Um homem de 38 anos suspeito de cometer o feminicídio da trancista Luana Carolina de Paulo Melo, de 27 anos, foi preso na madrugada desta terça-feira (24), em Goiânia (GO), após uma força-tarefa que durou cerca de 26 horas e mobilizou equipes das polícias militares de Minas Gerais e de Goiás.
O crime ocorreu no domingo (22), no bairro Brasília, em Araguari (MG). Dessa forma, desde as 21h35 do mesmo dia, policiais do 53º Batalhão da Polícia Militar e do Grupo Especializado em Recobrimento (GER), com apoio dos setores de inteligência, iniciaram diligências ininterruptas para identificar e localizar o autor.
Fuga para outro estado e prisão
Durante as buscas, por volta das 15h de segunda-feira (23), os militares descobriram que o suspeito havia fugido para Goiânia. Assim, a partir das informações repassadas, a Polícia Militar de Goiás deu continuidade à operação, mobilizando equipes táticas e de inteligência.
O homem foi localizado e preso por volta da 1h da madrugada de terça-feira (24). No momento da abordagem, ele confessou o crime e foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil de Goiás, onde foram adotadas as providências legais.
Assim, a prisão ocorreu menos de 30 horas após o assassinato.
Vítima foi atraída para emboscada

O corpo de Luana foi encontrado na noite de domingo dentro da casa de um conhecido, na Rua Corumbá. A jovem apresentava sinais de violência sexual e marcas de enforcamento no pescoço.
Segundo a apuração policial, ela teria sido atraída até o local após o suspeito dizer que havia encontrado uma bolsa com pertences que a vítima havia perdido semanas antes.
Após o crime, o homem fugiu levando o celular e a motocicleta de Luana. Porém, até o momento, não há confirmação se os objetos foram recuperados.
“Amor platônico” não correspondido
De acordo com familiares da vítima, o suspeito teria comentado com conhecidos que nutria um “amor platônico” por Luana, sentimento que, segundo eles, nunca foi percebido por ela.
Ação integrada
Assim, a captura do autor só foi possível graças à troca de informações entre as forças de segurança dos dois estados, que atuaram de forma coordenada desde o momento da descoberta do crime.
Portanto, o caso segue sob investigação para a conclusão do inquérito e esclarecimento de todos os detalhes.

