O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, após passar mal em casa.
Equipes de resgate o levaram ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Alphaville. No entanto, ele já chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. A prefeitura informou que o ídolo não resistiu, e a causa da morte não foi divulgada.
A família lamentou a perda. O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos. Oscar deixa a esposa e dois filhos.
Última homenagem e estado de saúde
No dia 8 de abril, o Comitê Olímpico do Brasil homenageou Oscar durante a cerimônia do Hall da Fama, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Entretanto, ele não compareceu ao evento, pois se recuperava de uma cirurgia.
Na ocasião, seu filho, Felipe Schmidt, representou a família. Em discurso, ele destacou a dedicação do pai ao basquete e à seleção brasileira.
Segundo o jornal O Globo, Felipe evitou dar detalhes sobre a cirurgia. Ainda assim, afirmou que o pai estava bem, apenas um pouco cansado.
Carreira e legado no basquete
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma das maiores carreiras do esporte. Ele participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996.
Ao longo dessas participações, marcou 1.093 pontos e se tornou o maior cestinha da história olímpica. Além disso, ajudou a popularizar o basquete no Brasil.
Oscar também entrou para o Hall da Fama da Fiba e para o Hall da Fama da NBA, mesmo sem atuar na liga norte-americana.
Histórico de saúde
Em 2011, médicos diagnosticaram o atleta com câncer no cérebro. Ele passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos.
Em 2022, Oscar afirmou que havia interrompido a quimioterapia por conta própria. Depois da repercussão, ele esclareceu a situação e disse que estava curado.

