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Reviravolta no caso do adolescente morto em Catalão termina com prisão do avô

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Um adolescente de 15 anos foi encontrado morto na manhã deste domingo (3), dentro de uma residência no bairro Santa Helena II, em Catalão. A vítima foi identificada como Luiz Gustavo.

Como o caso veio à tona

Familiares acionaram as forças de segurança após encontrarem o jovem já sem vida, com um disparo de arma de fogo. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como um possível latrocínio (roubo seguido de morte), já que também foi relatado o suposto desaparecimento de R$ 5 mil em dinheiro.

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Dessa forma, diante da gravidade da denúncia, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram uma operação integrada para apurar o caso.

Avô inventa latrocínio após morte do neto e acaba preso em Catalão – Foto: Blog Diante do Fato

Investigação aponta inconsistências

Assim, as diligências envolveram equipes da Central de Flagrantes, GEIC, 2ª DDP/Catalão/9ª DRP, além da ARI e da 8ª Cia/CPE/9º CRPM. Ainda nas primeiras horas, os policiais realizaram perícia no local e exame cadavérico.

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No entanto, durante a apuração, os investigadores identificaram inconsistências na versão apresentada pela família. Pois, elementos como a posição do corpo, o trajeto do projétil, detalhes no interior da residência e imagens externas levantaram dúvidas sobre a hipótese de latrocínio.

Confissão muda rumo do caso

Diante das contradições, os policiais aprofundaram as entrevistas. Em seguida, o avô da vítima, de 77 anos, confessou que o neto teria tirado a própria vida utilizando uma arma de fogo que pertencia a ele.

Ademais, o idoso admitiu que retirou a arma da cena e a escondeu após o ocorrido, com o objetivo de evitar responsabilização por possuir o armamento de forma ilegal. Além disso, confirmou que não houve o furto do dinheiro inicialmente informado.

Prisão e crimes apontados

Assim, com base nos fatos apurados, as equipes deram voz de prisão ao investigado, que foi encaminhado à Central de Flagrantes.

A Polícia Civil autuou o idoso em flagrante pelos seguintes crimes:

  • Falsa comunicação de crime, por relatar um suposto latrocínio;
  • Fraude processual, por alterar a cena da ocorrência;
  • Posse ilegal de arma de fogo.

Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Caso segue em apuração

A arma utilizada, um revólver calibre .32, foi localizada e apreendida. A perícia técnico-científica segue com os trabalhos para esclarecer completamente as circunstâncias da morte.

O caso, que inicialmente mobilizou as forças de segurança pela suspeita de um crime violento, teve uma reviravolta e continua sob investigação.

Maria Eduarda Furtado
Maria Eduarda Furtado
Graduanda em Letras Português/Inglês pela UFCAT, editora e redatora da empresa Badiinho Publicidades e produtora de jornalismo da emissora de rádio Cultura 101.1 FM, em Catalão (GO).

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