A Rua José Evangelista da Rocha, no bairro Mãe de Deus, em Catalão, segue parcialmente interditada devido a um problema estrutural no sistema de drenagem da região, próximo ao Colégio Veratz. A interdição foi necessária após o surgimento de uma grande erosão provocada pelas fortes chuvas recentes.
De acordo com o superintendente municipal de Trânsito, Ronaldo Rosa, a medida foi adotada para garantir a segurança de motoristas e pedestres enquanto as equipes trabalham no local.
Segundo ele, foi necessário alterar o trajeto para quem utiliza a via. Os motoristas devem descer pela Rua 5 e seguir até a Rua João XXIII como rota alternativa. A orientação é que condutores procurem outros caminhos, especialmente nos horários de maior movimento.
“Criamos um novo trajeto para os usuários dessa via. A população precisa compreender que se trata de um serviço de grande porte e que a interdição é necessária para garantir segurança”, explicou.
Problema em rede antiga e profunda
O secretário municipal de Engenharia e Produção, Jefferson Ferroni, explicou que o problema ocorre em uma rede principal de drenagem localizada a cerca de sete metros de profundidade, responsável por coletar água de diversas áreas, incluindo a região do Pasto Pedrinho e descargas do sistema da Superintendência de Água e Esgoto (SAE).
Segundo ele, a estrutura é muito antiga e sequer era conhecida por parte dos servidores mais antigos da prefeitura.
“Temos funcionários com mais de 25 ou até 30 anos de serviço que não tinham conhecimento dessa rede. É uma tubulação muito antiga e localizada a grande profundidade”, afirmou.
A rede danificada possui cerca de um metro de diâmetro e exige uma escavação ampla para que os trabalhadores possam realizar o reparo com segurança. A proximidade com o colégio e o espaço reduzido dificultam ainda mais o serviço.
Chuvas dificultam conclusão da obra
Outro fator que tem atrasado a obra é o período chuvoso. De acordo com o secretário, cada nova chuva compromete a escavação e torna o terreno mais instável, exigindo novas intervenções antes da continuidade dos reparos.
“Se estivéssemos em período seco, em três ou quatro dias conseguiríamos resolver. Mas cada chuva que ocorre danifica a escavação e aumenta o risco de desbarrancamento”, explicou.
Além disso, a vibração causada pelo tráfego de veículos poderia provocar novos deslizamentos na área escavada, motivo pelo qual a via permanece interditada.
Trânsito monitorado na região
Equipes da Superintendência Municipal de Trânsito estão no local orientando motoristas e garantindo a sinalização da interdição. Nos horários de entrada e saída dos alunos, a prefeitura realiza uma operação especial em conjunto com os agentes de trânsito para facilitar o acesso aos colégios da região.
A prefeitura informou que trabalha para concluir o serviço o mais rápido possível, mas ainda não há prazo definido para a liberação total da via.
Enquanto isso, a recomendação é que motoristas utilizem rotas alternativas e redobrem a atenção ao trafegar pela região.

