A televisão brasileira perdeu, em um intervalo de apenas um dia, duas de suas maiores estrelas. Laura Cardoso morreu na noite desta segunda-feira (17), aos 98 anos. Já nesta terça-feira (18), foi a vez de Glória Menezes, aos 91 anos, se despedir. As duas atrizes atravessaram gerações e deixaram uma trajetória marcada por grandes trabalhos no teatro, no cinema e na televisão.
Além da coincidência nas datas de suas mortes, Laura Cardoso e Glória Menezes também tinham uma ligação profissional construída desde os primeiros anos da televisão brasileira. Pois, as duas dividiram o elenco de produções históricas e voltaram a trabalhar juntas em novelas de grande repercussão ao longo das décadas.
Glória Menezes morre aos 91 anos
Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos. Com mais de seis décadas de carreira, a atriz construiu uma trajetória de destaque na dramaturgia brasileira, com trabalhos no teatro, no cinema e na televisão.
Ao longo da carreira, Glória se tornou um dos grandes nomes da teledramaturgia nacional, interpretando personagens que marcaram diferentes gerações de telespectadores.
Laura Cardoso morreu aos 98 anos
Laura Cardoso morreu na noite desta segunda-feira (17), aos 98 anos. A informação foi compartilhada pelos familiares nas redes sociais da artista na madrugada desta terça-feira.
Segundo informações da família, a atriz morreu em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo. Ela teria se sentido mal por volta das 23h20 e morreu de causas naturais.
Com uma das carreiras mais longevas da televisão brasileira, Laura Cardoso acumulou décadas de trabalhos em novelas, séries, teleteatros, cinema e teatro.
As duas trabalharam juntas no início da televisão
A ligação profissional entre as duas começou ainda nos primeiros anos da televisão brasileira. Glória Menezes e Laura Cardoso fizeram parte do elenco de Um Lugar ao Sol, produção de 1959.
Assim, a obra marcou o início da trajetória de Glória na televisão e também integrou a extensa carreira de Laura, que já havia estreado no meio televisivo anos antes.
Além disso, as atrizes dividiram outros trabalhos nos primeiros anos de suas carreiras. Entre eles está o teleteatro A Jaula, exibido pela TV Tupi.
De Rainha da Sucata a Senhora do Destino
Anos depois, em 1990, Glória Menezes e Laura Cardoso voltaram a dividir o elenco de uma novela de grande sucesso: Rainha da Sucata, de Silvio de Abreu.
Na trama, Glória interpretou Laurinha Figueroa, uma das personagens mais marcantes de sua carreira. Sofisticada e falida, a vilã protagonizou momentos memoráveis ao lado de outros grandes nomes da produção. Laura Cardoso viveu Yolanda Maia.
Posteriormente, em 2004, as duas também estiveram relacionadas ao elenco de Senhora do Destino. Dessa forma, Glória interpretou a Baronesa Laura Correia de Andrade e Couto, enquanto Laura Cardoso fez uma participação especial como Luzitana, mãe de Nazaré Tedesco, personagem vivida por Renata Sorrah.
Glória entregou o primeiro Troféu Mário Lago a Laura
Ademais, a amizade entre as duas também protagonizou um dos momentos simbólicos da televisão brasileira. Pois, em 2002, Laura Cardoso foi a primeira personalidade a receber o Troféu Mário Lago, criado pelo Domingão do Faustão para homenagear grandes nomes da televisão e reconhecer suas trajetórias artísticas.
De forma especialmente marcante, a primeira estatueta foi entregue justamente por Glória Menezes, amiga e colega de profissão de Laura. Na ocasião, a homenagem foi marcada pela emoção de Glória ao reconhecer a trajetória da atriz.
A parceria entre as duas voltou a ser lembrada em 2018, durante a 18ª edição do Troféu Mário Lago, exibida no último Domingão do Faustão daquele ano, em 30 de dezembro.
Na ocasião, a premiação homenageou, pela primeira vez, seis artistas de uma só vez: Aracy Balabanian, Arlete Salles, Ary Fontoura, Francisco Cuoco, Milton Gonçalves e Nicette Bruno.
Os troféus foram entregues por artistas que já haviam recebido a homenagem em anos anteriores, entre eles Glória Menezes, Laura Cardoso, Lima Duarte e Tarcísio Meira.
Assim, a morte das duas atrizes em um intervalo de apenas um dia encerra um capítulo marcante da televisão brasileira e também relembra uma amizade construída ao longo de décadas de história da dramaturgia nacional.





