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Baixa vacinação acende alerta para risco de sarampo em Catalão

Vigilância Epidemiológica alerta para risco de reintrodução do sarampo - Foto: Badiinho Moisés

A Prefeitura de Catalão, por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE), emitiu um alerta preventivo à população após a confirmação de dois casos de sarampo no Brasil em 2026. Embora o país ainda mantenha o status de livre da circulação do vírus desde 2018, autoridades de saúde reforçam que o risco de reintrodução da doença é real, principalmente diante da queda na cobertura vacinal.

Em entrevista ao Blog do Badiinho, a coordenadora do NVE, Graciele Torres, destacou que o momento é de atenção em todo o país. Segundo ela, os casos recentes são considerados importados, um registrado em São Paulo, em um bebê, e outro no estado do Rio de Janeiro, em uma jovem de 22 anos. “O Brasil está em alerta. A gente não perdeu o selo de eliminação, mas esses casos mostram que o vírus pode voltar a circular”, explicou.

Cobertura vacinal preocupa

Um dos principais desafios apontados pela Vigilância Epidemiológica é a baixa adesão à segunda dose da vacina contra o sarampo. Em Catalão, a primeira dose atingiu a meta de 95%, mas a segunda ainda está abaixo de 70%.

“Precisamos proteger nossas crianças e também os adultos. A vacina está disponível gratuitamente e é fundamental para evitar a circulação do vírus”, alertou a coordenadora.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos de sarampo, sendo que 36 ocorreram em pessoas não vacinadas.

Risco de reintrodução é iminente

De acordo com o NVE, o risco de reintrodução do sarampo em Catalão e na região é considerado iminente, especialmente em função da circulação internacional de pessoas.

“A população viaja muito. Há registros da doença em países das Américas, como Estados Unidos, México e Canadá, além da Europa, onde há resistência à vacinação”, afirmou Graciele.

Assim, a recomendação é que pessoas que planejam viagens procurem uma unidade de saúde pelo menos 15 dias antes do embarque para atualizar a caderneta de vacinação.

Quem deve se vacinar?

O esquema vacinal contra o sarampo varia conforme a idade:

Além disso, em situações específicas, como viagens para áreas com circulação do vírus, crianças a partir de seis meses podem receber a chamada “dose zero”, que não substitui as doses do calendário regular.

“A vacina é segura e a melhor forma de proteção. Mesmo que a pessoa contraia a doença, os sintomas tendem a ser mais leves”, destacou.

Sintomas e quando procurar atendimento

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e apresenta sintomas como:

Assim, a orientação é que, ao apresentar esses sinais, a pessoa procure imediatamente uma unidade de saúde e utilize máscara, para evitar a transmissão.

Protocolos e orientação à população

Em casos suspeitos, o paciente passa por avaliação clínica e exames laboratoriais para confirmação. A Vigilância Epidemiológica também reforça que pessoas que perderam o cartão de vacina devem procurar uma unidade de saúde para atualização, com base na faixa etária e histórico disponível.

Como mensagem final, a coordenadora reforçou a importância da imunização coletiva:

“Nosso objetivo é sensibilizar a população. Não é só o sarampo, há outras doenças circulando, como gripe e febre amarela. Manter a vacinação em dia é essencial para proteger a si mesmo e a comunidade.”

Portanto, a recomendação é manter o cartão de vacinação atualizado, a fim de prevenir e evitar o retorno de doenças já controladas no país.

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