O vice-governador de Goiás e presidente do MDB no estado, Daniel Vilela, iniciou um movimento dentro do partido contra uma possível aliança nacional entre MDB e PT nas eleições presidenciais. Para isso, ele enviou uma carta ao presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi.
Pedido de reunião na executiva
Na carta, Vilela solicita a convocação imediata de uma reunião da executiva nacional. O objetivo é definir, de forma oficial, o rumo do MDB e evitar indefinições.
Além disso, ele afirma que a falta de posicionamento tem causado ruídos dentro da legenda. Por isso, defende uma decisão rápida e clara.
Mobilização com outros estados
Daniel Vilela também reforça que o MDB de Goiás é contrário a qualquer aproximação com o PT. Segundo ele, o diretório estadual pretende mobilizar outras lideranças do país para fortalecer essa posição.
“O MDB de Goiás reafirma com clareza a posição contrária a uma aliança com o PT. Além disso, vamos iniciar um movimento de mobilização com outros estados”, afirmou.
Levantamento aponta resistência
De acordo com o vice-governador, um levantamento feito junto aos diretórios estaduais aponta que a maioria rejeita a aliança. Segundo ele, 17 diretórios seriam contrários ao alinhamento nacional com o PT.
Assim, Vilela sustenta que a direção nacional precisa ouvir a base do partido antes de avançar com qualquer negociação.
Críticas e recado ao governo federal
Em um dos trechos mais duros, Daniel Vilela afirma que o MDB deve reagir a ataques que, segundo ele, têm sido feitos ao partido.
“É inconcebível que um partido com a história e o tamanho do MDB seja alvo de ataques desarrazoados e seja taxado como golpista. Ainda mais em desfile de carnaval patrocinado pelo atual governo do PT”, declarou.
Além disso, ele critica o governo federal e cita aumento da violência, crescimento da desigualdade e perda de competitividade do Brasil.
“Não vejo a mínima possibilidade”
Por fim, Daniel Vilela reafirmou a posição do MDB em Goiás. Ele disse não enxergar espaço para aliança com o PT e defendeu a construção de uma frente de centro-direita.
“Não vejo a mínima possibilidade de aliança entre MDB e PT. Defendo que o MDB participe da construção de uma frente de centro-direita”, concluiu.
Leia a carta na íntegra:


