O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu um procedimento para investigar possíveis irregularidades na contratação de uma médica pelo Fundo Municipal de Saúde de Ipameri. A apuração busca esclarecer se houve enriquecimento ilícito e eventual prejuízo aos cofres públicos.
A 3ª Promotoria de Justiça de Ipameri conduz a investigação. Conforme a portaria, a profissional firmou contrato, por meio de uma pessoa jurídica em seu nome, para prestar serviços médicos ao município.
No entanto, o MPGO recebeu informações de que a médica não teria realizado atendimentos presenciais no pronto-socorro nem atuado em outros órgãos municipais.
Segundo o documento, o secretário municipal de Saúde, Érico Rangelli Rocha Duarte, por meio da assessoria jurídica do município, informou que a profissional não atua como médica plantonista com presença física no Pronto Atendimento Municipal.
Ainda conforme a portaria, a contratada recebeu R$ 49,1 mil entre fevereiro e abril de 2026.
Por outro lado, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a médica prestaria assistência especializada em regime de apoio técnico. O trabalho envolveria acionamento, orientação, avaliação e suporte em casos de urgência e emergência nas áreas de ginecologia e obstetrícia.
Entretanto, segundo o MPGO, o município não apresentou documentos que comprovassem a efetiva prestação desses serviços.
Diante das informações, o promotor de Justiça Luan Vítor de Almeida Santana instaurou o procedimento para esclarecer as circunstâncias da contratação. Além disso, o Ministério Público pretende verificar se os serviços contratados foram efetivamente prestados e se houve alguma irregularidade ou dano ao erário.
A abertura do procedimento tem caráter investigativo. Portanto, neste momento, não representa conclusão sobre a existência de ato de improbidade administrativa nem significa responsabilização dos envolvidos.
Com informações do Ministério Público de Goiás (MPGO).

