Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque conjunto contra o Irã neste sábado (28). Segundo o presidente americano, Donald Trump, a ofensiva tinha como objetivo destruir o programa de mísseis iraniano, enfraquecer as forças armadas e provocar uma mudança de regime.
Em um vídeo publicado no Truth Social, Trump acusou o Irã de rejeitar todas as oportunidades de abandonar suas ambições nucleares. Além disso, afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Diferentemente da operação anterior, realizada em junho, os bombardeios começaram durante o dia, quando milhões de iranianos seguiam para o trabalho e para a escola. Desta vez, a ação militar deve durar vários dias, o que indica objetivos mais amplos.
Irã reage com ataques no Oriente Médio
Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques contra países que abrigam bases militares americanas. Dessa forma, explosões foram ouvidas de Dubai até Doha, aumentando o temor de uma guerra regional.
A dimensão total dos danos ainda está sendo apurada.
Pressão interna e crise econômica
O Irã já enfrentava um cenário delicado desde o início do ano. Pois, a guerra do último verão contra Israel enfraqueceu o país. Ao mesmo tempo, a crise econômica provocou protestos em janeiro.
Após a repressão, que deixou milhares de mortos, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para agir e enviou equipamentos militares para a região.
Apesar da tensão, Washington e Teerã ainda negociavam um novo acordo nuclear. Na última rodada, realizada na Suíça, o Irã chegou a concordar em nunca estocar urânio enriquecido. O mediador de Omã falou em “progressos significativos”.
Ainda assim, o acordo não impediu o ataque.
Por que os EUA decidiram atacar
Assim, Trump declarou que a operação, chamada de “Fúria Épica”, tinha como objetivo eliminar ameaças iminentes.
Pois, segundo ele, o Irã desenvolve mísseis capazes de atingir bases americanas e, futuramente, o território dos Estados Unidos. No entanto, relatórios da inteligência americana não confirmam essa informação.
Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa indica que o Irã só poderia ter um míssil intercontinental viável por volta de 2035, e apenas se decidisse seguir esse caminho.
O que foi atingido em Teerã
Explosões atingiram o distrito de Pasteur, onde fica o complexo do líder supremo. Ademais, outras cidades também foram bombardeadas.
Autoridades iranianas informaram pelo menos 200 mortos e mais de 700 feridos.
Entre as vítimas estão 85 pessoas que morreram após o ataque a uma escola feminina no sul do país.
Fontes israelenses afirmaram que a ofensiva mirou diretamente a cúpula do poder iraniano.
Morte de Ali Khamenei
A mídia estatal confirmou neste domingo (1º) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que governava o Irã havia quase quatro décadas. Imagens de satélite mostraram fumaça e destruição no complexo onde ele vivia em Teerã.
Assim, a morte provocou comemorações de opositores do regime e revolta entre apoiadores do governo.
Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, prometeu vingança e afirmou que o Irã irá “apunhalar” os Estados Unidos no coração.
O que acontece agora
A ausência de Khamenei abre a maior crise política no Irã desde a Revolução Islâmica.
Especialistas avaliam que não há sucessor claro, a Guarda Revolucionária pode assumir o controle e que a região corre risco de guerra em larga escala.
Além disso, não está garantido que a morte do líder resulte em mudança de regime, como deseja Trump.

