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Duplicação da GO-330: família contesta valor da desapropriação, mas Goinfra aponta pedido 10 vezes acima do mercado

duplicação da GO-330, obras em Catalão, indenização milionária, desapropriação rural, Goinfra Goiás, infraestrutura Goiás, Catalão GO. Foto: Divulgação/Goinfra

A desapropriação de uma área rural para as obras de duplicação da GO-330, em Catalão, gerou uma disputa judicial e repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. O caso envolve uma propriedade na Fazenda Ribeirão, onde uma família contesta o valor da indenização oferecida pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).

Imagem mostram Dona Maria ajoelhada em frente ao maquinário. Foto: Captuta de tela/Redes Sociais

As imagens de uma idosa tentando impedir o avanço das máquinas chamaram a atenção da população. No entanto, os documentos do processo mostram que a principal divergência está relacionada ao valor da compensação financeira.

Goinfra depositou mais de R$ 550 mil

Goinfra depositou R$ 550 mil em juízo. Foto: Arquivo Exclusivo

De acordo com os autos, a Goinfra depositou judicialmente R$ 550.100, (valor este definido pelo Poder Judiciário) como indenização pela desapropriação de 9,097 hectares da Fazenda Ribeirão. O valor resultou de avaliações técnicas realizadas durante o processo.

Além disso, a Justiça autorizou a imissão provisória na posse da área em março deste ano. Com a decisão, a agência passou a ter autorização legal para utilizar o imóvel na execução das obras.

Proprietários pedem quase R$ 6 milhões

Documentos mostram que família pede quase R$ 6 milhões por área desapropriada para a duplicação da GO-330. Goinfra depositou R$ 550 mil em juízo. Foto: Arquivo Exclusivo

Por outro lado, a defesa dos proprietários afirma que a indenização não corresponde ao valor real do patrimônio desapropriado. Na contestação apresentada à Justiça, os advogados sustentam que a compensação deve incluir não apenas o valor da terra, mas também os prejuízos econômicos provocados pela desapropriação.

Com base nesse entendimento, a família passou a reivindicar cerca de R$ 5,8 milhões pela área atingida pela obra. O valor é mais de dez vezes superior ao montante depositado pelo Estado.

Proprietários receberam comunicação da decisão

Segundo certidão do oficial de Justiça, as tentativas iniciais de localizar os proprietários ocorreram na zona rural e na área urbana de Catalão. Posteriormente, o servidor entrou em contato por telefone e aplicativo de mensagens, informando a decisão judicial e encaminhando a documentação do processo.

Dessa forma, os proprietários tomaram conhecimento da imissão provisória na posse e da desapropriação da área.

Obra continua em andamento

Obras da GO-330 seguem em andamento. Foto: Divulgação/Goinfra

Enquanto a discussão segue na Justiça, a duplicação da GO-330 avança. A obra figura entre as principais intervenções de infraestrutura do Sudeste Goiano e busca aumentar a segurança dos motoristas, melhorar a logística regional e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.

Agora, caberá ao Judiciário analisar os argumentos apresentados pelas partes e definir o valor final da indenização pela área desapropriada.

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