A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC) da 9ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), desarticulou, nesta terça-feira (6), um esquema de desvio de cargas na Mineradora CMOC, na unidade Fosfatos Catalão.
Após semanas de monitoramento, os policiais prenderam quatro pessoas em flagrante. Entre os detidos estão um funcionário da empresa e três motoristas.
Modus operandi
Segundo as investigações, o colaborador da mineradora facilitava a saída irregular dos caminhões, utilizando notas fiscais e tickets de pesagem falsificados.
Além disso, o suspeito manipulava o sistema interno e o monitoramento da empresa, permitindo que as carretas deixassem a unidade sem o registro real da carga transportada.
Durante a ação policial, a equipe apreendeu aproximadamente 90 toneladas de fosfato. Em seguida, os agentes restituíram todo o material à empresa vítima.
Apuração e prejuízo

O delegado responsável pelo caso, Dr. Marcos Vinícius, apresentou a operação em coletiva à imprensa. De acordo com ele, a investigação começou após a própria empresa procurar a Polícia Civil.
A CMOC identificou indícios de irregularidades por meio de uma auditoria interna. Conforme explicou o delegado, a empresa possui um sistema de controle rigoroso, o que possibilitou detectar movimentações suspeitas envolvendo a saída de produtos.
Ainda segundo Marcos Vinícius, os desvios ocorriam há pelo menos dois meses. O prejuízo estimado chega a aproximadamente R$ 3 milhões. Esse valor corresponde ao total dos desvios apurados ao longo do período investigado, e não apenas à carga apreendida nesta ação.
Desdobramentos da investigação
O delegado informou que não há confirmação, até o momento, sobre o vínculo empregatício dos motoristas com a CMOC. Ademais, ele esclareceu que o uso de notas fiscais frias dificultou a identificação imediata dos receptadores.
Por esse motivo, a Polícia Civil dará continuidade às investigações, podendo alcançar Catalão e outras cidades da região.
Crimes e responsabilização

Os envolvidos responderão pelos crimes de furto qualificado, falsificação de documento e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a até 16 anos de reclusão.
Após a formalização dos procedimentos legais, a Polícia Civil encaminhou os presos ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Nota da empresa
Em nota oficial, a CMOC Brasil informou que acionou a Polícia Civil após identificar indícios de possível desvio de produtos na unidade Fosfatos Catalão. A empresa destacou que colabora integralmente com as investigações.
Além disso, reforçou que não compactua com práticas irregulares e mantém compromisso com a ética, a transparência e o cumprimento da legislação. A CMOC afirmou, por fim, que permanece à disposição das autoridades competentes.











