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Especialista Dr. Nicolau Abrahão destaca a importância do exame oftalmológico ainda no primeiro ano de vida

O médico oftalmologista, Dr. Nicolau Zacharias Abrahão, em entrevista traz um alerta sobre cuidados com a visão desde os primeiros meses e os riscos do uso excessivo de telas na infância. Foto: Badiinho Moisés

A saúde dos olhos na infância e na adolescência exige atenção constante, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a visão ainda está em formação. Durante entrevista à Rádio Cultura de Catalão, o oftalmologista Dr. Nicolau Zacharias Abrahão Filho, do Instituto de Olhos de Catalão, explicou que o bebê já nasce enxergando, porém de forma bastante limitada.

Segundo o médico, nos primeiros dias de vida a criança enxerga melhor a curta distância, focando principalmente o rosto dos pais. Com o passar dos meses, a visão evolui gradualmente. Aos dois meses, o bebê já acompanha objetos com os olhos. Entre três e quatro meses, começa a distinguir cores e formas. Já por volta dos oito meses, a visão se aproxima da qualidade visual de um adulto.

Primeira consulta deve ocorrer ainda no primeiro ano

Além disso, o especialista reforçou a importância do teste do olhinho, que deve ser realizado logo após o nascimento. Caso o exame não identifique alterações, a primeira consulta completa com o oftalmologista deve ocorrer até o primeiro ano de vida.

Nesse período, o médico consegue identificar problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo, conhecidos como ametropias. Quando não diagnosticadas precocemente, essas alterações podem prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento da criança.

Uso excessivo de telas preocupa especialistas

Outro ponto destacado durante a entrevista foi o impacto do uso excessivo de telas na saúde ocular infantil. De acordo com Nicolau Abrahão, a exposição precoce a celulares e tablets tem contribuído diretamente para o aumento dos casos de miopia em crianças e adolescentes.

O oftalmologista alertou que a recomendação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia é zero exposição a telas até o primeiro ano de vida. Após essa fase, o tempo deve ser bastante limitado e sempre com intervalos. Para crianças maiores, o uso diário não deve ultrapassar duas horas, com pausas frequentes.

Médico oftalmologista, Dr. Nicolau Zacharias Abrahão. Foto: Divulgação

Doenças oculares mais comuns na infância

Durante a conversa, o médico também listou as principais doenças que podem atingir crianças e adolescentes. Entre elas estão alergia ocular, estrabismo, catarata congênita, glaucoma congênito, conjuntivite neonatal e o retinoblastoma, um tipo de câncer ocular que pode surgir nos primeiros anos de vida.

Segundo ele, o diagnóstico precoce faz toda a diferença e pode evitar sequelas permanentes. No caso do estrabismo, por exemplo, o uso do tampão ocular apresenta bons resultados quando iniciado antes dos sete anos de idade.

Prevenção garante qualidade de vida

Por fim, Nicolau Abrahão reforçou que cuidar da visão desde cedo é essencial para garantir qualidade de vida ao longo dos anos. Conforme destacou, a prevenção continua sendo o método mais eficaz, acessível e seguro para preservar a saúde ocular.

“O acompanhamento oftalmológico nos primeiros anos de vida influencia diretamente o aprendizado, o desenvolvimento e o bem-estar da criança”, concluiu o especialista.

Instituto de Olhos de Catalão

Foto: Divulgação

Instalado na Rua Dr. Pedro Ludovico, nº 600, no Centro, o Instituto de Olhos de Catalão atua há cerca de 40 anos. A clínica oferece consultas, exames e cirurgias, utilizando equipamentos modernos e acompanhando os avanços tecnológicos da área.

O agendamento de atendimentos ocorre pelo telefone (64) 9 8111-2007.

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