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Equatorial lidera reclamações no Procon de Catalão por falhas no fornecimento de energia

Fotomontagem: Blog do Badiinho

As constantes quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica em Catalão provocaram um aumento expressivo no número de reclamações registradas no Procon Municipal. Segundo o diretor do órgão, Valdevan Roldão, a concessionária Equatorial Energia liderou o ranking de queixas nos últimos dois meses.

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De acordo com Roldão, somente no mês de novembro o Procon contabilizou 36 reclamações envolvendo a distribuidora de energia. O número, portanto, superou com ampla margem o de outras empresas. Para comparação, a segunda colocada no ranking apresentou cerca da metade das reclamações. Já em dezembro, mesmo com menos dias úteis, o órgão já registrou aproximadamente 20 novas queixas.

Falta de energia e demora no atendimento concentram reclamações

Entre os principais problemas relatados pelos consumidores estão a falta de energia, a intermitência no serviço e a demora no atendimento após a abertura de protocolos. Além disso, muitos moradores reclamam da ausência de soluções definitivas, mesmo após reuniões realizadas entre a concessionária e autoridades locais.

Segundo o diretor do Procon, diversos bairros de Catalão continuam sofrendo com interrupções frequentes. “Apesar das reuniões realizadas, a realidade não reflete as melhorias anunciadas”, afirmou.

Procon também enfrentou falta de energia

Valdevan Roldão, diretor do Procon de Catalão. Foto: Pedro Araújo

Inclusive, o próprio Procon enfrentou recentemente dificuldades para manter o atendimento ao público devido à falta de energia elétrica. Em um dos episódios, o órgão precisou suspender temporariamente os trabalhos até que a concessionária realizasse a religação.

“Ficamos sem energia durante boa parte do dia e só tivemos atendimento restabelecido à tarde, o que nos obrigou a fechar o Procon naquele período”, relatou Roldão.

Orientação é formalizar reclamações no Procon

Diante desse cenário, o diretor reforça que os consumidores devem procurar o Procon e registrar formalmente as reclamações. Segundo ele, o registro fortalece tanto a mediação administrativa quanto uma eventual ação judicial.

“Quando o consumidor registra a reclamação, o Procon faz a ponte com a empresa. Além disso, esse histórico serve como prova, caso seja necessário buscar a Justiça”, explicou.

Prejuízos ao comércio e direito a ressarcimento

Além das residências, o comércio local também tem acumulado prejuízos. Estabelecimentos que dependem de refrigeração relataram perdas significativas de mercadorias após longos períodos sem energia.

Nesse sentido, Roldão esclarece que comerciantes também se enquadram como consumidores finais. “Havendo dano comprovado, a empresa precisa ressarcir. A responsabilidade é objetiva”, destacou.

Dificuldades com laudos de danos elétricos

Outro problema recorrente envolve os danos elétricos em equipamentos. Muitos consumidores, principalmente os de baixa renda, não conseguem laudos técnicos assinados por profissionais habilitados, o que dificulta pedidos de indenização.

Sobre isso, o diretor informou que, em reuniões com a concessionária, a Equatorial se comprometeu a disponibilizar formulários específicos para facilitar a descrição dos danos e agilizar a análise dos pedidos.

Reuniões não resultaram em melhorias efetivas

Embora a Equatorial tenha participado de reuniões com o Procon, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores ao longo do ano, Roldão avalia que os encontros não resultaram em melhorias práticas no serviço.

“Tivemos diálogo e até atendimento da empresa dentro do Procon por um período. No entanto, isso foi interrompido e os problemas persistem”, afirmou.

Por fim, o diretor defendeu menos burocracia e mais ações concretas. “A população precisa de energia funcionando, especialmente neste período de fim de ano”, concluiu.

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