As Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás deflagraram, nesta quarta-feira (26), a Operação Caput Serpentis para desarticular uma organização criminosa sediada em Porto Alegre (RS), com vínculos em São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Goiás.
A ação reúne equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR/DEIC), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e da 9ª Delegacia Regional de Polícia (9ª DRP), em Catalão (GO). Além disso, policiais de outros estados também participam das diligências.
Operação investiga organização criminosa e lavagem de dinheiro

A investigação apura a participação dos suspeitos nos crimes de integração de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013, e lavagem de dinheiro, conforme a Lei nº 9.613/1998.
Ao todo, as forças de segurança cumprem 125 mandados de busca domiciliar e 33 mandados de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Goiás.
Ademais, os policiais realizam parte das diligências em unidades do sistema penitenciário federal e em presídios de diferentes estados. Segundo as investigações, integrantes da organização mantinham um esquema de lavagem de dinheiro mesmo durante o período de prisão.
Polícia prende duas mulheres em Catalão
Em Catalão, as equipes da Polícia Civil prenderam duas mulheres, de 52 e 29 anos, durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de busca domiciliar.
As investigações apontam que as duas respondem pelos crimes previstos nas Leis nº 12.850/2013 e nº 9.613/1998. Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares e um notebook.
Na sequência, as equipes encaminharam as duas mulheres ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça do Rio Grande do Sul.
Investigação busca identificar movimentação financeira

De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a operação também busca reunir provas sobre a atuação e o financiamento da organização criminosa.
Para isso, os policiais procuram documentos societários, procurações, contratos, valores em espécie, aparelhos eletrônicos, armas e drogas. Dessa forma, a investigação pretende identificar os mecanismos utilizados pelo grupo para movimentar e lavar dinheiro.
Além disso, as diligências podem ajudar a esclarecer a participação de outros integrantes e a estrutura financeira utilizada pela organização.
Cerca de 480 policiais participam da operação

A Operação Caput Serpentis mobiliza aproximadamente 480 policiais civis dos cinco estados envolvidos.
Por fim, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR/DEIC) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul continua conduzindo as investigações. As equipes trabalham para identificar outros integrantes e aprofundar a apuração sobre a estrutura e a movimentação financeira da organização criminosa.





