isso, a prioridade agora é garantir que todos os sistemas aceitem tanto os CNPJs apenas numéricos quanto aqueles que passam a incluir letras, evitando falhas nas operações das empresas.





