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Goiás volta ao mapa mundial dos grandes eventos com recorde de público no Moto GP

Governador Ronaldo Caiado comemora fim de semana de sucesso com a etapa da MotoGP, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Categoria fica até 2030 em Goiás - Foto: Cristiano Borges e Hegon Correa

A vitória do italiano Marco Bezzecchi, neste domingo (22/3), marcou um momento histórico para o esporte brasileiro: o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, ao calendário oficial da MotoGP após mais de duas décadas.

A reestreia foi à altura do evento. O circuito passou por uma reforma completa e recebeu a interpretação do hino nacional pelo cantor Gusttavo Lima. Além disso, o público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias, em sua maioria visitantes de fora de Goiás, impulsionou o turismo e a economia local. O evento também foi transmitido para mais de 200 países, ampliando a projeção internacional do estado.

Investimento e modernização do autódromo

O novo autódromo, reinaugurado oficialmente pelo governador Ronaldo Caiado antes da largada principal, recebeu investimentos de R$ 250 milhões. Com isso, Goiânia garantiu sua posição como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030.

A estrutura moderna, homologada com padrão internacional, recoloca o Brasil no mapa das grandes competições do motociclismo mundial. Ademais, abre caminho para a atração de novas categorias e eventos esportivos de grande porte.

Disputa na pista

Na corrida principal, Bezzecchi dominou a prova ao assumir a liderança ainda na primeira volta, após largar em segundo lugar. Ele ultrapassou Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro.

Enquanto isso, o espanhol Jorge Martín garantiu a segunda colocação. Já Marc Márquez, apontado como um dos favoritos, cruzou a linha de chegada em quarto lugar. O brasileiro Diogo Moreira, por sua vez, terminou a prova na 13ª posição.

Goiânia se consolida como sede da MotoGP na América Latina até 2030 – Foto: Cristiano Borges e Hegon Correa

Avaliação do governo de Goiás

Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado destacou o caráter estratégico do investimento e a projeção internacional alcançada pelo estado.

“Demos o passo na hora certa. Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, afirmou.

Além disso, ele ressaltou o desafio para concluir as obras dentro do prazo. “Foi um esforço gigantesco concluir esse projeto em 11 meses. Algo que parecia impossível, mas que Goiás mostrou ser capaz de realizar”, disse.

Caiado também foi o responsável por dar a bandeirada final da corrida e entregar o troféu ao vencedor da competição.

Planos para novas competições

Durante a avaliação do evento, o governador também projetou novos avanços para o complexo esportivo. Segundo ele, Goiânia volta a integrar o circuito dos grandes centros do automobilismo mundial.

“Temos aqui um autódromo com tecnologia de ponta. Nem Interlagos tem o nível de estrutura que implantamos. Por isso, vejo chances reais de, no próximo governo, avançarmos para receber categorias como a Fórmula Indy”, afirmou.

“Dessa forma, levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, completou.

Reconhecimento internacional

A qualidade da pista e da organização também foi destacada por representantes da categoria e da federação internacional.

O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, classificou o circuito como “espetacular” e ressaltou o protagonismo do estado. “Os pilotos elogiaram muito. Isso mostra que Goiás tem todas as condições de manter a MotoGP por muitos anos”, afirmou.

Ademais, ele destacou o papel decisivo do poder público. “Sem apoio do governo, um evento desse porte não acontece”, disse.

Já o presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), Jorge Viegas, reforçou que o retorno ao Brasil é estratégico para a categoria. “É um mercado em que sempre quisemos estar. Portanto, é uma aposta segura, tanto pelo país quanto pelo público”, afirmou.

Autoridades destacam impacto do evento

A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, ressaltou o padrão internacional do autódromo e a experiência oferecida ao público.

“Hoje Goiânia tem o melhor autódromo da América Latina, com homologação ‘A’. Isso demonstra a capacidade de Goiás de entregar grandes projetos com qualidade e emoção”, afirmou.

Por sua vez, o vice-governador Daniel Vilela destacou o potencial de expansão do projeto. “Estamos dando um passo importante para consolidar Goiânia como a capital da motovelocidade no Brasil e, ao mesmo tempo, avançar também no automobilismo”, disse.

Segundo ele, ajustes naturais ainda serão realizados para fortalecer o complexo. “Vamos seguir aprimorando para manter Goiás em evidência mundial”, acrescentou.

Etapa histórica da MotoGP em Goiânia atrai 148 mil pessoas e movimenta economia – Foto: Cristiano Borges e Hegon Correa

Outras provas da etapa

Além da corrida principal, Goiânia também recebeu disputas das categorias Moto2 e Moto3.

Na Moto2, o pódio foi totalmente espanhol: Daniel Holgado ficou em primeiro lugar, seguido por Daniel Muñoz e Manuel González.

Já na Moto3, o espanhol Máximo Quiles conquistou a vitória. Em seguida chegaram o argentino Marco Morelli e o indonésio Veda Pratama, completando o pódio da categoria.

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