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Após vencer o CRAC de Catalão no Genervino da Fonseca, Diego Hilário explica bastidores da Abecat

“O futebol não se decide só dentro de campo. A gestão faz a diferença.” — Diego Hilário. Foto: Regiane Sousa/Abecat Ouvidorense

O presidente da Abecat Ouvidorense, Diego Hilário, concedeu entrevista ao Blog do Badiinho um dia após a vitória por 1 a 0 sobre o CRAC de Catalão, no Estádio Genervino da Fonseca, pelo Campeonato Goiano 2026. O resultado reforçou o bom momento da equipe na competição.

Durante a entrevista, Diego Hilário analisou o desempenho do time, comentou a lesão do atleta Alan Henrique e explicou pontos importantes da gestão do clube dentro e fora de campo.

Lesão de Alan Henrique

Alan Henrique sofreu uma lesão grave no joelho durante a partida. A equipe médica encaminhou o jogador imediatamente para atendimento hospitalar. Ainda no mesmo dia, ele passou por uma primeira cirurgia para recolocar a articulação no lugar.

Agora, o atleta segue em avaliação médica. Exames de imagem, como a ressonância magnética, vão apontar a necessidade de novos procedimentos cirúrgicos.

“Neste momento, o ser humano vem antes do atleta. A Abecat está oferecendo todo o suporte necessário”, afirmou Diego Hilário.

Segundo o presidente, a recuperação deve ser longa. Em casos de lesão ligamentar, o afastamento costuma durar vários meses.

Planejamento e Série D

Além disso, Diego Hilário confirmou que a Abecat tem vaga garantida na Série D do Campeonato Brasileiro. A competição deve começar na primeira semana de abril.

Os grupos ainda serão definidos por sorteio. No entanto, a tendência é de regionalização entre equipes de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.

Mesmo assim, o clube já trabalha com planejamento voltado para a disputa nacional.

Relação com o Sindicato Metabase

Outro ponto esclarecido foi a relação entre a Abecat e o Sindicato Metabase. Diego Hilário negou qualquer repasse financeiro entre as instituições.

“O sindicato é uma coisa e a Abecat é outra. Não sai nenhum centavo da contribuição sindical para o futebol”, reforçou.

Segundo ele, o clube se mantém com patrocínios privados, direitos de transmissão, rendas de jogos e apoio institucional da Prefeitura de Ouvidor. Ainda assim, a gestão não depende exclusivamente do poder público.

Estrutura e modelo de gestão

Enquanto isso, a Abecat ampliou sua estrutura fora de campo. O clube reforçou as equipes médica, jurídica e de marketing. Também investiu em academia e acompanhamento fisioterapêutico.

Atualmente, o time conta com dois médicos e uma estrutura superior à de temporadas anteriores.

Diego Hilário explicou que o modelo de gestão se inspira em clubes como o Londrina. A estratégia prioriza atletas jovens que não tiveram espaço imediato em grandes centros.

“Hoje, o futebol não se decide apenas no onze contra onze. O trabalho fora de campo faz a diferença”, destacou.

Projeto social e formação de atletas

Além do time profissional, a Abecat mantém um projeto social. A iniciativa funciona por meio da Associação Esportiva Beneficente Catalana e Ovidorense.

O projeto atende centenas de crianças e utiliza recursos da Lei de Incentivo ao Esporte. Alguns atletas do elenco profissional, inclusive, vieram desse trabalho de base.

Segundo Diego Hilário, o clube não tenta competir com grandes centros na formação tradicional. Em vez disso, aposta na transição de jovens para o futebol profissional.

Clima de respeito entre Abecat e CRAC

“A Abecat cresce com planejamento, responsabilidade e pés no chão.” — Diego Hilário. Foto: Regiane Sousa/Abecat Ouvidorense

Por fim, o presidente destacou o clima respeitoso entre Abecat e CRAC. Apesar da rivalidade em campo, as diretorias mantêm boa relação.

“A brincadeira faz parte, mas o respeito prevalece. Todo mundo foi ao estádio e voltou para casa tranquilo”, afirmou.

Mesmo com a vitória fora de casa, Diego Hilário ressaltou que o foco já mudou.

“A vitória foi importante. Agora, o trabalho continua e o foco é o próximo jogo”, concluiu.

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