Após a conclusão da segunda etapa do Desafio Leão do Sul, ciclistas seguem para a fase final de um dos percursos mais exigentes do ciclismo regional. A prova reúne atletas em um trajeto de mil quilômetros, distribuídos em quatro dias, pelas principais rodovias da região.
Idealizador do desafio, Raphael Mesquita, campeão brasileiro de mountain bike na modalidade XCO, avaliou o nível de desgaste físico e mental enfrentado até aqui. Segundo ele, a proposta do desafio, criado há sete anos, é servir como preparação intensa para as principais competições da temporada.
Nesta edição, os atletas já encararam dois dias consecutivos de longas distâncias. No primeiro, foram 258 quilômetros, enquanto na segunda etapa o grupo percorreu 245 quilômetros, mantendo média elevada de velocidade. Para os próximos dias, o desafio reserva ainda mais exigência, com trechos de 270 e 200 quilômetros, fechando o circuito.
Raphael destacou que, apesar da experiência acumulada ao longo dos anos, o percurso não é simples. “São cerca de 250 quilômetros por dia, em ritmo forte, o que exige preparo físico, resistência mental e muita disciplina”, afirmou. Ele também explicou que o uso da bicicleta de estrada é fundamental para atletas do mountain bike, pois permite maior constância na pedalada e melhora o desempenho geral.
Rodovias e clima aumentam o grau de dificuldade

Além do esforço físico, os ciclistas precisam lidar com desafios técnicos e de segurança. O trajeto passa por rodovias estaduais, muitas delas com acostamentos irregulares, o que exige atenção redobrada. O calor intenso típico da região nesta época do ano também contribui para tornar o desafio ainda mais desgastante.
Entre os trechos mais duros, Raphael destacou a volta por Caldas Novas, que acumulou cerca de 4.500 metros de subida em aproximadamente 250 quilômetros, considerada uma das etapas mais exigentes do percurso.
Experiência internacional reforça preparação

O desafio também conta com a participação de Victor César, atleta profissional que compete na Europa. Em sua segunda participação no Leão do Sul, ele ressaltou que a experiência no ciclismo europeu ajuda a enfrentar percursos longos e com grande acumulado de altimetria. Segundo Victor, treinar no Brasil faz parte da base de preparação anual antes do retorno às competições internacionais.
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Expectativa para os próximos eventos
Além do Desafio Leão do Sul, Raphael Mesquita adiantou que já planeja o calendário de eventos de ciclismo para 2026. Entre eles, está a expectativa de retorno da tradicional prova Soca Bota, além de outras competições na região do Lago Azul, em Três Ranchos.
Ao final, o atleta deixou uma mensagem de incentivo aos ciclistas que acompanham o desafio. Para ele, provas de longa distância exigem dedicação e anos de treino, mas começar é essencial. A expectativa é encerrar mais uma edição do Desafio Leão do Sul com cerca de 20 atletas na última etapa, celebrando a superação e o amor pelo ciclismo.


