A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da equipe da 2ª Delegacia de Polícia de Catalão/9ª DRP, prendeu em flagrante, na tarde desta quinta-feira (12), uma mulher de 24 anos no bairro Loteamento Jardim Paraíso, em Catalão. Ela é suspeita de maus-tratos e abandono intelectual contra o próprio filho, de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista.
Diligências confirmaram situação de vulnerabilidade
A equipe iniciou a ação após receber informações que indicavam possível negligência. Durante as diligências, os policiais confirmaram a situação de vulnerabilidade da criança.
Ao chegar à residência, a avó materna recebeu os agentes. Dentro do imóvel, os policiais constataram que o menino apresentava sinais de desnutrição e palidez. Além disso, ele permanecia exposto constantemente a telas de aparelhos eletrônicos.
Negligência nos cuidados básicos
Conforme apurado no local, a mãe não garantia cuidados básicos de higiene nem alimentação adequada. Segundo relatos, ela oferecia apenas uma refeição por dia ao filho.
Ademais, mantinha a criança isolada, sem permitir que brincasse fora de casa ou tivesse contato com outras crianças. O menino passava a maior parte do tempo trancado no quarto.
Criança estava fora da escola e sem acompanhamento médico
A investigação também revelou que a mãe não matriculou o filho na rede de ensino. Dessa forma, a criança permaneceu privada de educação e socialização. A investigada alegava que a condição neurológica do menino dificultava sua inserção escolar.
Ela também não buscou acompanhamento terapêutico, psicológico ou psiquiátrico para auxiliar no desenvolvimento da criança.
Outro ponto apurado indica que o benefício previdenciário recebido em nome do menor era utilizado integralmente pela mãe para fins próprios, e não para o bem-estar do filho. A avó relatou, ainda, episódios de agressões físicas e verbais, além da ausência de afeto.
Prisão e providências adotadas
Diante dos fatos, que configuram, em tese, os crimes de maus-tratos e abandono intelectual, os policiais conduziram a suspeita à Delegacia de Polícia. Em seguida, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante.
Posteriormente, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e realizou o acolhimento institucional da criança, garantindo o suporte necessário.
Compromisso com a proteção de crianças e adolescentes
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes. A instituição atua de forma rigorosa no combate a qualquer tipo de violência ou negligência contra menores.
Por fim, a investigação continuará para esclarecer todos os detalhes do caso e assegurar a responsabilização dos envolvidos.

