Dra. Mayara Abraão explica sintomas, fatores de risco e tratamentos disponíveis para controlar a doença que afeta a córnea
A médica oftalmologista Dra. Mayara Abrahão, do Instituto de Olhos de Catalão, fez um alerta sobre o ceratocone, doença que provoca alterações na córnea e pode comprometer significativamente a qualidade da visão. Durante entrevista, a especialista explicou os principais sintomas, fatores de risco e formas de tratamento.
Segundo a médica, o ceratocone altera o formato natural da córnea. Com a doença, ela se torna mais fina, curva e irregular. O problema costuma surgir principalmente na adolescência, embora também possa aparecer no início da vida adulta.
Entre os sintomas estão visão borrada ou embaçada, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz e distorção das imagens e letras. Por isso, mudanças frequentes no grau dos óculos e astigmatismo elevado também podem levantar suspeitas.
Coçar os olhos aumenta o risco
Um dos principais alertas da Dra. Mayara é para o hábito de coçar os olhos, especialmente entre pessoas que sofrem com alergias. Conforme explicou, o ceratocone tem diferentes fatores associados, incluindo a predisposição genética. Entretanto, coçar os olhos com frequência e força pode contribuir para o desenvolvimento e a progressão da doença.
Por isso, a orientação ganha ainda mais importância durante períodos de tempo seco, quando alergias e irritações nos olhos podem aumentar.
O diagnóstico ocorre por meio da avaliação oftalmológica e de exames específicos, como topografia e tomografia da córnea. Esses procedimentos permitem analisar características como curvatura, espessura e possíveis irregularidades.
Tratamentos ajudam a controlar a doença

Atualmente, diferentes tratamentos podem melhorar a qualidade da visão e, sobretudo, impedir a progressão do ceratocone. Em casos leves, os óculos podem proporcionar boa visão. Além disso, lentes de contato rígidas e esclerais são alternativas utilizadas para melhorar a qualidade visual.
A especialista também destacou o crosslinking, procedimento que aumenta a resistência da córnea e reduz o risco de progressão da doença. Dependendo de cada caso, o tratamento também pode incluir anéis intracorneanos.
Já o transplante de córnea fica reservado para casos mais avançados, quando outras alternativas não apresentam resultados adequados.
Por fim, Dra. Mayara Abrahão reforçou a importância das consultas periódicas com o oftalmologista. Segundo ela, muitos pacientes procuram atendimento acreditando que precisam apenas trocar os óculos, mas exames mais detalhados podem revelar outras alterações.
A recomendação é realizar avaliação oftalmológica regularmente, pelo menos uma vez ao ano, além de evitar coçar os olhos e buscar tratamento para alergias oculares. O acompanhamento precoce pode identificar alterações antes que o ceratocone avance e comprometa ainda mais a visão.
Atendimento e contatos

A doutora atende no Instituto de Olhos de Catalão ao lado do pai, Dr. Nicolau Abrahão, e, em breve, também com o irmão, Dr. Nicolau Filho. A unidade recebe pacientes da Unimed, Pró-Saúde, convênios municipais e ainda realiza atendimentos pelo SUS em dias específicos.
Contatos do Instituto de Olhos de Catalão:
📞 3411-3030
📱 (64) 9 8111-2007





