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Assassinato de corretora foi premeditado e teve um único autor; filho estava em Catalão, diz polícia

Síndico armou emboscada para matar corretora, aponta investigação - Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu que o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, foi planejado em detalhes pelo síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos.

Segundo as investigações, ele armou uma emboscada ao desligar o disjuntor do apartamento da vítima. A ação obrigou Daiane a descer até o subsolo do condomínio, onde foi surpreendida por trás e golpeada com um objeto contundente.

A defesa de Cleber informou, em nota, que ainda não teve acesso a todo o conteúdo do inquérito, principalmente ao relatório final, e que só vai se manifestar após analisar os documentos.

Vídeo foi decisivo para comprovar autoria

Daiane desceu ao subsolo às 19h29 para verificar a falta de energia. Cerca de 13 minutos antes, Cleber apareceu nas câmeras ao acessar o local dos padrões elétricos.

A vítima gravava um vídeo com o celular quando encontrou o síndico. Nas imagens, ele já aparece de luvas e com a caminhonete posicionada perto do almoxarifado.

Ademais, o vídeo mostra o momento em que Cleber surge encapuzado e atinge Daiane por trás. O aparelho só foi localizado 41 dias depois, dentro de uma caixa de esgoto do condomínio.

Corpo foi levado em caminhonete

Assim, após o ataque, Cleber colocou o corpo da vítima na caminhonete e saiu do condomínio.

Todo o trajeto, envolvendo a saída do prédio, a ida até o local da execução, às margens da GO-213 e retornar, durou 48 minutos.

A ação no subsolo levou cerca de oito minutos.

Além disso, a polícia descartou a participação de outras pessoas depois de analisar as imagens.

Execução ocorreu em área de mata

Os peritos confirmaram que os tiros não foram disparados no condomínio. Pois, Daiane foi morta em uma região de mata, a cerca de 15 km de Caldas Novas.

Ela recebeu dois tiros na cabeça, feitos de baixo para cima. No momento dos disparos, ainda estava viva.

Ademais, testes balísticos mostraram que qualquer tiro no subsolo seria ouvido na portaria, o que não ocorreu.

Pancada causou sangramento no almoxarifado

Vestígios de sangue encontrados no almoxarifado pertencem à vítima. Segundo a Polícia Científica, o ferimento ocorreu durante a agressão inicial e não por disparos de arma de fogo.

Devido ao estado de decomposição do corpo, os peritos não conseguiram identificar o objeto usado na pancada nem o local exato do golpe.

Filho não participou do crime

Além disso, a investigação também descartou a participação do filho do síndico, Maicon Douglas. Pois, no horário do crime, ele estava em Catalão.

Portanto, a relação dele com o caso se limita à compra de um celular a pedido do pai e a questões administrativas do condomínio.

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