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Morte de criança em Catalão expõe necessidade de UTI pediátrica; Saúde nega negligência

A morte de uma criança de dois anos após transferência hospitalar em Catalão gerou grande repercussão. Além disso, a mãe levantou questionamentos sobre o atendimento prestado e as condições do transporte.

Segundo a mãe, o menino, asmático e com problema respiratório na garganta, chegou à unidade de pronto atendimento em crise grave. Inicialmente, a equipe realizou medicação e liberou o paciente. No entanto, no dia seguinte, o quadro piorou, com febre alta e dificuldade para respirar.

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Diante disso, os médicos decidiram intubar a criança. Em seguida, solicitaram vaga em UTI pediátrica, já que Catalão não possui esse tipo de leito. Enquanto aguardavam a regulação, o estado de saúde continuou crítico.

Família denuncia falhas no transporte

A mãe apontou possíveis falhas, principalmente no transporte. Segundo ela, o quadro exigia transferência aérea. Mesmo assim, a equipe realizou o deslocamento por ambulância.

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Além disso, ela afirma que a estrutura do veículo não era adequada. Durante o trajeto, conforme o relato, a equipe não prestou assistência suficiente.

“Meu filho já chegou lá em óbito. Disseram que ele chegou morto, que só tentaram reanimar”, relatou.

Em seguida, ela reforçou a crítica:

“Ninguém fez nada para salvar meu filho durante o caminho”, afirmou.

Secretário detalha atendimento e nega falhas

Por outro lado, o secretário municipal de Saúde, Leonardo Santa Cecília, apresentou a versão oficial do município e detalhou toda a linha do tempo do atendimento.

Segundo ele, a equipe começou a acompanhar o caso ainda no sábado, quando a criança deu entrada na unidade. Desde então, profissionais experientes conduziram o atendimento e monitoraram a evolução do quadro clínico.

Além disso, o secretário explicou que a solicitação de vaga em UTI pediátrica ocorreu por volta do meio-dia de domingo. No entanto, a liberação não depende do município, já que o sistema funciona por regulação estadual.

“A gente não tem gerência sobre vaga de UTI. Isso é feito pelo Estado dentro de um sistema regionalizado”, explicou.

Ainda segundo ele, diante da gravidade do caso, a equipe tentou agilizar o processo. Inclusive, a Secretaria pediu prioridade na rede estadual.

Poucas horas depois, no início da noite, o sistema confirmou a vaga. Na sequência, surgiu outro desafio: a falta de ambulâncias disponíveis em Catalão naquele momento.

Diante disso, a equipe acionou o SAMU de Ipameri, procedimento comum na região. O secretário destacou que o sistema de saúde funciona de forma integrada entre os municípios.

Além disso, ele rebateu críticas sobre falta de estrutura no transporte. Segundo Leonardo, a equipe utilizou equipamentos adequados, incluindo bombas de infusão fornecidas pela própria unidade de saúde.

“Quando a ambulância chegou, nós disponibilizamos toda a estrutura necessária para garantir o transporte com segurança”, afirmou.

Ele também negou que tenha faltado oxigênio ou suporte técnico durante o deslocamento.

Por fim, o secretário lamentou o desfecho e classificou o caso como uma fatalidade causada pela gravidade do quadro clínico.

“Não faltou socorro nem houve negligência. Infelizmente, foi uma fatalidade diante do quadro grave da criança”, afirmou.

Segundo ele, a criança chegou ao hospital de destino e recebeu atendimento, mas não resistiu.

Falta de UTI pediátrica volta ao debate

Enquanto isso, o caso reacende um problema antigo: a ausência de UTI pediátrica em Catalão. Atualmente, o município conta apenas com leitos neonatais.

De acordo com o secretário, a cidade já trabalha para mudar essa realidade. O Hospital Regional deve receber UTI pediátrica nos próximos meses.

Além disso, a Secretaria avalia alternativas, como parcerias e estruturas provisórias, para ampliar o atendimento infantil.

Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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