A federação PSDB-Cidadania confirmou, nesta quarta-feira (5), a candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. A decisão foi tomada durante a convenção realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em Goiânia.
Marconi disputará o quinto mandato como governador do estado. Além disso, ele já exerceu os cargos de senador, deputado estadual e deputado federal.
Durante a convenção, ele afirmou que Goiás continuará sendo sua prioridade. “Nada nem ninguém é mais importante do que Goiás. Só Deus é mais importante do que o nosso estado”, declarou. Ele também informou que ainda não definiu o candidato a vice-governador.
Calendário eleitoral
As convenções partidárias marcam o momento em que os filiados escolhem oficialmente os candidatos que disputarão as eleições. O prazo para a realização desses eventos terminou nesta quarta-feira (5).
Em seguida, os partidos deverão registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. Já a campanha eleitoral terá início oficialmente no dia 16 de agosto.
Nas eleições deste ano, marcadas para 4 de outubro, os brasileiros escolherão:
- Presidente da República;
- Governador;
- Dois senadores por estado;
- Deputados federais;
- Deputados estaduais.
Trajetória política
Natural de Palmeiras de Goiás, Marconi Ferreira Perillo Júnior, de 63 anos, é filho de Marconi Ferreira Perillo e Maria Pires Perillo. Casado e pai de duas filhas, ele acumula uma longa trajetória na política goiana e nacional.
Sua carreira começou entre 1988 e 1991, quando atuou como assessor do então governador Henrique Santillo. Posteriormente, iniciou sua vida partidária no Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda em que permaneceu entre 1983 e 1992 e presidiu as alas jovem estadual e nacional.
Depois disso, passou pelo PST, PP e PPB antes de ingressar no PSDB, em outubro de 1995. Ao longo da carreira, foi deputado estadual, deputado federal, senador e governador de Goiás por quatro mandatos.
Mais recentemente, presidiu o PSDB entre novembro de 2023 e novembro de 2025. Além da atuação política, trabalhou como consultor estratégico e executivo de novos negócios da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Investigações e processos
Ao longo da carreira, Marconi Perillo foi alvo de diversas investigações e sempre declarou ser inocente.
Em 2020, a Justiça o condenou por prática de caixa dois nas eleições de 2006, determinando a prestação de serviços comunitários. No entanto, em 2021, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a condenação, mas reconheceu a prescrição do crime, impedindo a aplicação de qualquer punição.
Posteriormente, em março de 2023, Marconi informou que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu o arquivamento de 20 das 24 ações civis públicas que investigavam supostas irregularidades na concessão de incentivos fiscais durante seus mandatos como governador.
Já em fevereiro de 2025, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Panaceia para investigar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na saúde pública de Goiás entre 2012 e 2018. O ex-governador figurou entre os investigados. Contudo, poucos dias após a operação, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do inquérito em relação a Marconi Perillo.





