Trabalhadores cobram mudanças no Saúde Caixa e maior valorização; Banco do Brasil retoma negociações e não terá greve nacional neste momento
Os empregados da Caixa Econômica Federal começam uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). Trabalhadores de diversas regiões do país rejeitaram a proposta do banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram pela paralisação. Em São Paulo, por exemplo, 90% dos participantes rejeitaram a proposta.
Em Catalão, os trabalhadores também devem aderir ao movimento. O município possui duas agências da Caixa, que atendem moradores da cidade e de municípios vizinhos.
Saúde Caixa concentra reclamações
Em entrevista, a vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Catalão e Região, Marina Felício, apontou o Saúde Caixa como o principal motivo da insatisfação.
Segundo Marina, os trabalhadores consideram altos os valores cobrados dos funcionários e dependentes. Além disso, eles reclamam da falta de valorização profissional, do quadro reduzido de funcionários nas agências e da proposta de reajuste salarial.
Greve deve afetar atendimento presencial
Marina explicou que, inicialmente, a paralisação deve atingir principalmente o atendimento presencial. Enquanto isso, os canais digitais devem continuar funcionando.
No entanto, o cenário poderá mudar conforme o andamento da mobilização. Os trabalhadores de outros setores da Caixa também têm liberdade para aderir ao movimento.
Dessa forma, os clientes devem priorizar os canais digitais sempre que possível. Já a entrevista não trouxe uma definição sobre eventuais impactos nas casas lotéricas e demais correspondentes Caixa.
Trabalhadores aguardam nova proposta
Apesar da greve, os funcionários mantêm o diálogo aberto com a Caixa. Marina afirmou que a direção do banco pode convocar uma nova rodada de negociação a qualquer momento.
Segundo ela, uma nova proposta precisa avançar nas reivindicações da categoria para abrir caminho para o fim da paralisação.
E o Banco do Brasil?
No Banco do Brasil, a situação segue outro caminho. Algumas bases aprovaram o ACT. Em São Paulo, por exemplo, 51,65% dos funcionários aceitaram a proposta.
Por outro lado, trabalhadores de algumas regiões rejeitaram o acordo. No Ceará, 79,47% votaram contra a proposta, enquanto 56,46% aprovaram greve a partir de quinta-feira. Em Belo Horizonte e região, os funcionários do BB também decidiram pela paralisação.
Entretanto, a Contraf-CUT decidiu buscar uma nova negociação nacional com o Banco do Brasil, sem deflagrar uma greve nacional neste momento. A entidade pediu a retomada das tratativas após avaliar o resultado das assembleias realizadas pelo país.
O Banco do Brasil aceitou o pedido e confirmou uma nova rodada de negociação para esta terça-feira (8). Assim, representantes dos funcionários voltaram à mesa para tentar avançar nos pontos que ainda provocam divergências.
Portanto, a Caixa inicia uma greve com adesão de diversas bases nesta quinta-feira (10). Já no Banco do Brasil, a negociação nacional continua. Algumas bases aprovaram greve local, mas o movimento sindical não anunciou uma paralisação nacional da instituição neste momento.



