Catalão acumulou aproximadamente 80 milímetros de chuva nos primeiros sete dias de outubro, segundo dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), apresentados pelo professor Rafael de Ávila Rodrigues. O volume corresponde a quase metade da chuva esperada para o mês na região.
O coordenador do Laboratório de Climatologia da Universidade Federal de Catalão (UFCAT) explicou que uma frente fria, associada à formação de áreas de instabilidade, provocou as chuvas dos últimos dias. Além disso, a estação automática registrou rajadas de vento de 53 km/h durante o período.
Apesar do início chuvoso, a previsão apresentada pelo professor indica uma redução das chuvas a partir desta quinta-feira (8), com retorno do calor até o início da próxima semana. Nesse intervalo, as temperaturas podem alcançar entre 33°C e 35°C.
Ao mesmo tempo, a umidade relativa do ar deve cair para valores inferiores a 30%. Ainda assim, podem ocorrer pancadas de chuva isoladas e pontuais.
Nova frente fria pode trazer mais chuva
Segundo Rafael, os modelos meteorológicos apontam a chegada de outra frente fria entre quarta e quinta-feira da próxima semana. O sistema pode reduzir o calor e provocar chuvas mais volumosas em Catalão e região.
Para outubro, a tendência apresentada na entrevista é de precipitações acima da média. No entanto, o professor destacou que as projeções podem mudar e precisam de acompanhamento.
A preocupação para os meses seguintes envolve a possibilidade de veranicos, períodos de vários dias sem chuva durante a estação chuvosa. Conforme o especialista, os modelos sinalizam maior irregularidade das precipitações entre o fim de novembro e dezembro, além de temperaturas elevadas.
Esse cenário exige atenção dos produtores rurais ao planejamento do plantio. “Há que se ter esse planejamento em relação à melhor data de semeadura”, afirmou.
Nuvem em Santo Antônio do Rio Verde chamou atenção
O professor também explicou o fenômeno registrado nesta semana em Santo Antônio do Rio Verde, distrito de Catalão. A imagem mostrou uma nuvem de prateleira, conhecida como shelf cloud, associada à aproximação de tempestades.
Segundo Rafael, esse tipo de formação pode acompanhar chuva intensa e rajadas fortes de vento. Por isso, sua presença exige atenção às condições do tempo e aos alertas meteorológicos.
Embora o formato tenha provocado comentários sobre um possível tornado, o especialista afirmou que não houve ocorrência do fenômeno naquele episódio.

