O primeiro debate com os quatro principais candidatos ao Governo de Goiás teve forte confronto entre Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB). O encontro ocorreu neste domingo (30) e reuniu também Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT).
Durante o debate, Daniel e Marconi trocaram acusações sobre corrupção, Banco Master, concessão do Estádio Serra Dourada e gestão pública. Além disso, os candidatos discutiram saúde, educação, agronegócio e situação fiscal do Estado.
Serra Dourada provoca embate
No segundo bloco, Marconi escolheu Daniel para responder sobre a concessão do Estádio Serra Dourada. O tucano chamou o processo de “privatização”, criticou o modelo e prometeu revogá-lo caso vença a eleição.
Daniel, porém, rebateu. Segundo ele, o governo concedeu o espaço por 30 anos e prevê R$ 500 milhões em investimentos. Além disso, destacou que o leilão ocorreu na Bolsa de Valores e afirmou que o processo possui segurança jurídica.
Em seguida, Marconi acusou a atual gestão de irregularidades. Daniel respondeu que, após 18 anos de vida pública, não responde a processos por corrupção.
Banco Master aumenta tensão
No terceiro bloco, os dois voltaram a elevar o tom. Marconi questionou a compra do imóvel destinado ao novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) e fez novas acusações contra o governo.
Daniel, por sua vez, citou os R$ 15 milhões que Marconi afirma ter recebido do Banco Master por serviços de consultoria. Em seguida, cobrou explicações sobre os pagamentos.
Marconi respondeu que prestou serviços ao banco. Além disso, acusou o governo estadual de manter relação com a instituição por meio de operações de crédito consignado.
Logo depois, o tucano mencionou o nome de Daniel em uma planilha relacionada à Odebrecht. O governador rebateu e afirmou que nunca sofreu denúncia por corrupção.
Marconi também disse que divulgaria os próprios sigilos bancários e os de familiares. Com isso, fez referência à investigação que levou à prisão da sogra de Daniel, em maio, em um caso relacionado à migração ilegal para os Estados Unidos.
Mesmo nas considerações finais, o confronto continuou. Daniel voltou a cobrar explicações sobre os valores pagos pelo Banco Master. Marconi, por outro lado, afirmou que recebeu o dinheiro por trabalho realizado.
Saúde, educação e agronegócio também entram no debate

Além dos confrontos pessoais, os candidatos discutiram problemas da saúde pública. Wilder, Luis Cesar e Marconi criticaram as filas para cirurgias eletivas.
Wilder, então, voltou a defender a criação do chamado “SUS Goiano”. A proposta prevê uma tabela de pagamentos maior para ampliar consultas, exames e procedimentos.
Daniel, entretanto, afirmou que a nova estrutura do Hugo poderá reduzir a espera por cirurgias de alta complexidade. Além disso, defendeu parcerias com a iniciativa privada.
Na área do agronegócio, Daniel respondeu sobre a antiga taxa do agro, revogada neste ano. Segundo ele, o governo não pretende criar novos tributos. Também criticou medidas federais que, na avaliação dele, dificultaram o acesso dos produtores ao crédito.
Por fim, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) também entrou no debate. Marconi e Luis Cesar defenderam a retomada do repasse de 2% da arrecadação líquida para a instituição. Wilder propôs ampliar cursos ligados às vocações de cada região.
Daniel, por sua vez, destacou as Escolas do Futuro e prometeu ampliar o acesso ao ensino técnico.
Assim, o debate ficou marcado principalmente pelos confrontos entre Daniel Vilela e Marconi Perillo, que concentraram as discussões mais duras da noite.





