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Caso Elias Monteiro: 8 vítimas já foram ouvidas e inquérito entra na fase final em Catalão

Uma semana após a prisão do blogueiro, repór,er e editor do Portal Zap Catalão, Elias Monteiro, de 39 anos, investigado ao ser suspeito de crimes sexuais contra adolescentes, a Polícia Civil de Catalão avançou nas investigações e já ouviu oito vítimas. A informação foi confirmada pela delegada Marcela Magalhães, titular do 2º Distrito Policial.

Além disso, a delegada afirmou que a equipe deve concluir o inquérito nos próximos dias e encaminhar o caso ao Ministério Público dentro do prazo legal.

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Caso ganha novas denúncias após repercussão

Dra. Marcela Magalhães da 2ª DP, é a responsável pelas investigações. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Inicialmente, duas vítimas procuraram a polícia. No entanto, com a repercussão do caso, outras pessoas decidiram denunciar.

Assim, novas vítimas compareceram à delegacia e reforçaram a investigação. Segundo a delegada, todos os relatos seguem um padrão semelhante e envolvem adolescentes de ambos os sexos.

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Polícia encontrou provas recentes e garantiu a prisão

No início da apuração, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva, já que os fatos eram antigos. Porém, durante buscas na casa do investigado, os policiais encontraram novos elementos.

Entre as provas, a equipe identificou arquivos com conteúdo envolvendo menores armazenados em aparelhos eletrônicos. Como esse tipo de crime é permanente, a situação passou a configurar flagrante.

Diante disso, a Polícia Civil fez um novo pedido de prisão. Dessa vez, a Justiça autorizou a medida.

Investigado usava posição de liderança para se aproximar das vítimas

As investigações mostram que o suspeito atuava como líder de jovens em uma igreja. Por isso, ele tinha acesso direto aos adolescentes.

Segundo os depoimentos, ele conquistava a confiança das vítimas ao se apresentar como uma referência religiosa. Dessa forma, criava vínculos e facilitava a aproximação.

Até o momento, a Polícia Civil não identificou participação de outras pessoas no caso.

Abusos se repetiram e envolveram ameaças

Em vários relatos, as vítimas afirmaram que os abusos aconteceram mais de uma vez. Em alguns casos, os crimes ocorreram quando elas tinham menos de 14 anos.

Nesse contexto, a lei considera a violência presumida, ou seja, não depende de consentimento.

Além disso, algumas vítimas relataram ameaças para manter o silêncio, inclusive com intimidações graves.

Crimes ainda podem gerar condenação

Apesar de parte dos fatos ter ocorrido há anos, a delegada explicou que os crimes ainda podem ser punidos.

Isso acontece porque, nos casos de estupro de vulnerável, o prazo de prescrição só começa a contar quando a vítima atinge a maioridade. Portanto, a responsabilização criminal ainda é possível.

Polícia não identifica rede criminosa até agora

Embora os policiais tenham encontrado grande quantidade de material nos aparelhos, a investigação não apontou, até o momento, ligação com redes organizadas.

Ainda assim, a equipe segue analisando os arquivos apreendidos para aprofundar a apuração.

Delegada reforça importância da denúncia

Por fim, a delegada destacou que crimes desse tipo costumam acontecer de forma silenciosa.

Por isso, ela orienta que vítimas procurem ajuda e registrem a ocorrência. Além disso, alertou pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar o uso de celulares e redes sociais.

“Muitos casos começam pela internet, principalmente em aplicativos de mensagem”, ressaltou.

A Polícia Civil mantém atendimento 24 horas e garante acolhimento às vítimas. O município também oferece suporte psicológico gratuito.

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Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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